{"id":56,"date":"2015-01-20T09:22:00","date_gmt":"2015-01-20T11:22:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/visto_lido_e_ouvido-18\/"},"modified":"2015-01-20T09:22:00","modified_gmt":"2015-01-20T11:22:00","slug":"visto_lido_e_ouvido-18","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/visto_lido_e_ouvido-18\/","title":{"rendered":"VISTO, LIDO E OUVIDO"},"content":{"rendered":"\n<p>circecunha@gmail.com; arigcunha@ig.com.br <\/p>\n<p>Um ano de p\u00e1ginas novas <\/p>\n<p>Distribu\u00eddos  em alguns col\u00e9gios p\u00fablicos, os livros da editora Educar, DPaschoal s\u00e3o  para fazer pensar. Nada de lobo engolindo meninas ou caindo em  caldeir\u00e3o. As hist\u00f3rias se passam no Brasil, com mandacarus e rendas de  bilro. A crian\u00e7ada \u00e9 despertada ao conhecimento de nutri\u00e7\u00e3o, atitudes  positivas, comportamento, regionalismos, reinser\u00e7\u00e3o na sociedade,  problemas do preconceito.  <\/p>\n<p>Envolvidas em uma sociedade  consumista, em que novelas e fofocas ocupam grande parte da vida de  adolescentes, nada como tentar mudar pela leitura. Os mais novos que  forem estimulados a ler s\u00f3 ganhar\u00e3o com isso. Andr\u00e9 Schmidt, aos seis  anos, leu mais de 150 livros. Tain\u00e1 Alves dos Santos de Catanduva, com  12 anos, da 6\u00aa s\u00e9rie, j\u00e1 tinha lido 230.  <\/p>\n<p>Uma crian\u00e7a reclamava  da biblioteca da escola que n\u00e3o emprestava livros at\u00e9 que o aluno  devolvesse o que tinha levado. O pequeno estava revoltado porque queria  fazer compara\u00e7\u00f5es. Dizia que aquilo era uma injusti\u00e7a. As ilustra\u00e7\u00f5es  dos livros da Educar s\u00e3o atraentes e estimulam o apego \u00e0s hist\u00f3rias. Em  uma delas, Chapeuzinho de Palha aprende a ler e conta a hist\u00f3ria do seu  primeiro livro. <\/p>\n<p>O livro \u00e9 um amigo que precisa ser conservado e  passado para quem gosta da leitura. Na cole\u00e7\u00e3o \u201cPara mudar o mundo\u201d, a  ideia \u00e9 atravessar as paredes da escola e mostrar a cidadania no dia a  dia dos professores, alunos lembrando a responsabilidade tamb\u00e9m dos  pais. <\/p>\n<p>As crian\u00e7as est\u00e3o expostas aos esc\u00e2ndalos na pol\u00edtica. Veem  pela televis\u00e3o autoridades se xingando no Supremo Tribunal.  Envolvimento de pol\u00edticos em corrup\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso orient\u00e1-las sobre que \u00e9  certo e errado. H\u00e1 tamb\u00e9m as not\u00edcias de pessoas que devolvem o que  encontram. \u00c9 gente simples que teve ber\u00e7o. O mesmo que falta a tantos  abastados. <\/p>\n<p>Em outro livro, No duelo das fadas, as prote\u00ednas,  carboidratos e fibras est\u00e3o na berlinda. O desafio \u00e9 descobrir quem \u00e9 o  melhor. At\u00e9 uma cartilha de receitas \u00e9 criada pelo leitor. Excelente  ideia para um pa\u00eds entre a fome e a obesidade. O Fome Zero tiro tirou muitos brasileiros da situa\u00e7\u00e3o de mis\u00e9ria. Mas falta educa\u00e7\u00e3o para  aproveitar o alimento regional. A desnutri\u00e7\u00e3o \u00e9 do tamanho do alimento  desperdi\u00e7ado. <\/p>\n<p>Fadas e borboletas foi feito em parceria com o  Instituto CF-Brasil. No livro, Angelina vive nas ruas e todo o seu  sentimento \u00e9 segredo. N\u00e3o porque ela queira, mas porque ningu\u00e9m queria  saber. At\u00e9 que algo acontece. Quem vive na rua diz que o mais do\u00eddo \u00e9 a  falta do olhar. As pessoas passam e ignoram a presen\u00e7a do mendigo ou at\u00e9  mesmo do trabalhador mais simples. S\u00e3o incapazes de dar nem que seja um  sorriso. <\/p>\n<p>Voltando \u00e0s escolas, ao fim das leituras, os  professores devem explorar o assunto com a janela da leitura,  dramatiza\u00e7\u00e3o, grava\u00e7\u00f5es, em que a crian\u00e7ada recapitula e apreende tudo o  que foi apresentado sobre o tema. O fantasma dos vaga-lumes \u00e9 uma  chamada \u00e0 cidadania, conscientiza\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o.  <\/p>\n<p>\u00c9 pr\u00f3ximo \u00e0s  crian\u00e7as de Bras\u00edlia. Ricos de um lado e pobres de outro. Do Varj\u00e3o aos  condom\u00ednios, do Setor de Mans\u00f5es do Lago ao Parano\u00e1 e Itapu\u00e3. Isso em  uma cidade criada com o princ\u00edpio do socialismo, onde todos deveriam  ocupar o mesmo espa\u00e7o. Na verdade, foram para o espa\u00e7o, bem longe, nas  cidades sat\u00e9lites. Depois de ter devorado o livro durante as aulas, h\u00e1  discuss\u00f5es, v\u00eddeos, teatrinho, din\u00e2micas, sarau liter\u00e1rio e por a\u00ed vai. <\/p>\n<p>O  Pneu chor\u00e3o \u00e9 imperd\u00edvel. Lembra o volume do cont\u00eainer despachado para o  Brasil cheio de lixo. Desperta para a import\u00e2ncia do progresso limpo.  Uma li\u00e7\u00e3o de reciclagem e conscientiza\u00e7\u00e3o ambiental contamina tamb\u00e9m a  fam\u00edlia dos garotos. As m\u00e3es s\u00e3o estimuladas a separar o lixo e  reaproveitar tudo o que for poss\u00edvel. \u00c9 interessante observar a anima\u00e7\u00e3o  da crian\u00e7ada. E assim a sociedade se transforma. <\/p>\n<p>Os t\u00edtulos tamb\u00e9m s\u00e3o atraentes. A semente da verdade trabalha \u00e9tica e  atitude. A crian\u00e7a que fizer nascer de uma semente morta a planta mais  linda reinar\u00e1 com o poder de ser sempre boa. As professoras mostram as  vantagens da determina\u00e7\u00e3o e da verdade. S\u00e3o livros que, semeados nas  mentes em crescimento, ficam arraigados para sempre. Quem sabe tenham o  poder at\u00e9 de criar pessoas melhores, governantes mais honestos. Um povo  mais educado, com certeza. Alice queria sempre coisas novas e n\u00e3o dava  import\u00e2ncia ao que j\u00e1 tinha. O consumismo insano tamb\u00e9m \u00e9 trabalhado no  livro O sapo e o jardim florido. Sandra Aymone, Patr\u00edcia Secco e Lu\u00eds  Norberto Pascoal s\u00e3o a comiss\u00e3o de frente na escrita dos livros  infantis. <\/p>\n<p>(Coluna originalmente publicada em 1\u00ba de janeiro de 2010) <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>circecunha@gmail.com; arigcunha@ig.com.br Um ano de p\u00e1ginas novas Distribu\u00eddos em alguns col\u00e9gios p\u00fablicos, os livros da editora Educar, DPaschoal s\u00e3o para fazer pensar. Nada de lobo engolindo meninas ou caindo em caldeir\u00e3o. As hist\u00f3rias se passam no Brasil, com mandacarus e rendas de bilro. A crian\u00e7ada \u00e9 despertada ao conhecimento de nutri\u00e7\u00e3o, atitudes positivas, comportamento, regionalismos, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":30,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-56","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-integra-integra"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/30"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}