{"id":6725,"date":"2015-11-11T16:17:30","date_gmt":"2015-11-11T18:17:30","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=6725"},"modified":"2015-11-18T16:23:17","modified_gmt":"2015-11-18T18:23:17","slug":"ari-cunha-visto-lido-e-ouvido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/ari-cunha-visto-lido-e-ouvido\/","title":{"rendered":"ARI CUNHA &#8211; Visto, Lido e Ouvido"},"content":{"rendered":"<p><strong>Texto <\/strong><br \/>\nDesde 1960<\/p>\n<p>aricunha@dabr.com.br<\/p>\n<p>com Circe Cunha \/\/ circecunha.df@dabr.com.br<\/p>\n<p><strong>Crise agrava o que era ruim<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 segredo para ningu\u00e9m que os servi\u00e7os p\u00fablicos prestados por escolas, hospitais, delegacias, transportes e outros, s\u00e3o muito ruins para a popula\u00e7\u00e3o. Qualquer pesquisa de opini\u00e3o pode aferir que o cidad\u00e3o n\u00e3o est\u00e1, minimamente, satisfeito com os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Mesmo sabendo que paga caro por eles, por meio de carga de impostos desumana, o que recebe em troca \u00e9 prec\u00e1rio, pela metade, demorado, feito por gente que n\u00e3o sente a menor satisfa\u00e7\u00e3o em servir ao p\u00fablico. Ao contr\u00e1rio. O p\u00fablico \u00e9 um estorvo, pede, reclama e exige.<\/p>\n<p>No pa\u00eds, a m\u00e1quina p\u00fablica \u00e9 inchada, ineficiente, morosa e cara, a capital federal apenas repete o modus operandi Brasil afora. H\u00e1 cerca de um m\u00eas, v\u00e1rias categorias profissionais entraram em greve, infernizando a vida dos brasilienses. O sentimento geral da popula\u00e7\u00e3o que necessita dos servi\u00e7os p\u00fablicos \u00e9 retratada por um misto de abandono e resigna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Acostumada aos maus-tratos, a popula\u00e7\u00e3o reconhece que a crise provocada pela escalada, sem precedentes, de greves, apenas torna pior o que, por natureza, \u00e9 ruim. A sociedade pode perceber, ao longo de muitas greves, que os movimentos paredistas se estruturam de forma a causar o maior dano poss\u00edvel ao contribuinte, principalmente o de baixa renda.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia de greve que os sindicatos adotam desde o s\u00e9culo 19 ainda tem na al\u00e7a de mira o cidad\u00e3o desvalido, e n\u00e3o o patr\u00e3o, acusado de explorador. Por essas e por outras, as categorias em greve perdem, cada vez mais, o apoio do cidad\u00e3o. Para muita gente, grevista passou a ser sin\u00f4nimo de desocupado e desordeiro. N\u00e3o \u00e0 toa, muita gente afirma, sem medo, que n\u00e3o deu pela falta de muitos grevistas. Greve? Que greve?<\/p>\n<p><strong>A frase que n\u00e3o foi pronunciada<\/strong><\/p>\n<p>\u201cRegras para evitar aborrecimentos: n\u00e3o pense, n\u00e3o fale, n\u00e3o seja.\u201d<\/p>\n<p>Rabisco na porta de um banheiro de um servi\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n<p><strong>Papo descontra\u00eddo<\/strong><\/p>\n<p>Comentavam no cafezinho da C\u00e2mara sobre um participante numa comiss\u00e3o do Senado quando falava sobre a boa f\u00e9 objetiva. Na Alemanha, se esquecerem de retirar a placa avisando para n\u00e3o pisar porque o cimento \u00e9 fresco, mesmo que esteja firme, ningu\u00e9m pisa. No Brasil, a inefic\u00e1cia da plaquinha vai do cora\u00e7\u00e3o, nome desenhado ou mesmo pisadas e m\u00e3os como em Hollywood. Uma pena que o interlocutor n\u00e3o saiba o nome do autor do coment\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Feras<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 preciso informar sobre o que \u00e9 positivo. Diante do vexame do governo federal na implanta\u00e7\u00e3o do eSocial, vale enaltecer o trabalho dos desenvolvedores de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o do Senado Federal. Diversos sistemas utilizados pela Comunica\u00e7\u00e3o Social da Casa e o Cview merecem pr\u00eamios pela compet\u00eancia e qualidade.<\/p>\n<p><strong>Novidade<\/strong><\/p>\n<p>Em breve, o trabalho de designers de interiores ser\u00e1 considerado obra intelectual com direito autoral garantido. Uma nova din\u00e2mica ser\u00e1 adotada com mais transpar\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao contratante. H\u00e1 previs\u00e3o nas novas regras para que o profissional atue com \u00e9tica, respeito pela sustentabilidade, responsabilidade social e seguran\u00e7a para os usu\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Gravando<\/strong><\/p>\n<p>Pedro Paulo Lazzarini contou sobre o retrato do cinema no Brasil. Eram Glauber Rocha, Caca Diegues, e Joaquim P. de Andrade. Glauber dizia: \u201cQueremos uma c\u00e2mera na m\u00e3o e uma ideia na cabe\u00e7a\u201d. Os produtores argentinos respondiam: \u201cE uma merda na tela?\u201d<\/p>\n<p><strong>Matr\u00edculas abertas<\/strong><\/p>\n<p>Quando dava aula de piano para a crian\u00e7ada, Circe comentava sobre a diferen\u00e7a das crian\u00e7as do Indi. Eram criativas, n\u00e3o tinham medo de responder \u00e0s perguntas, arriscavam, riam, eram soltas e prontas para enfrentar a vida. Uma escola construtivista como o Indi conta muito para o futuro.<\/p>\n<p><strong>De gra\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Dois programas imperd\u00edveis. Alexandre Dias, hoje, \u00e0s 20h, na Thomas Jefferson (Entrequadra 706\/ 906). E Danielle Baggio, sexta-feira, \u00e0s 19h30, no Marist\u00e3o, na 615 Sul.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p>Na rapidez do epis\u00f3dio da ren\u00fancia, os funcion\u00e1rios graduados do Pal\u00e1cio do Planalto, de confian\u00e7a do Presidente J\u00e2nio Quadros, n\u00e3o tiveram tempo de esvaziar as gavetas, e diversos fich\u00e1rios foram rasgados ou queimados, conforme a import\u00e2ncia.(Publicado em 26\/8\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto Desde 1960 aricunha@dabr.com.br com Circe Cunha \/\/ circecunha.df@dabr.com.br Crise agrava o que era ruim N\u00e3o \u00e9 segredo para ningu\u00e9m que os servi\u00e7os p\u00fablicos prestados por escolas, hospitais, delegacias, transportes e outros, s\u00e3o muito ruins para a popula\u00e7\u00e3o. Qualquer pesquisa de opini\u00e3o pode aferir que o cidad\u00e3o n\u00e3o est\u00e1, minimamente, satisfeito com os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos. 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