{"id":6802,"date":"2015-11-25T08:00:05","date_gmt":"2015-11-25T10:00:05","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=6802"},"modified":"2015-12-01T06:45:15","modified_gmt":"2015-12-01T08:45:15","slug":"brasil-ainda-investe-pouco-em-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/brasil-ainda-investe-pouco-em-educacao\/","title":{"rendered":"Brasil ainda investe pouco em educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Festan\u00e7a na aprova\u00e7\u00e3o do Plano Nacional da Educa\u00e7\u00e3o em 2014. Ficou acertado que o Brasil destinaria 10% do seu Produto Interno Bruto (PIB) at\u00e9 2024. O relat\u00f3rio divulgado ontem pela Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), intitulado Education at a glance, ou Um olhar sobre a educa\u00e7\u00e3o, d\u00e1 conta de que o Brasil vem investindo, por aluno, cerca de um ter\u00e7o da m\u00e9dia dos pa\u00edses-membros.<\/p>\n<p>Numa rela\u00e7\u00e3o entre os 37 pa\u00edses pesquisados, o Brasil ficou com a 32\u00aa posi\u00e7\u00e3o, investindo no ensino fundamental e no ensino m\u00e9dio, em 2012, algo como US$ 3 mil, ou 31% do valor efetivamente destinado pelos pa\u00edses da OCDE que foi de US$ 9.500 no mesmo per\u00edodo. No ensino b\u00e1sico, os n\u00fameros se repetem US$ 3 mil, contra US$ 8.200 dos pa\u00edses ricos.<\/p>\n<p>Embora ainda esteja longe dos valores investidos por aluno em compara\u00e7\u00e3o com os pa\u00edses da OCDE, o Brasil, segundo a avalia\u00e7\u00e3o do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep), posiciona-se entre os pa\u00edses que mais investiram em educa\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos, saltando de 13,3%, em 2005, para 17,2% em 2012 ou cerca de 4,7 % do PIB, valor acima da m\u00e9dia da pr\u00f3pria OCDE, que foi de 3,7%. Aqui, temos a cl\u00e1ssica vers\u00e3o do \u201cmuito pode ser pouco\u201d, como no caso t\u00edpico que dizia o fil\u00f3sofo de Mondubim: \u201cUm \u00fanico cabelo na cabe\u00e7a \u00e9 pouco. Um \u00fanico cabelo na sopa \u00e9 muito\u201d.<\/p>\n<p>Apesar de investir mais em educa\u00e7\u00e3o, o Brasil ainda destina poucos recursos per capita m\u00e9dio por aluno. Embora n\u00e3o integre a OCDE, o Brasil aparece no relat\u00f3rio como promessa de melhora nesse setor, j\u00e1 que apresentou crescimento dos investimentos da ordem de 210%, por aluno em educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, se comparado com dados de 2005.<\/p>\n<p>Para o presidente do Inep, Chico Soares, \u201co Brasil est\u00e1 gastando quase 20% em educa\u00e7\u00e3o ao ano, \u00e9 o terceiro pa\u00eds que mais gasta. N\u00e3o temos a ideia do esfor\u00e7o que fazemos. Quando vemos esse dado na compara\u00e7\u00e3o internacional, mostra como mudamos de 2000 para c\u00e1. Mais do que em termos reais, o que gastamos em educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, mais era necess\u00e1rio porque gast\u00e1vamos muito pouco\u201d.<\/p>\n<p>At\u00e9 o fim de 2015, segundo o Fundeb, o gasto m\u00ednimo anual por aluno da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica deve girar em torno de R$ 2.540 ou R$ 212 por m\u00eas. Esse crescimento verificado nos \u00faltimos anos nos investimentos em educa\u00e7\u00e3o per capita pode ainda sofrer processo de retra\u00e7\u00e3o acentuado devido ao longo per\u00edodo de recess\u00e3o que se anuncia para o pa\u00eds este ano e em 2016.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Festan\u00e7a na aprova\u00e7\u00e3o do Plano Nacional da Educa\u00e7\u00e3o em 2014. Ficou acertado que o Brasil destinaria 10% do seu Produto Interno Bruto (PIB) at\u00e9 2024. 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