{"id":7224,"date":"2015-12-24T11:24:42","date_gmt":"2015-12-24T13:24:42","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=7224"},"modified":"2015-12-30T11:25:10","modified_gmt":"2015-12-30T13:25:10","slug":"petrobras-companheira-aderna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/petrobras-companheira-aderna\/","title":{"rendered":"Petrobras companheira aderna"},"content":{"rendered":"<p>Por d\u00e9cadas seguidas, a Petrobras esteve entre as maiores empresas do planeta e do Brasil. Ainda em 2009, durante o del\u00edrio populista do pr\u00e9-sal, a empresa era avaliada em US$ 208 bilh\u00f5es, o que a colocava entre as cinco maiores do mundo. O que ocorreu com essa companhia, outrora o orgulho nacional, reflete fidedignamente o que acontece tamb\u00e9m com o Brasil, depois de mais de uma d\u00e9cada de governo petista.<\/p>\n<p>Na empresa, a contabilidade, respeitando as escalas, reproduz o passivo apresentado pelas contas p\u00fablicas deste governo. Com d\u00edvida de mais de R$ 500 bilh\u00f5es, resultado de gest\u00e3o administrativa que direcionou a companhia ao atendimento direto das necessidades ideol\u00f3gicas do partido no poder, a Petrobras \u00e9 hoje uma sombra do passado.<\/p>\n<p>Por enquanto, o registro da derrama reflete no pre\u00e7o do combust\u00edvel. Comparado ao resto do mundo, n\u00e3o fazia sentido o combust\u00edvel do Brasil ser o mais caro no mercado interno. Agora, sim, faz todo o sentido. Mais uma vez, cai no colo do consumidor tapar a cratera formada pelo pr\u00e9-sal da corrup\u00e7\u00e3o. Internacionalmente, os investidores protegidos pelo guarda-chuva das ag\u00eancias de rating come\u00e7am a retirar, em massa, os investimentos na empresa, certos de que a plataforma adernou de vez.<\/p>\n<p>A ag\u00eancia de classifica\u00e7\u00e3o Fich rebaixou n\u00e3o s\u00f3 o rating de probabilidade de inadimpl\u00eancia da Petrobras, como a nota de d\u00edvida da empresa, puxando-a para perspectiva negativa, a mesma nota de cr\u00e9dito soberano dada ao Brasil. Do mesmo modo, agiu a ag\u00eancia Moody\u2019s, revisando, para baixo, o n\u00edvel (rating) da estatal. Essa ag\u00eancia usou praticamente os mesmos argumentos de outras do g\u00eanero: \u201cEleva\u00e7\u00e3o do risco de refinanciamento em fun\u00e7\u00e3o da piora das condi\u00e7\u00f5es da ind\u00fastria do petr\u00f3leo, dificuldades de realiza\u00e7\u00e3o do plano de desinvestimentos, elevadas amortiza\u00e7\u00f5es de d\u00edvidas nos pr\u00f3ximos anos e perspectiva de gera\u00e7\u00e3o de caixa negativa\u201d.<\/p>\n<p>Mais adiante, a Moody\u2019s admitiu preocupa\u00e7\u00e3o com os desdobramentos da Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato. O fato da exist\u00eancia, j\u00e1 verificada, de grandes reservas de petr\u00f3leo sob o leito marinho \u00e9 o que parece sustentar ainda a Petrobras, fora da linha d\u2019\u00e1gua e da insolv\u00eancia total.<\/p>\n<p>No mundo dos grandes investimentos, repercuss\u00f5es negativas t\u00eam o poder de se propagar como rastilho de p\u00f3lvora. Seguindo as demais, a Standard &amp; Poor\u2019s tamb\u00e9m rebaixou a nota da Petrobr\u00e1s em dois graus, ficando, inclusive abaixo da nota, em moeda local, do Brasil.<\/p>\n<p>Para uma empresa com 60 anos de atividade e presen\u00e7a constante em todos mercados internacionais de petr\u00f3leo, o rebaixamento de sua avalia\u00e7\u00e3o pelas maiores ag\u00eancias de rating do planeta \u00e9 duro golpe que levar\u00e1 anos para ser revertido. Credibilidade nos mercados internacionais \u00e9 a mat\u00e9ria-prima mais valiosa e, no caso da Petrobras, lastro fundamental. Sem ele, a empresa tem seus dias contados como player al\u00e9m fronteiras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por d\u00e9cadas seguidas, a Petrobras esteve entre as maiores empresas do planeta e do Brasil. Ainda em 2009, durante o del\u00edrio populista do pr\u00e9-sal, a empresa era avaliada em US$ 208 bilh\u00f5es, o que a colocava entre as cinco maiores do mundo. 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