{"id":7517,"date":"2016-01-26T06:54:08","date_gmt":"2016-01-26T08:54:08","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=7517"},"modified":"2016-03-08T06:54:44","modified_gmt":"2016-03-08T09:54:44","slug":"fotografia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/fotografia\/","title":{"rendered":"Fotografia"},"content":{"rendered":"<p>De todas as inven\u00e7\u00f5es da humanidade, nenhuma parece ser t\u00e3o surpreendente e significativa como a fotografia. A captura da imagem e a impress\u00e3o em folha de papel foram, talvez, o primeiro passo dado pelo homem na longa jornada pelo t\u00fanel do tempo. Das primeiras imagens de Ni\u00e9pce, de 1825, \u00e0s atuais, enviadas pela sonda Rosetta a 320 milh\u00f5es de quil\u00f4metros da Terra, o que se tem \u00e9 o registro fiel de um tempo e sua preserva\u00e7\u00e3o para a posteridade.<\/p>\n<p>Dessa forma, podemos parafrasear a express\u00e3o latina usada pelo vice-presidente, Michel Temer, em carta a Dilma Rousseff: \u201cVerba volant, imaginem manent\u201d (As palavras voam, as imagens ficam). Nesse sentido, as fotografias feitas durante as comemora\u00e7\u00f5es da descoberta do pr\u00e9-sal em 2007, em que o ent\u00e3o presidente Lula carimba suas m\u00e3os lambuzadas de \u00f3leo nas costas da ministra de Minas e Energia e futura sucessora, acabaram, meio sem querer, se transformando em registro preciso de uma era.<\/p>\n<p>Naquelas imagens, muito al\u00e9m da propaganda oficial e ufanista, est\u00e1 impresso, para os futuros cidad\u00e3os, o enredo, pari passu, da maior tramoia republicana de todos os tempos. Na sequ\u00eancia de fotos feita, em que o \u00f3leo negro \u00e9 usado como panaceia para as agruras que se anunciavam, alguns dos principais protagonistas da maior razia cometida contra a empresa aparecem sorridentes, n\u00e3o pelo evento da descoberta das grandes jazidas em si, mas sobretudo pelas possibilidades pantagru\u00e9licas que se descortinavam para cada um.<\/p>\n<p>Registradas, para sempre, est\u00e3o tamb\u00e9m as fotos em que Lula, devidamente fantasiado com o uniforme da estatal, olha extasiado para as pr\u00f3prias m\u00e3os tingidas pelo \u00f3leo bruto. Seu olhar se assemelha ao de um garimpeiro extasiado diante de um veio promissor. \u201cT\u00f4 feito!\u201d, parece exclamar na foto emblem\u00e1tica.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 na imagem em que o presidente deixa carimbada nas costas de Dilma Rousseff a impress\u00e3o de suas m\u00e3os sujas, que est\u00e1 contido todo o resumo e ep\u00edlogo dessa hist\u00f3ria urdida longe dos holofotes e que viria a ser revelada, em cap\u00edtulos sequenciais, a partir da instaura\u00e7\u00e3o da Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato.<\/p>\n<p>Para qualquer detetive atento, aquelas imagens, muito mais do que pistas seguras para processo de investiga\u00e7\u00e3o, representam prova robusta de crime praticado contra a Petrobras. Ali na foto est\u00e3o os principais suspeitos, segundo den\u00fancias veiculadas na imprensa, de fraude contra a petrol\u00edfera, estimada hoje em meio trilh\u00e3o de reais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A frase que foi pronunciada<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cA crian\u00e7a que ri na rua, a m\u00fasica que vem no acaso, a tela absurda, a est\u00e1tua nua, a bondade que n\u00e3o tem prazo \u2014 tudo isso excede este rigor que o racioc\u00ednio d\u00e1 a tudo, e tem qualquer cousa de amor, ainda que o amor seja mudo.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Fernando Pessoa<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Incr\u00edvel<\/strong><\/p>\n<p>As imagens das chuvas em Bras\u00edlia compartilhadas no WhatsApp mostram o caos entre carros e pessoas. Mesas de bares pista abaixo, tesourinhas com cortinas d\u2019\u00e1gua, mulheres e crian\u00e7as resgatadas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Chuvas<\/strong><\/p>\n<p>Agora \u00e9 o momento de a Administra\u00e7\u00e3o da UnB encher os buracos do enorme estacionamento do Centro Comunit\u00e1rio de \u00e1rvores. Afinal, j\u00e1 est\u00e1 tudo preparado. Isso evitaria de vez que motoristas desavisados ca\u00edssem nas crateras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Gra\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Nasce mais uma bisneta. J\u00falia, filha da economista Danielle Kineipp e de Fabiano, que leva meu nome e minha profiss\u00e3o. Que o mundo lhe seja bom e que Deus continue a aben\u00e7oar esta fam\u00edlia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Vale a pena<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 preciso enaltecer a iniciativa da Globosat na transmiss\u00e3o dos contos dos irm\u00e3os Grimm. Os cen\u00e1rios s\u00e3o deslumbrantes. Figurinos e personagens, sem iguais. Fazia tempo que tanta qualidade n\u00e3o aparecia para a juventude. \u00c0 tarde, com repeti\u00e7\u00e3o \u00e0 noite e maratona de todos os t\u00edtulos no domingo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 78 anos, dom Bosco sonhava com Bras\u00edlia, e nunca poderia pensar que um dia ela existisse, mesmo, e vivesse o dia de hoje como vive. Bom dia, Dom Bosco.(Publicado em 30\/8\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De todas as inven\u00e7\u00f5es da humanidade, nenhuma parece ser t\u00e3o surpreendente e significativa como a fotografia. A captura da imagem e a impress\u00e3o em folha de papel foram, talvez, o primeiro passo dado pelo homem na longa jornada pelo t\u00fanel do tempo. 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