{"id":7575,"date":"2016-02-27T07:32:34","date_gmt":"2016-02-27T10:32:34","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=7575"},"modified":"2016-03-08T07:33:02","modified_gmt":"2016-03-08T10:33:02","slug":"titulos-de-lixo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/titulos-de-lixo\/","title":{"rendered":"T\u00edtulos de lixo"},"content":{"rendered":"<p>Do ponto de vista das tr\u00eas principais ag\u00eancias internacionais de classifica\u00e7\u00e3o de risco, os t\u00edtulos emitidos pelo governo brasileiro n\u00e3o s\u00e3o confi\u00e1veis e valem tanto quanto lixo, ou, como eles chamam, junk bonds. Na pr\u00e1tica, a avalia\u00e7\u00e3o serve para alertar e, por tabela, afugentar os poss\u00edveis investidores de todo o mundo que porventura queiram aplicar seus d\u00f3lares no Brasil. As chances de calote s\u00e3o reais e iminentes.<\/p>\n<p>O governo e seu partido, diante desse fato inexor\u00e1vel e extremamente negativo, fingem desd\u00e9m a esses pareceres t\u00e9cnicos para n\u00e3o despertarem mais danos internos, como p\u00e2nico generalizado que levaria a corrida sem precedentes aos bancos. Vivemos pren\u00fancio de crise semelhante ao experimentado pelos argentinos anos atr\u00e1s, quando a popula\u00e7\u00e3o passou a perceber que o melhor banco para depositar o dinheiro minguado era debaixo do colch\u00e3o, e a melhor moeda nacional era o d\u00f3lar.<\/p>\n<p>Se isso ainda n\u00e3o ocorreu por aqui, foi por obra e gra\u00e7a do Programa de Est\u00edmulo \u00e0 Reestrutura\u00e7\u00e3o e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer), implementado em 2001 pelo governo de Fernando Henrique Cardoso e duramente combatido pelo Partido dos Trabalhadores. Naquela \u00e9poca o Proer evitou n\u00e3o s\u00f3 o colapso do sistema financeiro nacional, como tamb\u00e9m barrou a fuga em cadeia de capitais dos bancos.<\/p>\n<p>A realidade hoje \u00e9 diferente, com o sistema banc\u00e1rio nacional ainda fortalecido e disciplinado. Mas a intensidade da crise, somadas as interven\u00e7\u00f5es amadoras do governo no mercado, o rombo nas contas p\u00fablicas, o descr\u00e9dito do Executivo, a alta taxa de juros, a baixa arrecada\u00e7\u00e3o, a alta d\u00edvida interna e outros indicadores altamente negativos da economia, como a acelerada alta nas taxas de desemprego, amea\u00e7a o estouro da boiada.Uma vez desencadeado o p\u00e2nico, a desordem segue processo aut\u00f4nomo e, por in\u00e9rcia, contamina todo o mercado.<\/p>\n<p>Diz o fil\u00f3sofo de Mondubim que, se uma pessoa chamar voc\u00ea de cachorro, n\u00e3o ligue. Se duas pessoas chamarem voc\u00ea de cachorro, fique atento. Se tr\u00eas pessoas chamarem voc\u00ea de cachorro, arrume logo uma coleira. No plano externo, tr\u00eas ag\u00eancias de avalia\u00e7\u00e3o de risco dizem, em un\u00edssono, que somos caloteiros. Houvesse ag\u00eancias internas de avalia\u00e7\u00e3o de risco, Lula, o governo Dilma e o Partido dos Trabalhadores seriam imediatamente identificados como os tr\u00eas principais fatores de ordem pol\u00edtica que est\u00e3o na origem e na intensifica\u00e7\u00e3o da crise brasileira.<\/p>\n<p><strong>A frase que n\u00e3o foi pronunciada<br \/>\n<\/strong><em>\u201cMinhas c\u00f3leras compensavam a arbitrariedade das leis que me escravizavam.\u201d<br \/>\n<\/em>Simone de Beauvoir<\/p>\n<p><strong>\u00daltima hora<br \/>\n<\/strong>\u00bb Gerson Camarotti d\u00e1 em primeira m\u00e3o que a presidente Dilma foi convidada pela colega do Chile, Bachelet, para um jantar no mesmo dia da reuni\u00e3o do PT. Para quem relutava em encarar aquela turma, pode at\u00e9 ser desculpa convincente.<\/p>\n<p><strong>SMLN<br \/>\n<\/strong>\u00bb Depois de rasgar o asfalto da rua do trecho 8 para instala\u00e7\u00e3o de nova rede, a Caesb largou a obra sem finalizar. Metade da rua \u00e9 barro e poeira; a outra metade, asfalto.<\/p>\n<p><strong>Manuten\u00e7\u00e3o<br \/>\n<\/strong>\u00bb Por essas e outras \u00e9 que os moradores t\u00eam se recusado em trocar os hidr\u00f4metros. A justificativa \u00e9 manuten\u00e7\u00e3o, mas, se o hidr\u00f4metro funciona com perfei\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 necessidade de troca. H\u00e1 moradores que tiveram problemas<\/p>\n<p>com o novo hidr\u00f4metro. A conta passou de R$ 200 para R$ 600. Um problema que n\u00e3o foi criado pelo consumidor, mas s\u00f3 ele pode resolver.<\/p>\n<p><strong>Consome dor<br \/>\n<\/strong>\u00bb No Lago Sul, s\u00e3o milhares de moradores prejudicados pelo rompimento de um duto. A primeira provid\u00eancia da Caesb foi pedir que os moradores racionassem a \u00e1gua. Certamente a conta n\u00e3o ser\u00e1 racionada.<\/p>\n<p><strong>Portal<br \/>\n<\/strong>\u00bb Bom seria que o GDF disponibilizasse um portal da transpar\u00eancia para prestar contas \u00e0 popula\u00e7\u00e3o sobre a gest\u00e3o dos recursos.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<br \/>\n<\/strong><br \/>\nOs tripulantes presos s\u00e3o Adauti Sanches e Jos\u00e9 da Costa,<br \/>\ne ocuparam os apartamentos 108 e 110.<br \/>\n(Publicado em 1\u00ba\/9\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do ponto de vista das tr\u00eas principais ag\u00eancias internacionais de classifica\u00e7\u00e3o de risco, os t\u00edtulos emitidos pelo governo brasileiro n\u00e3o s\u00e3o confi\u00e1veis e valem tanto quanto lixo, ou, como eles chamam, junk bonds. 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