{"id":7724,"date":"2016-05-01T10:49:30","date_gmt":"2016-05-01T13:49:30","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=7724"},"modified":"2016-05-06T08:51:25","modified_gmt":"2016-05-06T11:51:25","slug":"tombada-e-esquecida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/tombada-e-esquecida\/","title":{"rendered":"Tombada e esquecida"},"content":{"rendered":"<p>Desde 1960<\/p>\n<p>aricunha@dabr.com.br<\/p>\n<p>com Circe Cunha \/\/ circecunha.df@dabr.com.br com MAMFIL<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Aos poucos, a realidade imp\u00f5e as mudan\u00e7as que as necessidades imediatas e os novos tempos ditam. No caso do tombamento da capital, feita pela Unesco em 1987, a realidade, imposta tanto pelo incha\u00e7o populacional, quanto pelo agravamento da viol\u00eancia, tem empurrado a cidade para beco sem sa\u00edda decorrente de um desordenamento urbano sistem\u00e1tico e, em alguns casos, irrevers\u00edvel.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 simples: diferentemente de outras localidades, formadas apenas a partir do prolongamento e expans\u00e3o de antigos povoados, as cidades planejadas, como \u00e9 o caso de Bras\u00edlia, requerem que novos arranjos, em seu desenho obede\u00e7am, n\u00e3o a l\u00f3gica do mercado imobili\u00e1rio e outras variantes, mas a cartesiana do projeto.<\/p>\n<p>Essa obriga\u00e7\u00e3o em se ater ao projeto pensado, deveria ganhar bem mais aten\u00e7\u00e3o, quando a cidade passa a integrar o seleto grupo de patrim\u00f4nios culturais da humanidade. Tombar n\u00e3o \u00e9 engessar, tampouco desfigurar.<\/p>\n<p>Com 112,25km\u00b2, Bras\u00edlia possui a maior \u00e1rea tombada do mundo, sendo o \u00fanico bem contempor\u00e2neo no planeta a merecer essa distin\u00e7\u00e3o. Desprezar esse fato pode trazer preju\u00edzos irrepar\u00e1veis n\u00e3o s\u00f3 para a unidade do conjunto arquitet\u00f4nico, mas, sobretudo, retirar a capital do eixo de interesse de visitantes e turistas.<\/p>\n<p>Desfigurar uma cidade planejada, como vem acontecendo com maior rapidez nesses \u00faltimos anos, n\u00e3o \u00e9 trabalho de um dia e de uma pessoa. Esse \u00e9 processo lento e que vem sendo feito no dia a dia por uma multid\u00e3o de brasilienses, sejam moradores, sejam comerciantes, sejam simples transeuntes. Esse trabalho paciente em desmanchar conta, obviamente, com a displic\u00eancia dos \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o do governo local e de outros \u00f3rg\u00e3os, como \u00e9 o caso da pol\u00edcia e bombeiro.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o vem se repetindo com maior velocidade nas \u00e1reas comerciais da cidade por conta do aumento desenfreado da viol\u00eancia. A mais nova agress\u00e3o, feita em nome da seguran\u00e7a, vem da quadra modelo 307 Sul, onde comerciantes, pressionados com os roubos e assaltos feitos \u00e0 luz do dia, resolveram instalar um enorme painel de grades met\u00e1licas nos fundos das lojas.<\/p>\n<p>A medida coloca os comerciantes na posi\u00e7\u00e3o amb\u00edgua entre v\u00edtimas dos bandidos e art\u00edfices de uma ilegalidade que pode render puni\u00e7\u00f5es. Esse \u00e9 apenas um exemplo mais atual do descaso com a lei do tombamento, mas que vem se repetindo h\u00e1 anos, principalmente nas \u00e1reas comerciais, desfiguradas pelo improviso dos puxadinhos criativos.<\/p>\n<p>Chega a ser surrealista que um pequeno n\u00famero de marginais que perambula livremente pela cidade consiga impor a toda uma popula\u00e7\u00e3o, a lei das grades. Ou a seguran\u00e7a age para tirar das ruas essas hordas de marginais, ou a popula\u00e7\u00e3o vai ter que se resguardar, cada vez mais, dentro de grades met\u00e1licas, como prisioneira de fato. Pior, v\u00e3o transformar a capital numa cidadela fortificada contra os novos b\u00e1rbaros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A frase que foi pronunciada<\/p>\n<p>&#8220;O tempo \u00e9 infiel para os abusos.&#8221;<\/p>\n<p>Metastasio<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Transi\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>As secretarias do GDF v\u00e3o deixar o Man\u00e9 Garrincha para a realiza\u00e7\u00e3o de algumas competi\u00e7\u00f5es dos Jogos Ol\u00edmpicos que acontecer\u00e3o na cidade. Certamente a secret\u00e1ria Leany Barreiro de Sousa Lemos, do Planejamento dar\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o a contento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>In\u00fatil<\/p>\n<p>Foi inaugurado o Viaduto Novo, em \u00c1guas Claras, na rua Alecrim. E mais: os motoristas ficam dando voltas e voltas na rua Pitangueiras porque o sentido das pistas n\u00e3o leva a lugar algum. GDF diz que deve alterar o sentido das pistas na semana que vem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Coveiro<\/p>\n<p>\u201cQue fechem o Brasil todo\u201d. Conselho do deputado federal Sib\u00e1 Machado pelo Acre que age como coveiro, e n\u00e3o como parlamentar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Homenagem<\/p>\n<p>Professor Mois\u00e9s Ribeiro, recebeu o carinho dos amigos pela passagem do anivers\u00e1rio. Com uma voz sem igual na cidade, Mois\u00e9s e o contrabaixo eram uma coisa s\u00f3 na Escola de M\u00fasica. Nossos cumprimentos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/p>\n<p>J\u00e1 que estamos no Hospital Distrital, durante uma aula de esteriliza\u00e7\u00e3o, as enfermeiras constataram que a \u00e1gua, em Bras\u00edlia, ferve a uma temperatura de 98 graus Celsius. (Publicado em 5\/9\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 1960 aricunha@dabr.com.br com Circe Cunha \/\/ circecunha.df@dabr.com.br com MAMFIL &nbsp; Aos poucos, a realidade imp\u00f5e as mudan\u00e7as que as necessidades imediatas e os novos tempos ditam. 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