{"id":7879,"date":"2016-05-24T03:19:59","date_gmt":"2016-05-24T06:19:59","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=7879"},"modified":"2016-06-03T10:21:14","modified_gmt":"2016-06-03T13:21:14","slug":"planos-com-saude-debilitada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/planos-com-saude-debilitada\/","title":{"rendered":"Planos com a sa\u00fade debilitada"},"content":{"rendered":"<p><i>Desde 1960<\/i><\/p>\n<p>aricunha@dabr.com.br<\/p>\n<p>com Circe Cunha \/\/ circecunha.df@dabr.com.br<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Diante da perspectiva de debandada de 1,5 milh\u00e3o de usu\u00e1rios ao fim deste ano, os planos de sa\u00fade, que outrora rendiam fortunas a muitos empres\u00e1rios e, de certa forma, serviam para aliviar a press\u00e3o sobre os Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), come\u00e7am a sentir pesadamente os efeitos da crise. Nos \u00faltimos anos, o n\u00famero de usu\u00e1rios de planos apresentou leve queda.<\/p>\n<p>A partir do fim de 2014, esse ritmo se acentuou fortemente e entrou em queda livre no in\u00edcio de 2015. Ao todo, somando-se os anos de 2015 e 2016, a previs\u00e3o \u00e9 de que 2,5 milh\u00f5es de clientes abandonem os planos. Para esse nicho da economia que lida com um mercado de sa\u00fade, as previs\u00f5es s\u00e3o as piores poss\u00edveis.<\/p>\n<p>Para o governo \u2014 envolto em uma das maiores crises j\u00e1 vividas pelo pa\u00eds \u2014, a not\u00edcia \u00e9 ainda pior. Sem condi\u00e7\u00f5es de oferecer atendimento de sa\u00fade, digamos, minimamente, decentes, a expectativa do governo \u00e9 de que haja crescimento sem precedentes de retorno de usu\u00e1rios aos servi\u00e7os p\u00fablicos, o que aumentar\u00e1 a presss\u00e3o e a desorganiza\u00e7\u00e3o de um\u00a0 setor, h\u00e1 muitos anos, em estado ca\u00f3tico.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o dos planos de sa\u00fade se insere em uma imensa engrenagem que age e reage em cadeia e de forma sincronizada. O fechamento de postos de trabalho \u2014 fala-se hoje em mais de 14 milh\u00f5es de desempregados \u2014 tem reflexos diretos na queda dos contratos de planos.<\/p>\n<p>Sem dinheiro para bancar os altos custos desses contratos \u2014 muitas vezes feito de forma coletiva pelas empresas \u2014, resta ao trabalhador abandonar os planos privados. Por sua vez, a crise empurra os planos para o ciclo perp\u00e9tuo de reajustes e corre\u00e7\u00f5es de tabela. Quanto mais as mensalidades dos planos s\u00e3o reajustadas, mais gente deixa de pagar e abandona o sistema privado.<\/p>\n<p>Ao lado da quest\u00e3o previdenci\u00e1ria, os problemas nas \u00e1reas de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o os que mais afligem os brasileiros. Da montanha de problemas que se anuncia para o governo interino de Michel Temer, a quest\u00e3o da sa\u00fade, talvez, seja a mais premente. Aquelas fam\u00edlias que ainda podem t\u00eam optado por fazer uma pequena poupan\u00e7a mensal para cobrir gastos de \u00faltima hora com sa\u00fade. O ideal, num pa\u00eds desigual e com uma das maiores cargas tribut\u00e1rias do planeta, como o nosso, seria que os servi\u00e7os de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o fossem totalmente universalizados e de boa qualidade.<\/p>\n<p>Para muitos especialistas no setor, a \u00faltima d\u00e9cada nos afastou ainda mais desse ideal, a ponto de se acreditar quem, nos pr\u00f3ximos 10 anos, ser\u00e3o necess\u00e1rios esfor\u00e7o e trabalho gigantescos apenas para alcan\u00e7armos o patamar razo\u00e1vel. A f\u00f3rmula para garantir os servi\u00e7os de planos de sa\u00fade particulares ser\u00e1 imensa. S\u00e3o quase 50 milh\u00f5es de usu\u00e1rios ou 25% da popula\u00e7\u00e3o brasileira. Quem sabe, com um novo governo, as ag\u00eancias reguladoras voltem a operar nos moldes a que foram idealizadas e apontem um caminho para mais essa crise.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>A frase que n\u00e3o foi pronunciada:<\/b><\/p>\n<p><i>\u201cNunca havia lido uma lei t\u00e3o remendada quanto a Lei Org\u00e2nica do DF.\u201d<\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>No p\u00e9<\/b><\/p>\n<p>Senador Telm\u00e1rio Mota \u00e9 o regulador do senador Romero Juc\u00e1. A assessora jur\u00eddica, Fabiana Gadelha, n\u00e3o deixa escapar uma agulha fora do palheiro. Bom para o pa\u00eds. Se atacam, h\u00e1 que se defender.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Absurdo<\/b><\/p>\n<p>Operadoras de celular nadam livremente no mercado brasileiro sem que ningu\u00e9m as atormente. Primeiro, nenhuma loja de operadora de celular tem telefone fixo para atendimento ao p\u00fablico. Segundo, para mudar de plano, na Claro pelo menos, s\u00f3 h\u00e1 possibilidade de faz\u00ea-lo pelo telefone. O cliente diz o que pretende e depois a operadora liga de volta. Foi\u00a0 tempo suficiente para que se percebesse que essa armadilha de fideliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o leva a nada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Fast flu<\/b><\/p>\n<p>Excelente o atendimento na loja Fast do Shopping Iguatemi. N\u00e3o fosse o ar-condicionado congelante com o vento direto no cliente no momento de pegar o produto. O rapaz que entrega as compras \u00e9 obrigado a aturar a temperatura de um frigor\u00edfico. \u00c9 desumano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/b><\/p>\n<p>A Presid\u00eancia da Rep\u00fablica mostrou que est\u00e1 sem um chefe do cerimonial. As autoridades se deslocaram para o p\u00e1tio de manobras, trinta e cinco minutos antes da chegada do avi\u00e3o, e ficaram olhando o c\u00e9u estrelado em busca de uma luz vermelha que pudesse significar a presen\u00e7a de um avi\u00e3o. (Publicado em 6\/9\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 1960 aricunha@dabr.com.br com Circe Cunha \/\/ circecunha.df@dabr.com.br &nbsp; Diante da perspectiva de debandada de 1,5 milh\u00e3o de usu\u00e1rios ao fim deste ano, os planos de sa\u00fade, que outrora rendiam fortunas a muitos empres\u00e1rios e, de certa forma, serviam para aliviar a press\u00e3o sobre os Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), come\u00e7am a sentir pesadamente os [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-7879","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-integra-integra"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7879","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7879"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7879\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7880,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7879\/revisions\/7880"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7879"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7879"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7879"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}