{"id":8048,"date":"2016-07-28T08:49:53","date_gmt":"2016-07-28T11:49:53","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=8048"},"modified":"2016-08-01T08:50:27","modified_gmt":"2016-08-01T11:50:27","slug":"prejuizos-olimpicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/prejuizos-olimpicos\/","title":{"rendered":"Preju\u00edzos ol\u00edmpicos"},"content":{"rendered":"<p>DESDE 1960<\/p>\n<p>aricunha@dabr.com.br<\/p>\n<p>com Circe Cunha e MAMFIL<\/p>\n<p>Governos populistas, sem exce\u00e7\u00f5es, em todo tempo e lugar, buscam nos eventos esportivos, principalmente aqueles de intensas repercuss\u00f5es interna e externa, meios de difundir e propagandear seus feitos e imagem. A hist\u00f3ria est\u00e1 repleta de exemplos desse tipo e mostram como o personalismo, o apelo ufanista e a explora\u00e7\u00e3o marqueteira da gest\u00e3o do Estado caminham, lado a lado, com esses grandes torneios. N\u00e3o foi diferente durante o governo M\u00e9dici, e n\u00e3o foi diferente no governo Lula.<\/p>\n<p>Arquitetadas dentro do esquema cartesiano e frio de propaganda do governo, a Copa do Mundo de Futebol e agora as Olimp\u00edadas serviram para incensar e p\u00f4r em primeiro plano a figura do chefe do Executivo. Pai dos pobres, pai da p\u00e1tria, pai dos esportes. N\u00e3o importa o ep\u00edteto, interessa, isso sim, destacar que gra\u00e7as \u00e0 interven\u00e7\u00e3o pessoal do \u201cnosso guia\u201d, o Brasil se tornar\u00e1 tamb\u00e9m uma pot\u00eancia nos esportes. Todo o resto, incluindo os gastos astron\u00f4micos para viabilizar os eventos, \u00e9 secund\u00e1rio e vem em decorr\u00eancia da premissa original.<\/p>\n<p>Deixado o legado da Copa do Mundo, os grandes est\u00e1dios s\u00e3o agora verdadeiros elefantes brancos, cuja manuten\u00e7\u00e3o di\u00e1ria exige cada vez mais recursos do contribuinte. O caso do Man\u00e9 Garrincha, o mais caro de todas as arenas do planeta, \u00e9 um exemplo concreto.<\/p>\n<p>A Noruega abriu m\u00e3o de realizar os Jogos Ol\u00edmpicos de Inverno de 2022 sob a alega\u00e7\u00e3o dos altos custos financeiros para o cidad\u00e3o. Somente com a realiza\u00e7\u00e3o da Copa em 2014, a Fifa embolsou R$ 16 bilh\u00f5es. Um recorde absoluto em toda a hist\u00f3ria da entidade. A maioria de seus dirigentes encontra-se hoje banida do mundo da bola e n\u00e3o se atreve sequer a sair das fronteiras do pa\u00eds, sob pena de serem presos e deportados para os EUA onde a Justi\u00e7a quer trancafi\u00e1-los por longos per\u00edodos.<\/p>\n<p>Quem lucrou tamb\u00e9m com aqueles jogos foram as grandes empreiteiras, a maioria investigada pela Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato. Para o restante dos brasileiros, ficaram as d\u00edvidas com a festan\u00e7a. No caso das Olimp\u00edadas, especialistas no assunto garantem que a realiza\u00e7\u00e3o desses eventos \u00e9 um mau neg\u00f3cio e deixa d\u00edvidas de longo prazo para as sedes desses eventos de at\u00e9 30 anos.<\/p>\n<p>Estimativas como a do economista Andrew Zimbalist d\u00e3o conta de que o Rio de Janeiro gastar\u00e1 cerca de R$ 20 bilh\u00f5es para realizar os Jogos Ol\u00edmpicos. Urbanistas de renome internacional, como a brasileira Raquel Rolnick, relatora das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Direito \u00e0 Moradia e hoje uma das principais especialistas mundiais na quest\u00e3o, concordam que para a prepara\u00e7\u00e3o desses eventos s\u00e3o comuns os casos de expuls\u00f5es de grandes levas de moradores das \u00e1reas vizinhas aos jogos, encarecimento nos pre\u00e7os de moradia, falta de alternativas e press\u00e3o sobre as fam\u00edlias mais pobres para deixarem os locais pr\u00f3ximos dos eventos.<\/p>\n<p>Esses contingentes desfavorecidos, diz Raquel, acabam empurrados para periferias cada vez mais distantes e sem recursos. Para Raquel, essas t\u00eam sido as caracter\u00edsticas tanto das Copas do Mundo como dos Jogos Ol\u00edmpicos pelo mundo. No caso da Olimp\u00edada do Rio de Janeiro, a expuls\u00e3o dos moradores da Vila do Aut\u00f3dromo serve como ilustra\u00e7\u00e3o desse modelo de exclus\u00e3o.<\/p>\n<p>A frase que n\u00e3o foi pronunciada<\/p>\n<p>\u201cMostre o que voc\u00ea bebe e eu digo o que voc\u00ea pensa.\u201d<\/p>\n<p>Frequentador ass\u00edduo do Bar Bante<\/p>\n<p>Sem l\u00edderes<\/p>\n<p>Enquanto os brasileiros penam para cumprir as regras trabalhistas, a Vila Ol\u00edmpica no Rio de Janeiro foi surpreendida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico que atestou mais de 600 trabalhadores sem carteira assinada ou contrato de trabalho. O mais dif\u00edcil de ser brasileiro \u00e9 n\u00e3o ter nos mandat\u00e1rios um exemplo a ser seguido.<\/p>\n<p>Jovem escritor<\/p>\n<p>Depois do sucesso do concurso de reda\u00e7\u00e3o do Senado Federal, o Sindigraf-DF teve a mesma iniciativa ano passado e de t\u00e3o rico o material apresentado resolveu repetir a iniciativa.<\/p>\n<p>Novidade<\/p>\n<p>Marcada para 4 de agosto, mas ainda n\u00e3o confirmada, audi\u00eancia p\u00fablica na C\u00e2mara dos Deputados vai analisar o projeto de lei com artigos contra a corrup\u00e7\u00e3o. O primeiro depoimento ser\u00e1 do juiz federal S\u00e9rgio Moro.<\/p>\n<p>Crise<\/p>\n<p>Ov\u00eddio Maia, do Sindicato de Habita\u00e7\u00e3o do Distrito Federal (Secovi), informa que a profiss\u00e3o dos corretores de im\u00f3veis passa a ser exclusiva aos poucos e explica: \u201cA remunera\u00e7\u00e3o do corretor n\u00e3o \u00e9 fixa, \u00e9 necess\u00e1rio fazer poupan\u00e7a e pensar em longo e m\u00e9dio prazos, se n\u00e3o, o trabalhador com certeza abandonar\u00e1 o mercado\u201d.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/p>\n<p>Est\u00e1 de p\u00e9, o caso da Prefeitura de Bras\u00edlia. O regime parlamentarista est\u00e1 sendo desvirtuado, porque est\u00e3o fazendo leil\u00e3o de cargos. O que ocorre com Bras\u00edlia \u00e9 simplesmente lament\u00e1vel. (Publicado em 12\/09\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DESDE 1960 aricunha@dabr.com.br com Circe Cunha e MAMFIL Governos populistas, sem exce\u00e7\u00f5es, em todo tempo e lugar, buscam nos eventos esportivos, principalmente aqueles de intensas repercuss\u00f5es interna e externa, meios de difundir e propagandear seus feitos e imagem. 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