{"id":8050,"date":"2016-07-29T08:55:06","date_gmt":"2016-07-29T11:55:06","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=8050"},"modified":"2016-08-01T08:57:04","modified_gmt":"2016-08-01T11:57:04","slug":"volta-o-dragao-da-inflacao-heranca-maldita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/volta-o-dragao-da-inflacao-heranca-maldita\/","title":{"rendered":"Volta o drag\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o.  Heran\u00e7a maldita"},"content":{"rendered":"<p>DESDE 1960<\/p>\n<p>aricunha@dabr.com.br<\/p>\n<p>com Circe Cunha com MAMFIL<\/p>\n<p>Volta o drag\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Heran\u00e7a maldita<\/p>\n<p>De todos os dados que demonstram de modo cartesiano a crise que se instalou na economia do pa\u00eds, nenhum \u00e9 mais importante e preocupante do que aquele que assinala o fechamento de postos de trabalho.<\/p>\n<p>Primeiro, porque a quest\u00e3o do desemprego afeta direta e individualmente cada um dos brasileiros e, por tabela, suas fam\u00edlias. A propaga\u00e7\u00e3o e os efeitos do fechamento de postos de trabalho geram malef\u00edcios que ultrapassam os pr\u00f3prios indicadores num\u00e9ricos, incidindo em cheio na quest\u00e3o social.<\/p>\n<p>Quando os efeitos da crise econ\u00f4mica come\u00e7am a ser inscritos na Carteira do Trabalho nas folhas destinadas \u00e0s anota\u00e7\u00f5es de rescis\u00e3o de contrato, o estrago est\u00e1 consumado. Nesse ponto, a quest\u00e3o dos indicadores e da matem\u00e1tica deixa de ser preocupa\u00e7\u00e3o apenas de economistas e ascende a um outro patamar de import\u00e2ncia que diz respeito ao maior bem de todos: a cidadania.<\/p>\n<p>A divulga\u00e7\u00e3o agora apresentada pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), feita pelo Minist\u00e9rio do Trabalho, demonstra que em junho foram fechados mais de 91 mil vagas de emprego formais. Mesmo a sens\u00edvel melhora registrada, se for comparada com os dados de junho de 2015, quando foram fechados 111.119 postos, demonstra que o flagelo do desemprego ronda os lares em todo o pa\u00eds. Se forem contabilizados os \u00faltimos 12 meses, esse n\u00famero ascende para 1,765 milh\u00e3o de postos com carteira assinada a menos.<\/p>\n<p>Para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), a taxa de desemprego atual se situa em 11,2%, o que equivale a dizer que 11 milh\u00f5es de brasileiros, em idade ativa, est\u00e3o desempregados. \u00c9 a maior taxa registrada desde 2012. Basta percorrer os centros das metr\u00f3poles brasileiras para constatar o grande n\u00famero de estabelecimento comerciais fechados.<\/p>\n<p>Sumiram os empregos e os consumidores. Shoppings e supermercados est\u00e3o vazios. S\u00f3 se compra o essencial e b\u00e1sico. Sem consumidores, crescem os riscos de desabastecimento por falta de demanda. Sem demanda, cai o ritmo industrial. Sem as compras pelo setor de transforma\u00e7\u00e3o, acabam os pedidos para o setor prim\u00e1rio.<\/p>\n<p>A contamina\u00e7\u00e3o sist\u00eamica se instala de modo cr\u00f4nico. O ciclo de crise econ\u00f4mica se fecha e \u00e9 perpetuado. Nos \u00faltimos tr\u00eas meses, a ind\u00fastria fechou 3,9% dos postos de trabalho, o com\u00e9rcio 1,7% e constru\u00e7\u00e3o civil , mais afetada, fechou 5,1% dos empregos. Tamb\u00e9m o rendimento m\u00e9dio real, recuou 3,3% em rela\u00e7\u00e3o a 2015. Os sal\u00e1rios dos trabalhadores da agricultura, pecu\u00e1ria, pesca e produ\u00e7\u00e3o florestal, tiveram tamb\u00e9m um recuo da ordem de -6,4%.<\/p>\n<p>A crise bate \u00e0 porta das fam\u00edlias brasileiras, adentra pelas dispensas vazias e se instala na sala de visitas em frente \u00e0 televis\u00e3o, aguardando boas not\u00edcias, que, pelo visto, t\u00e3o cedo n\u00e3o chegar\u00e3o.<\/p>\n<p>A frase que n\u00e3o foi pronunciada<\/p>\n<p>\u201cDilson Funaro disse que ter\u00edamos um crescimento japon\u00eas com uma infla\u00e7\u00e3o su\u00ed\u00e7a. Ainda tem desse sonho para vender?\u201d<\/p>\n<p>Senhorinha que gosta de discursos<\/p>\n<p>Institutos<\/p>\n<p>Sem \u00f3rg\u00e3os de defesa do consumidor que fa\u00e7am alguma coisa efetivamente, o brasileiro continua a pagar R$ 12 pelo quilo de feij\u00e3o. O advento da internet \u00e9 uma arma potente contra esse tipo de abuso. Em apenas alguns minutos, \u00e9 poss\u00edvel organizar um boicote de dimens\u00f5es continentais. Mas somos um povo resignado. Do feij\u00e3o ao STF.<\/p>\n<p>LIA<\/p>\n<p>A Lei de Improbidade Administrativa j\u00e1 existe. N\u00e3o falta legisla\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Par\u00e1 tem um estudo interessante sobre o assunto no portal http:\/\/bancodeprojetos.cnmp.mp.br\/consulta.seam<\/p>\n<p>Apare\u00e7a<\/p>\n<p>Pena que os atletas do Rio estejam perdendo o XVI Encontro de Culturas da Chapada dos Veadeiros. O evento vai at\u00e9 domingo, em S\u00e3o Jorge. Mas voc\u00ea pode se programar para passar o fim de semana mais perto da cultura brasileira. Ro\u00e7as, quilombolas, pequenos produtores, rezadeiras, parteiras, batuqueiros, artistas do povo e tamb\u00e9m ind\u00edgenas. Eles iniciaram a programa\u00e7\u00e3o do encontro com a Aldeia Multi\u00e9tnica, que chegou \u00e0 10\u00aa edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/p>\n<p>Est\u00e1 de p\u00e9 o caso da Prefeitura de Bras\u00edlia. O regime parlamentarista est\u00e1 sendo desvirtuado, porque est\u00e3o fazendo leil\u00e3o de cargos. O que ocorre com Bras\u00edlia \u00e9 simplesmente lament\u00e1vel. (Publicado em 12\/09\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DESDE 1960 aricunha@dabr.com.br com Circe Cunha com MAMFIL Volta o drag\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o. 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