{"id":8064,"date":"2016-08-07T11:52:29","date_gmt":"2016-08-07T14:52:29","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=8064"},"modified":"2016-08-08T11:54:25","modified_gmt":"2016-08-08T14:54:25","slug":"dinheiro-publico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/dinheiro-publico\/","title":{"rendered":"Dinheiro p\u00fablico"},"content":{"rendered":"<p>DESDE 1960<\/p>\n<p>aricunha@dabr.com.br<\/p>\n<p>com Circe Cunha e MAMFIL<\/p>\n<p><strong><br \/>\nDinheiro p\u00fablico \u00e9 sagrado,<\/strong> pelo menos, deveria s\u00ea-lo. Fossem respeitados os limites para os gastos do governo, obviamente n\u00e3o seriam necess\u00e1rias a ado\u00e7\u00e3o de medidas emergenciais e paliativas como o aumento de impostos e muito menos de arrocho fiscal.          Houvesse esse temor reverencial aos recursos retirados dos cidad\u00e3os, nada do que ocorre hoje, inclusive o lento processo de impeachment, estariam em pauta.<\/p>\n<p>Leis claras e objetivas deveriam ser erigidas para blindar o dinheiro p\u00fablico das razias dos governantes. Leis que penalizassem os infratores na exata medida de seu desatino. Se para cada real desviado, correspondesse um dia de pris\u00e3o e multa equivalente, o caminho da probidade estaria facilmente aplainado.<\/p>\n<p>Em maio deste ano, o ainda governo Dilma, atrav\u00e9s do decreto 8.456, cortava 22% ou R$ 70 bilh\u00f5es do Or\u00e7amento da Uni\u00e3o, para fazer frente aos desajustes profundos nas contas p\u00fablicas. Essa medida em si j\u00e1 sinalizava, para al\u00e9m do n\u00facleo fechado do governo, que alguma coisa de muito s\u00e9ria estava acontecendo com os recursos da Uni\u00e3o.<\/p>\n<p>O chamado \u201ccorte na carne\u201d, anunciado fora de tempo e contexto, por uma equipe econ\u00f4mica j\u00e1 sem cr\u00e9dito e complemente rendida aos caprichos da presidente, causou mais surpresas do que contrariedades. Por esta \u00e9poca, o pa\u00eds j\u00e1 vivia sob o clima pesado por conta dos sucessivos esc\u00e2ndalos que brotavam de dentro do governo. Embora n\u00e3o se conhe\u00e7am os detalhes internos que levaram a ado\u00e7\u00e3o desse decreto, o certo \u00e9 que ele marcou de forma indel\u00e9vel as rela\u00e7\u00f5es da presidente com seu partido. A ado\u00e7\u00e3o dessa medida deixou claro que as promessas de campanha n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o seriam cumpridas, como n\u00e3o seriam cumpridas nenhum outro planejamento pr\u00e9vio, inclusive o Plano Plurianual.<\/p>\n<p>A bandeira do partido da presidente que pregava a redu\u00e7\u00e3o sustentada das desigualdades sociais e econ\u00f4micas, fora irremediavelmente rasgada, Restava a presidente o apoio constrangido de sua base de apoio. Os corte atingiram em cheio os M\u00ednist\u00e9rios do Desenvolvimento agr\u00e1rio (53%), da Educa\u00e7\u00e3o (23,7%), da Pesca e Aquicultura ((78%), al\u00e9m das Secretarias de Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial (56%) e Direitos Humanos (56%). A redu\u00e7\u00e3o significativa dos investimentos nas \u00e1reas sociais, deixou a presidente suspensa no ar, segura apenas pelo pincel. Diante da encruzilhada de cortar em \u00e1reas sociais e sobreviver no cargo, Dilma optou pela segunda hip\u00f3tese, conseguindo ainda uma sobrevida no governo, mas j\u00e1 era tarde.<\/p>\n<p>A profana\u00e7\u00e3o do dinheiro p\u00fablico, pela m\u00e1 gest\u00e3o desses recursos e, principalmente pelos in\u00fameros epis\u00f3dios de corrup\u00e7\u00e3o que a Na\u00e7\u00e3o vai tomando conhecimento, selaram o destino de Dilma. Os epis\u00f3dios que resultaram no seu afastamento, resumidas nas chamadas pedaladas fiscais, representam apenas uma gota d&#8217;\u00e1gua no oceano das tribula\u00e7\u00f5es experimentadas e induzidas por um governo de triste mem\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>A frase que  foi pronunciada:<\/strong><\/p>\n<p>\u201c S\u00f3 criei o SBT porque as portas estavam fechadas para mim.\u201d<\/p>\n<p>Silvio Santos, dando a dica para quem precisa conhecer o pr\u00f3prio valor.<\/p>\n<p><strong>Hoje<\/strong><\/p>\n<p>Vale visitar o templo budista na entrequadra 315\/316 Sul. Volta a quermesse que j\u00e1 se tornou tradi\u00e7\u00e3o na cidade. Monge Sato e equipe mant\u00e9m a organiza\u00e7\u00e3o, clima de paz e a del\u00edcia da cozinha japonesa.<\/p>\n<p><strong><br \/>\nAh ta!<\/strong><\/p>\n<p>Agora \u00e9 lei. Todos os alimentos perto do vencimento devem ser doados pelos supermercados a institui\u00e7\u00f5es de caridade. O que acontece \u00e9 que o mercado diminui o pre\u00e7o justamente desses produtos, que ainda caro s\u00e3o desovados nos carrinhos das donas de casa que sempre est\u00e3o em busca de ofertas para manter o equil\u00edbrio das finan\u00e7as dom\u00e9sticas.<\/p>\n<p><strong>Leitora<\/strong><\/p>\n<p>Sobre a falta de pediatras no hospital do Gama. N\u00e3o conhe\u00e7o a realidade daquele hospital, mas constato o caos na pediatria em Bras\u00edlia de forma geral.<\/p>\n<p>Recentemente, a pediatria do hospital Alvorada ( particular e ligado ao grupo AMIL ) fechou as portas e a reabertura est\u00e1 nas m\u00e3os da justi\u00e7a. Nesta semana, fala-se do fechamento da pediatria do HRAN, (um dos principais e bons hospitais p\u00fablicos da cidade).<br \/>\nAlega-se que esta especialidade da medicina n\u00e3o demanda muitos procedimentos e acaba tornando p\u00edfio e in\u00f3cuo o retorno financeiro. Apenas sobrecarrega fisicamente os hospitais.<br \/>\nNo entanto, a quest\u00e3o permanece. Seja no Gama, no Plano Piloto, em qualquer parte. A pediatria cuida do futuro. H\u00e1 pediatras &#8211; e muitos &#8211; querendo fazer seu trabalho. Mas como, se o futuro est\u00e1 cada vez mais longe? Ana Maria<\/p>\n<p><strong>HIST\u00d3RIA DE BRAS\u00cdLIA<\/strong><\/p>\n<p>Para os que gostam de ca\u00e7a e pesca, vejam este resultado de fim de semana no nosso Dick Shaw, do Informador: 5 pacas, uma capivara e 80 quilos de Tucunar\u00e9. Superou o recorde de \u201cconversa de pescador\u201d, que pertencia, at\u00e9 ent\u00e3o, ao Auristelio Ponte.(Publicado em 12\/09\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DESDE 1960 aricunha@dabr.com.br com Circe Cunha e MAMFIL Dinheiro p\u00fablico \u00e9 sagrado, pelo menos, deveria s\u00ea-lo. 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