{"id":8081,"date":"2016-08-14T01:15:19","date_gmt":"2016-08-14T04:15:19","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=8081"},"modified":"2016-08-18T08:15:57","modified_gmt":"2016-08-18T11:15:57","slug":"lula-lula-lula","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/lula-lula-lula\/","title":{"rendered":"Lula, Lula, Lula"},"content":{"rendered":"<p>Desde 1960<\/p>\n<p>aricunha@dabr.com.br<\/p>\n<p>com Circe Cunha \/\/ circecunha.df@dabr.com.br<\/p>\n<p>Poucos dias antes de ser preso pela segunda vez, por causa de acusa\u00e7\u00f5es da Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato, Jos\u00e9 Dirceu recebeu um rep\u00f3rter em sua resid\u00eancia. Naquela ocasi\u00e3o, j\u00e1 pressentia que seu retorno ao c\u00e1rcere era iminente e  seu destino estava, de alguma maneira, definitivamente selado. Depois de uma longa entrevista, perguntado se guardava alguma m\u00e1goa com rela\u00e7\u00e3o ao ex-presidente Lula, que ajudara a eleger e o abandonara \u00e0 pr\u00f3pria sorte, Dirceu mirou o vazio distante, refletiu por uns segundos e reagiu entoando pausadamente o nome do antigo companheiro de luta por tr\u00eas vezes, Lula&#8230; Lula&#8230; Lula&#8230; e n\u00e3o disse mais nada.<\/p>\n<p>Havia naquela resposta reticente e aparentemente sem muito sentido um universo de explica\u00e7\u00f5es ocultas com pelo menos tr\u00eas d\u00e9cadas de muitas hist\u00f3rias. Pouca gente, como ele, teve a chance de conhecer de perto o antigo dirigente sindical. Por certo, os meses que passara meditando na cela gelada de Curitiba deram a Jos\u00e9 Dirceu a oportunidade de fazer um balan\u00e7o sincero sobre a qualidade dessa amizade e que consequ\u00eancias essa aproxima\u00e7\u00e3o e intimidade trouxeram para sua vida.<\/p>\n<p>Dirceu, mais do ningu\u00e9m, p\u00f4de comprovar na pr\u00f3pria pele e na alma que, ao ligar seu destino ao de Lula, sua vida experimentaria uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o. Com o antigo companheiro de jornada, conheceu tanto o toque afrodis\u00edaco do poder, do prest\u00edgio e da bajula\u00e7\u00e3o, quanto do abandono, do esquecimento e do menosprezo  p\u00fablico. Condenado a 23 anos e 3 meses de pris\u00e3o, acusado de corrup\u00e7\u00e3o, lavagem de dinheiro e organiza\u00e7\u00e3o criminosa, Dirceu colhe os frutos amargos de uma \u00e1rvore que ajudou a plantar.<\/p>\n<p>Z\u00e9, como \u00e9 chamado na pris\u00e3o, \u00e9 hoje um nome apagado no Olimpo pol\u00edtico. Nem mesmo o ex-presidente faz qualquer refer\u00eancia a ele publicamente, talvez para evitar que as pessoas estabele\u00e7am qualquer rela\u00e7\u00e3o entre os dois. Z\u00e9&#8230; Z\u00e9&#8230; Z\u00e9, o que fizestes de tua vida? Deve ele se questionar, entre uma leitura e outra nas longas noites vazias, deitado em seu catre sem conforto. De qualquer forma, \u00e9 espantoso notar que todos aqueles que pertenceram ao n\u00facleo pr\u00f3ximo ao ex-presidente ou j\u00e1 se encontram presos ou est\u00e3o na mira da Justi\u00e7a, aguardando vaga nas celas. Com certeza, muitos desses antigos cortes\u00e3os, em suas noites de ang\u00fastia e espera, devem entoar o mesmo mantra: Lula&#8230;Lula&#8230;Lula.<\/p>\n<p>A frase que foi pronunciada<\/p>\n<p>\u201cVaca de pres\u00e9pio? O PT est\u00e1 mais \u00e9 para raposa no galinheiro. \u201c<\/p>\n<p>Antonio Carlos Pannunzio<\/p>\n<p>Reconhecimento<\/p>\n<p>K\u00e1tia Marques, Edineide das Neves e Gra\u00e7a Roque. Esse trio merece destaque pela compet\u00eancia no atendimento ao p\u00fablico. S\u00e3o servidoras p\u00fablicas com boa vontade, conhecimento e educa\u00e7\u00e3o. Sem enganar quem precisa de orienta\u00e7\u00e3o, se n\u00e3o sabem a resposta, dizem que n\u00e3o sabem.  Esse \u00e9 o perfil que se espera de todas as telefonistas. Um exemplo a ser seguido. Os cumprimentos da coluna \u00e0s telefonistas da Universidade de Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>In\u00e9dito<\/p>\n<p>Por falar em reconhecimento, depois da disserta\u00e7\u00e3o de mestrado de Dib Francis sobre a pianista, compositora e concertista Neusa Fran\u00e7a. Recortes de um universo musical, agora \u00e9 a vez de Alexandre Dias garimpar as preciosidades deixadas por Neusa. Em 1957, dr. Oswaldo, o marido, resolveu comprar um gravador de rolo para registrar os saraus que sempre aconteciam na casa da fam\u00edlia, no Rio de Janeiro. Baden Powell, Jacob do Bandolim, Lamartine Babo e Radam\u00e9s Gnattali eram os parceiros de Neusa na cantoria. Parte desse tesouro est\u00e1 sendo disponibilizado no YouTube por Alexandre.<\/p>\n<p>Realidade<\/p>\n<p>Jovens humanizados resolveram ajudar os idosos no transporte p\u00fablico. Como a lei exige que andem nos \u00f4nibus sem pagar, os motoristas n\u00e3o param para quem tem cabelos brancos. \u00c9 comum ver rapazes e mo\u00e7as nas paradas, dando sinal para o \u00f4nibus. Colocam o p\u00e9 no primeiro degrau e aguardam o embarque dos anci\u00e3os. Depois liberam o \u00f4nibus com um tapa na lataria ouvindo o xingamento do motorista at\u00e9 a porta fechar.<\/p>\n<p>Dupla<\/p>\n<p>Homens n\u00e3o v\u00e3o ao m\u00e9dico porque trabalham mais que as mulheres. A frase dita pelo ministro da Sa\u00fade, Ricardo Barros, vai contra todas as ondas do tempo. O fato \u00e9 que mesmo com as bobagens, ele est\u00e1 ganhando notoriedade. O povo gosta do que est\u00e1 acontecendo. A filha posta nas m\u00eddias sociais as respostas para os improp\u00e9rios do pai. De qualquer forma, se ele n\u00e3o colar no cargo, a deputada Maria Victoria, a filha, tem tudo para decolar.<\/p>\n<p>Dia V<\/p>\n<p>Na sexta feira, seria o anivers\u00e1rio de Vitor filho de Isabella Sim\u00f5es. Mas ele n\u00e3o resistiu \u00e0 meningite. Depois do mergulho no sofrimento, Isabella sentiu que Vitor tamb\u00e9m tinha a miss\u00e3o de um defensor p\u00fablico. Seria como a m\u00e3e, um agente de transforma\u00e7\u00e3o da sociedade. E assim foi. Isabella criou o portalinvite.com.br\/diav\/ para as doa\u00e7\u00f5es que s\u00e3o revertidas para uma creche que d\u00e1 assist\u00eancia a filhos de garis. Todos ganharam o Vitor de presente no anivers\u00e1rio dele!<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/p>\n<p>Aquela reuni\u00e3o, presidente, n\u00e3o era dos sindicatos. E posso at\u00e9 afirmar que os presidentes (donos) dos sindicatos, em seus carros de luxo n\u00e3o transportaram um \u00fanico candango. (Publicado em 13\/9\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 1960 aricunha@dabr.com.br com Circe Cunha \/\/ circecunha.df@dabr.com.br Poucos dias antes de ser preso pela segunda vez, por causa de acusa\u00e7\u00f5es da Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato, Jos\u00e9 Dirceu recebeu um rep\u00f3rter em sua resid\u00eancia. Naquela ocasi\u00e3o, j\u00e1 pressentia que seu retorno ao c\u00e1rcere era iminente e seu destino estava, de alguma maneira, definitivamente selado. 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