{"id":8121,"date":"2016-08-31T03:48:56","date_gmt":"2016-08-31T06:48:56","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=8121"},"modified":"2016-08-31T05:49:32","modified_gmt":"2016-08-31T08:49:32","slug":"questoes-paralelas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/questoes-paralelas\/","title":{"rendered":"Quest\u00f5es paralelas"},"content":{"rendered":"<p>DESDE 1960<\/p>\n<p>aricunha@dabr.com.br<\/p>\n<p>com Circe Cunha e MAMFIL<\/p>\n<p>Vinte e sete anos depois daquela manh\u00e3 fria de 9 de novembro de 1989, em que o muro de Berlim foi demolido a unha pelos alem\u00e3es dos dois lados da fronteira, os ventos que marcaram simbolicamente o fim do comunismo na Europa parecem ter chegado ao Planalto Central do Brasil e, em forma de redemoinho, come\u00e7aram a varrer para longe as folhas secas do que restou desses 13 e longos anos de petismo.<\/p>\n<p>Por mais de uma d\u00e9cada, os brasileiros tiveram a oportunidade de experimentar os frutos ins\u00edpidos dessa doutrina. Pelas gigantescas e espont\u00e2neas manifesta\u00e7\u00f5es populares que incendiaram as avenidas de todo o pa\u00eds, o povo deu mostras claras de que n\u00e3o gostou do que provou, principalmente, pelo modelo de comunismo made in Brazil, confeccionado sob medida para tornar pr\u00f3spera a numerosa nomenclatura do partido.<\/p>\n<p>Na Alemanha, o muro resistiu por 28 anos \u2014 quase uma gera\u00e7\u00e3o. No Brasil do n\u00f3s contra eles, o muro durou exatos 13 anos, que coincidentemente \u00e9 o mesmo n\u00famero da legenda que tentou cobrir de vermelho um pais tropical multicor e sestroso. N\u00e3o tinha como dar certo.<\/p>\n<p>O desmonte desse tipo peculiar de fazer pol\u00edtica e de governan\u00e7a come\u00e7ou a ser feito e a ruir ainda em 2005, com os epis\u00f3dios ainda pouco esclarecidos do mensal\u00e3o. De l\u00e1 para c\u00e1, buscou-se inventar um pa\u00eds novo ,usando receitas velhas como manual de procedimento. A falta de seriedade, somada ao sentido de onipot\u00eancia cavalar, pr\u00f3prios daqueles que acreditam ser condutores do processo hist\u00f3rico, minou por dentro as expectativas de um governo que se pretendia longevo.<\/p>\n<p>Enquanto a revolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o se instalava de vez de norte a sul do pa\u00eds, os novos combatentes cuidaram de transformar a pr\u00f3pria vida, agregando a ela, na forma de consultorias, palestras e doa\u00e7\u00f5es generosas de empresas, o vil metal capitalista. Erra quem acredita que o desmanche dos ideais trazidos pelo PT foi obra de uma direita raivosa e ciumenta, como querem fazer acreditar.<\/p>\n<p>Quem, de fato, desbaratou o aparelho foi a pol\u00edcia a mando do Minist\u00e9rio P\u00fablico e de um bando de jovens procuradores, sem v\u00ednculo algum com ideologias de qualquer g\u00eanero. Quem descerrou a cortina desse espet\u00e1culo farsesco, mostrando os bastidores de um mundo em estado de caos, apenas encoberto pela propaganda tonitruante oficial, foram os homens da lei. Claro que, nesse caso, a pol\u00edcia contou tamb\u00e9m com a ajuda despretensiosa de alguns ratos que habitavam esse teatro e que cuidaram, \u00e0 sua maneira, de roer os pilares que sustentavam o majestoso edif\u00edcio da rep\u00fablica bolivarianista do Brasil.<\/p>\n<p>A frase que n\u00e3o foi pronunciada<\/p>\n<p>\u201cUsei armas pela democracia e acabei matando a Rep\u00fablica.\u201d<\/p>\n<p>O leitor \u00e9 livre para colocar a frase na boca de quem quiser.<\/p>\n<p>Agenda<\/p>\n<p>Hoje, no Museu da Rep\u00fablica, Audit\u00f3rio II, haver\u00e1 o lan\u00e7amento do livro Diversos dias \u2013 uma viv\u00eancia teatral colaborativa da po\u00e9tica plenitude do ser, de M\u00f4nica Gaspar. Ela narra o processo de constru\u00e7\u00e3o, em processo colaborativo, da pe\u00e7a Diversos Dias, cujo elenco foi formado por pessoas da comunidade de Bras\u00edlia, com ou sem diagn\u00f3stico de defici\u00eancia, que se propuseram a compor a oficina de teatro do I Festival de Cultura Inclusiva do DF, em 2013. \u00c0s 19h. Vers\u00f5es em audiobook.<\/p>\n<p>Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 tudo<\/p>\n<p>Onde est\u00e1 o caminh\u00e3o da EBF  que presta servi\u00e7os ao GDF? H\u00e1 \u00e1rvores em desespero. Plantas que alcan\u00e7aram dezenas de anos parecem ser cortadas sem motivos, sem t\u00e9cnica, sem fundamenta\u00e7\u00e3o. N\u00e3o temos, neste pa\u00eds, o respeito \u00e0 natureza. Consequ\u00eancia da falta de educa\u00e7\u00e3o. \u00c1rvores centen\u00e1rias, pela Europa, crescem perto de pr\u00e9dios, em estacionamentos ou \u00e0 beira de lagos. Ningu\u00e9m se aproxima para destru\u00ed-las. Se o fizessem, seriam detidos pela lei.<\/p>\n<p>Simples assim<\/p>\n<p>Tratores e serras el\u00e9tricas precisam ser acompanhadas por sat\u00e9lites. Controle perfeitamente vi\u00e1vel. S\u00f3 assim h\u00e1 como manter o futuro do meio ambiente saud\u00e1vel.<\/p>\n<p>Tecnologia<\/p>\n<p>Agradecimentos aos leitores que t\u00eam elogiado os blogs dos jornalistas do Correio Braziliense. Vitor Baravelli Perez e equipe pegaram no pesado para deixar uma p\u00e1gina leve, amistosa e com acesso livre.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/p>\n<p>N\u00e3o se nega ao goiano o privil\u00e9gio de ser prefeito de Bras\u00edlia, mas n\u00e3o se pode admitir a express\u00e3o \u201cser\u00e1 dada ao PSD de Goi\u00e1s\u201d, porque isto implica em barganha, \u00e9 ilegal, \u00e9 imoral. (Publicado em 13\/9\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DESDE 1960 aricunha@dabr.com.br com Circe Cunha e MAMFIL Vinte e sete anos depois daquela manh\u00e3 fria de 9 de novembro de 1989, em que o muro de Berlim foi demolido a unha pelos alem\u00e3es dos dois lados da fronteira, os ventos que marcaram simbolicamente o fim do comunismo na Europa parecem ter chegado ao Planalto [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[],"class_list":["post-8121","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-integra"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8121","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8121"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8121\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8122,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8121\/revisions\/8122"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8121"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8121"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8121"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}