{"id":8568,"date":"2017-03-10T11:17:42","date_gmt":"2017-03-10T14:17:42","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=8568"},"modified":"2017-03-10T11:18:48","modified_gmt":"2017-03-10T14:18:48","slug":"dom-bosco-e-o-leite-e-mel-da-caesb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/dom-bosco-e-o-leite-e-mel-da-caesb\/","title":{"rendered":"Dom Bosco e o leite e mel da Caesb"},"content":{"rendered":"<p>Desde 1960<\/p>\n<p>jornalista_aricunha@outlook.com<\/p>\n<p>com Circe Cunha e MAMFIL<\/p>\n<p>Mesmo para um pa\u00eds que, por s\u00e9culos, tem convivido com as mais flagrantes desigualdades sociais e econ\u00f4micas, causa espanto que, em tempos de crise profunda, o governo insista, abertamente, em eleger, como prioridade, o atendimento das necessidades da elite. De outra forma, como explicar que, em meio \u00e0 s\u00e9ria crise h\u00eddrica que assola a capital, o GDF inclua no sistema de racionamento e corte de \u00e1gua as escolas p\u00fablicas, prejudicando milhares de estudantes e, ao mesmo tempo, permita o abastecimento normal para os pal\u00e1cios e outros pr\u00e9dios que abrigam o alto escal\u00e3o da rep\u00fablica? \u00c9 esse tipo de prioridade que faz com que o Brasil permane\u00e7a eternamente estagnado nos rankings mundiais quando o assunto \u00e9 desenvolvimento humano.<\/p>\n<p>O certo \u00e9 que, em pa\u00edses normais e em tempos de afli\u00e7\u00e3o, as primeiras a serem protegidas contra os flagelos sejam, justamente, as popula\u00e7\u00f5es formadas por crian\u00e7as, idosos e mulheres. Se h\u00e1 falta de \u00e1gua, os \u00faltimos a sentirem seus efeitos deveriam ser os pequenos. Troca de informa\u00e7\u00f5es eletr\u00f4nicas sugerem que pol\u00edtico algum faria falta se parasse de trabalhar e deixasse de receber seus gordos proventos. Por isso, o corte de \u00e1gua e de luz deveria come\u00e7ar nas resid\u00eancias dos que det\u00eam o poder.<\/p>\n<p>Para fazer frente aos alt\u00edssimos e injustos sal\u00e1rios que adornam os contracheques dos empregados da Caesb, essa triste empresa n\u00e3o demonstra constrangimento algum, nem em meio \u00e0 maior crise h\u00eddrica da atualidade, em aumentar os pre\u00e7os das tarifas de \u00e1gua e aplicar porcentuais extraordin\u00e1rios nas contas dos consumidores. Vale ressaltar que, na mesma medida da falta de cuidado em prestar um bom servi\u00e7o, n\u00e3o h\u00e1 o m\u00ednimo de aten\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 qualidade do produto oferecido \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. A Caesb pro\u00edbe e retira o equipamento comprado pela clientela para anular o ar que dispara o ponteiro acusando consumo de \u00e1gua na volta do l\u00edquido depois da interrup\u00e7\u00e3o do fornecimento, quando, na verdade, o que veio pelo cano foi ar.<\/p>\n<p>\u201cQuando se vierem a escavar as minas escondidas no meio destes montes, aparecer\u00e1 aqui a terra prometida, de onde jorrar\u00e1 leite e mel. Ser\u00e1 uma riqueza inconceb\u00edvel.\u201d Parece que dom Bosco vislumbrava a Caesb. A \u00e1gua cheia de barro da cor de um bom mel ou cheia de qu\u00edmicos, da cor de leite, al\u00e9m do lucro de alguns funcion\u00e1rios da companhia que reina sem concorr\u00eancia.<\/p>\n<p>Enquanto, para a popula\u00e7\u00e3o, o abastecimento de \u00e1gua \u00e9 visto como uma necessidade vital b\u00e1sica, para esses \u201cnovos empres\u00e1rios p\u00fablicos\u201d, o l\u00edquido \u00e9 garantia de altos rendimentos, principalmente a sua escassez.<\/p>\n<p>A \u00e1gua n\u00e3o pode ser encarada como um bem econ\u00f4mico qualquer, sujeito \u00e0s leis flutuantes da oferta e da procura, pr\u00f3prio dos mercados . Trata-se do maior e mais estrat\u00e9gico bem, sem o qual as possibilidades de colapso da sociedade s\u00e3o patentes. Por isso mesmo, a administra\u00e7\u00e3o desse precioso l\u00edquido, desde a coleta, o tratamento e a distribui\u00e7\u00e3o, deveria se submeter a crit\u00e9rios absolutamente transparentes, se poss\u00edvel, dentro dos princ\u00edpios que regem a pr\u00f3pria seguran\u00e7a nacional. Jos\u00e9 Walter Vasquez, da Adasa, declarou, em audi\u00eancia p\u00fablica, que \u201c a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo penalizada demais pela taxa e pelo n\u00e3o fornecimento de \u00e1gua\u201d. Mas, mesmo sendo o regulador da companhia, n\u00e3o foi efetivamente al\u00e9m disso. A sociedade n\u00e3o ir\u00e1 permitir que a \u00e1gua continue a ser negociada como uma mercadoria qualquer e, ainda mais, por uma empresa que tem encarado, desde sempre, o fornecimento desse produto apenas sob o aspecto de lucro f\u00e1cil e certo.<\/p>\n<p>A frase que foi pronunciada<\/p>\n<p>\u201cAprendi que a seca n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 quando falta \u00e1gua, \u00e9 quando sobra corrup\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Raimundo Nonato, pensando no sert\u00e3o<\/p>\n<p>Release<\/p>\n<p>\u00bb A Emater do DF estimula a meliponicultura. Para a pesquisadora da Embrapa Recursos Gen\u00e9ticos e Biotecnologia Carmen Pires, incentivara meliponicultura no pa\u00eds \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de contribuir para a preserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies nativas de abelhas. Somente no Brasil, h\u00e1 cerca de 250 esp\u00e9cies de abelhas ind\u00edgenas sem ferr\u00e3o j\u00e1 descritas, muitas delas com caracter\u00edsticas espec\u00edficas e prop\u00edcias para o uso em poliniza\u00e7\u00e3o de plantas cultivadas. Mais informa\u00e7\u00f5es cenargen.nco@embrapa.br ou (61) 3418-4768<\/p>\n<p>Informa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>\u00bb O Brasil \u00e9 o quinto maior mercado de alimentos e bebidas saud\u00e1veis. O volume de vendas foi superior a US$ 25 bilh\u00f5es em 2015.<\/p>\n<p>Concurso<\/p>\n<p>\u00bb Promovido anualmente, a C\u00e2mara Mirim \u00e9 um programa de simula\u00e7\u00e3o da atividade parlamentar similar ao Jovem Senador. Crian\u00e7as e adolescentes s\u00e3o incentivados a redigir projetos de lei. A lista dos professores que enviaram projetos para participar j\u00e1 est\u00e1 na p\u00e1gina da C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n<p>Passado e futuro<\/p>\n<p>\u00bb Foi emocionante o encontro com a professora Neuza Garbin, no Uniceub. Discut\u00edamos sobre a impossibilidade deste pais alcan\u00e7ar um n\u00edvel educacional adequado sem professores capacitados. Pedagogia \u00e9 um curso fundamental para dar suporte aos profissionais da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo, no Paran\u00e1, em toda a parte, enfim, quando os term\u00f4metros descem, todo o mundo comenta a temperatura. Tantos graus abaixo de zero, ontem, geou em tal parte, aconteceu isto, e aquilo. (Publicado em 23\/9\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 1960 jornalista_aricunha@outlook.com com Circe Cunha e MAMFIL Mesmo para um pa\u00eds que, por s\u00e9culos, tem convivido com as mais flagrantes desigualdades sociais e econ\u00f4micas, causa espanto que, em tempos de crise profunda, o governo insista, abertamente, em eleger, como prioridade, o atendimento das necessidades da elite. 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