{"id":8763,"date":"2017-05-18T03:32:29","date_gmt":"2017-05-18T06:32:29","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=8763"},"modified":"2017-05-24T05:34:04","modified_gmt":"2017-05-24T08:34:04","slug":"gestao-politica-arruina-economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/gestao-politica-arruina-economia\/","title":{"rendered":"Gest\u00e3o pol\u00edtica arru\u00edna a economia"},"content":{"rendered":"<p>Desde 1960 \u00bb<br \/>\naricunha@dabr.com.br<br \/>\nCom Mamfil e Circe Cunha<br \/>\nWhatsapp 61 9922CIRCE<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Enquanto persistir o modelo de delegar aos pol\u00edticos a gest\u00e3o dos recursos p\u00fablicos, todo e qualquer or\u00e7amento, por maior que seja, se mostrar\u00e1 sempre deficit\u00e1rio. Por mais absurda que seja essa tese, os fatos e a realidade financeira da maioria dos estados e munic\u00edpios brasileiros comprovam e atestam que a gest\u00e3o, com vi\u00e9s pol\u00edtico, do dinheiro do contribuinte \u00e9 danosa para a economia, para a cidade e para a vida das pessoas. Claro que aqui e acol\u00e1 existem as exce\u00e7\u00f5es. Mas de t\u00e3o raras, ficam mesmo como casos isolados e ex\u00f3ticos.<\/p>\n<p>Os tribunais de contas dos estados e os legislativos, aos quais cabe a miss\u00e3o de fiscalizar a aplica\u00e7\u00e3o dos recursos p\u00fablicos, agem, na maioria das vezes, divorciados dos interesses da popula\u00e7\u00e3o e em sintonia fina com os grupos majorit\u00e1rios e ocasionais da pol\u00edtica local. O resultado desse compadrio generalizado na gest\u00e3o financeira dos estados tem ocupado o notici\u00e1rio h\u00e1 muito tempo e, de t\u00e3o onipresente a passou a ser rotina e aceito como normal.<\/p>\n<p>Esse Estado, formado dentro do pr\u00f3prio Estado, totalmente alheio \u00e0 sociedade e ao mundo externo e, em muito casos, para evitar bisbilhotices, ergue muros legais que blindam suas a\u00e7\u00f5es contra a intromiss\u00e3o de cidad\u00e3os xeretas. De outra forma, como explicar, por exemplo, que faltam recursos para a compra de merenda escolar e insumos hospitalares, enquanto se garantem os altos sal\u00e1rios e mordomias extras aos membros do alto escal\u00e3o dos tr\u00eas Poderes?<\/p>\n<p>O caso do Rio de Janeiro \u00e9 emblem\u00e1tico. Naquela unidade da Federa\u00e7\u00e3o, a Justi\u00e7a simplesmente mandou bloquear parte dos recursos de um estado flagrantemente falido a fim de garantir que o pagamento mensal dos altos sal\u00e1rios das Cortes locais fossem religiosamente depositados nas contas. Obviamente, essa medida, numa sociedade atenta, soaria como perfeito esc\u00e1rnio e seria intoler\u00e1vel. Mas de t\u00e3o frequentes, medidas como essas acabam por se enquadrar dentro da nossa normalidade anormal.<\/p>\n<p>Como explicar ainda que o Governo do Distrito Federal torre quase 80 % do or\u00e7amento da capital, que \u00e9 um dos maiores do pa\u00eds, apenas para atender 6,5% da popula\u00e7\u00e3o, formada por servidores p\u00fablicos. N\u00e3o surpreende que, a cada m\u00eas, o GDF tenha que realizar uma verdadeira gin\u00e1stica para p\u00f4r em dia uma folha de pagamento dessa magnitude. Com uma distor\u00e7\u00e3o dessa ordem, em que o n\u00famero de servidores \u00e9 quase do tamanho do or\u00e7amento, obviamente, resta ao governo se submeter \u00e0s mais extravagantes medidas, retirando, inclusive, recursos de \u00e1reas priorit\u00e1rias para cobrir gastos com sal\u00e1rios.<\/p>\n<p>Dos muitos alvos do GDF para a obten\u00e7\u00e3o de recursos para cobrir sal\u00e1rios, o Fundo de Apoio \u00e0 Cultura (FAC) \u00e9 o que mais tem provocado protestos. Claro que, persistindo em seguir por esse caminho, o GDF, mais dia, menos dia, chegar\u00e1 a um ponto qualquer. Tomara que esse ponto n\u00e3o seja \u00e0 beira do abismo.<\/p>\n<p>A frase que foi pronunciada<\/p>\n<p>\u201cUma palavra bem pronunciada pode economizar n\u00e3o s\u00f3 cem palavras, mas cem pensamentos.\u201d<\/p>\n<p>Henri Poincar\u00e9<\/p>\n<p>Leitor<\/p>\n<p>\u00bb Chamo a aten\u00e7\u00e3o para outro tipo de barulho que est\u00e1 infestando o DF: o dos escapamentos das motos, com decib\u00e9is bem acima do toler\u00e1vel. Ser\u00e1 que Bras\u00edlia, cidade sem buzina, que respeita a faixa de pedestre, tamb\u00e9m n\u00e3o pode ser a cidade das motos com os escapamentos dentro da lei?, indaga Osvaldo Abib.<\/p>\n<p>Leitora<\/p>\n<p>\u00bb Maria Magdalena Vaz conta que, na 109 Norte, o barulho \u00e9 infernal. J\u00e1 esteve no restaurante conversando civilizadamente com o gerente. Deu resultado. Mas durou apenas tr\u00eas dias.<\/p>\n<p>Causa e consequ\u00eancia<\/p>\n<p>\u00bb Um estudo realizado pelo audiologista Sargunam Sivaraj, da Universidade de Massey, na Nova Zel\u00e2ndia, mostrou um dado importante com m\u00fasicos de orquestra, banda e DJs. A pesquisa avaliou os m\u00fasicos em alta exposi\u00e7\u00e3o sonora por um per\u00edodo superior a 20 anos. Mais de 60% deles, entre 27 e 66 anos, sofrem de perda auditiva.<\/p>\n<p>Voltei<\/p>\n<p>\u00bb Mozarildo Cavalcante foi barrado no Senado. Quase irritado com a falta de informa\u00e7\u00e3o do seguran\u00e7a, foi salvo por outro mais experiente: \u201cLibera! Ele foi senador\u201d.<\/p>\n<p>Vai que cola?<\/p>\n<p>\u00bb O deputado Felipe Maia aproveitou a boa vontade do governo federal e jogou para ver se cola. Disse que, independentemente, de ser base ou oposi\u00e7\u00e3o, deixava ali a sugest\u00e3o para que o presidente Michel Temer analisasse estender os mesmos benef\u00edcios de ontem aos precat\u00f3rios dos munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/p>\n<p>Os primeiros momentos de correria e de p\u00e2nico foram os mais dram\u00e1ticos que se podia registrar. No p\u00e1tio de manobras, autoridades aguardavam o governador Leonel Brizola, e um grupo de alunos do Col\u00e9gio La Salle estava presente com as bandeiras de Bras\u00edlia e do Rio Grande do Sul.(Publicado em 28\/9\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 1960 \u00bb aricunha@dabr.com.br Com Mamfil e Circe Cunha Whatsapp 61 9922CIRCE &nbsp; Enquanto persistir o modelo de delegar aos pol\u00edticos a gest\u00e3o dos recursos p\u00fablicos, todo e qualquer or\u00e7amento, por maior que seja, se mostrar\u00e1 sempre deficit\u00e1rio. 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