{"id":9187,"date":"2017-11-01T01:17:16","date_gmt":"2017-11-01T03:17:16","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=9187"},"modified":"2017-11-14T07:55:51","modified_gmt":"2017-11-14T09:55:51","slug":"e-tudo-o-que-o-pais-nao-precisa-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/e-tudo-o-que-o-pais-nao-precisa-2\/","title":{"rendered":"\u00c9 tudo o que o pa\u00eds n\u00e3o precisa"},"content":{"rendered":"<p>Desde 1960<br \/>\ncolunadoaricunha@gmail.com;<br \/>\ncom Circe Cunha  e Mamfil<\/p>\n<p>Sa\u00edram recentemente os resultados do \u00cdndice de Confian\u00e7a na Justi\u00e7a (ICJBrasil), pesquisa produzida pela Escola de Direito de S\u00e3o Paulo da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas, sobre a confian\u00e7a dos brasileiros em suas institui\u00e7\u00f5es. Alguns dados chamam aten\u00e7\u00e3o, como a queda na avalia\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a, uma vez que houve significativa redu\u00e7\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o com pesquisas realizadas em anos anteriores e, de forma geral, houve queda na confian\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o brasileira em quase todas as institui\u00e7\u00f5es avaliadas.<\/p>\n<p>O que surpreende, contudo, \u00e9 que, ao mesmo tempo que se observou uma queda geral no \u00edndice de confian\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o nas institui\u00e7\u00f5es, a confian\u00e7a depositada nas redes ou m\u00eddias sociais, em um per\u00edodo de um ano, apresentou significativo aumento de 61%. Saiu da d\u00e9cima posi\u00e7\u00e3o no ranking no \u00edndice de confiabilidade para atingir a terceira posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nas primeiras pesquisas, somente estavam inclu\u00eddas as seguintes institui\u00e7\u00f5es: For\u00e7as Armadas, Igreja Cat\u00f3lica, Minist\u00e9rio P\u00fablico, imprensa escrita, grandes empresas, emissoras de TV, pol\u00edcia, Poder Judici\u00e1rio, governo federal, Congresso Nacional e partidos pol\u00edticos. Ou seja, eram aproximadamente 11 institui\u00e7\u00f5es avaliadas. Nas \u00faltimas pesquisas foram inclu\u00eddos: o Supremo Tribunal Federal, como institui\u00e7\u00e3o distinta do Poder Judici\u00e1rio, as redes sociais, distinta de Imprensa e televis\u00e3o, por exemplo, e os sindicatos. S\u00e3o agora 14 institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O brasileiro continua a confiar primeiramente nas For\u00e7as Armadas, e depois nas igrejas. A novidade \u00e9 que, logo em terceiro lugar, confia nas m\u00eddias sociais, isto \u00e9, a internet, o Facebook e Twitter, por exemplo. Essa confian\u00e7a nas m\u00eddias sociais vem antes da confian\u00e7a na imprensa escrita, em quarto lugar, e das pr\u00f3prias emissoras de TV, em 5\u00ba em lugar.<\/p>\n<p>Esse resultado \u00e9 surpreendente. Em geral, um dos argumentos no embate entre imprensa e m\u00eddias sociais \u00e9 que os jornais e revistas, por exemplo, tinham filtros editoriais de credibilidade e veracidade. O leitor confia no jornal porque confia nos crit\u00e9rios de seus filtros. E as m\u00eddias sociais, como representam um territ\u00f3rio de liberdade maior, veiculariam not\u00edcias inver\u00eddicas, muita opini\u00e3o sem sentido, e at\u00e9 fake news.<\/p>\n<p>N\u00e3o parece ser o caso. Uma das respons\u00e1veis pela pesquisa, a professora Luciana Gross tem uma explica\u00e7\u00e3o consistente para esse fen\u00f4meno. As pessoas confiam mais em quem elas conhecem melhor. E mutuamente se sintonizam. Elas conhecem as pessoas que lhes enviam not\u00edcias e opini\u00f5es por meio do Facebook, da internet e do Twitter.<\/p>\n<p>Sem mencionar que as m\u00eddias sociais t\u00eam maior liberdade de express\u00e3o, e comunicam tamb\u00e9m e fortemente emo\u00e7\u00f5es, sentimentos, humor, cr\u00edtica, por exemplo. Foi o que se viu no debate recente do Supremo sobre o papel da raiva na decis\u00e3o de um ministro.<\/p>\n<p>Mesmo tendo a m\u00eddia tradicional tratado desse debate com cautela, assim n\u00e3o o fizeram as m\u00eddias sociais, nas quais houve grande repercuss\u00e3o. O debate entre ministros se transformou em trend topics, com n\u00edtida vantagem para o ministro Lu\u00eds Roberto Barroso. Como se ele simbolizasse melhor, o ideal de Justi\u00e7a e de comportamento dos internautas.<\/p>\n<p>Outra novidade a ser destacada \u00e9 o fato de a confian\u00e7a no Poder Judici\u00e1rio e no Supremo Tribunal Federal apresentar n\u00fameros iguais. Ambos t\u00eam apenas 24% de confian\u00e7a dos cidad\u00e3os. E est\u00e3o em nono e d\u00e9cimo lugares, em um total de quatorze institui\u00e7\u00f5es. Somente \u00e0 frente dos Sindicatos, do Congresso Nacional, dos Partidos Pol\u00edticos e do Governo Federal.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o temos ainda uma s\u00e9rie hist\u00f3rica \u00e9 dif\u00edcil interpretar essa igualdade de confian\u00e7a entre Supremo e Poder Judici\u00e1rio. Pesquisa realizada, havia uns poucos anos, por Luci de Oliveira e por mim, evidenciava que era o Supremo Tribunal Federal que, de alguma forma, chamava mais a aten\u00e7\u00e3o dos internautas, competindo apenas com temas criminais, como, na \u00e9poca, o caso do goleiro Bruno, o que pode estar se confirmando.<\/p>\n<p>Na confian\u00e7a dos cidad\u00e3os, o Supremo molda o Poder Judici\u00e1rio, embora essa seja apenas a ponta do iceberg. Mas esse resultado tamb\u00e9m sugere duas outras explica\u00e7\u00f5es. A crescente aten\u00e7\u00e3o que alguns ministros concedem \u00e0s m\u00eddias sociais, alguns com Facebook e Twitter. E a excessiva centraliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de justi\u00e7a no Supremo.<\/p>\n<p>A frase que foi pronunciada<\/p>\n<p>\u201cNingu\u00e9m nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religi\u00e3o. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar.\u201d<\/p>\n<p>Nelson Mandela<\/p>\n<p>Parque<\/p>\n<p>\u00bb Na audi\u00eancia p\u00fablica do Zoneamento Ecol\u00f3gico-Econ\u00f4mico, T\u00e2nia Batella falou em nome de 20 entidades comunit\u00e1rias do DF, de Taguatinga ao Lago Norte. A urbanista, presidente da Frente de Defesa do S\u00edtio Hist\u00f3rico do DF, proclamou o apoio da frente \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do Parque Ecol\u00f3gico do Mato Seco.<\/p>\n<p>Release<\/p>\n<p>\u00bb Na ocasi\u00e3o, a subsecret\u00e1ria de Planejamento e Monitoramento Ambiental, da Secretaria do Meio Ambiente, Maria Silvia Rossi, explicou que se trata de um zoneamento de riscos. \u201cEle (o ZEE) vem para antecipar problemas\u201d, resume. O documento busca o desenvolvimento sustent\u00e1vel do territ\u00f3rio e leva em conta as caracter\u00edsticas ambientais e socioecon\u00f4micas de cada regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Fake News<\/p>\n<p>\u00bb T\u00e3o grave est\u00e1 a situa\u00e7\u00e3o de not\u00edcias mentirosas pela Internet que o STF, pela voz do ministro Alexandre de Moraes, sugere que a regulamenta\u00e7\u00e3o da propaganda eleitoral on-line seja feita pelo Tribunal Superior Eleitoral. E avisa aos espertos que tentarem impedi-lo: regulamentar \u00e9 organizar e n\u00e3o censurar. Al\u00e9m do Judici\u00e1rio, a Abin, Google, Facebook e Minist\u00e9rio da Defesa est\u00e3o envolvidos no assunto.<\/p>\n<p>Sa\u00fade<\/p>\n<p>\u00bb Em discuss\u00e3o na Comiss\u00e3o de Direitos Humanos do Senado est\u00e1 a obrigatoriedade de hospitais, cl\u00ednicas, postos de sa\u00fade e outros estabelecimentos afins oferecer orienta\u00e7\u00e3o sobre aleitamento materno. O projeto \u00e9 da senadora L\u00facia V\u00e2nia.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/p>\n<p>Mora em Bras\u00edlia o homem que a construiu. Cercado de toda a sua equipe, conhecendo todas as particularidades da grande obra que assombrou o mundo, \u00e9 um soldado que bem poderia ser convocado. (Publicado em 6\/10\/1961)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 1960 colunadoaricunha@gmail.com; com Circe Cunha e Mamfil Sa\u00edram recentemente os resultados do \u00cdndice de Confian\u00e7a na Justi\u00e7a (ICJBrasil), pesquisa produzida pela Escola de Direito de S\u00e3o Paulo da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas, sobre a confian\u00e7a dos brasileiros em suas institui\u00e7\u00f5es. 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