{"id":9486,"date":"2018-01-07T08:00:00","date_gmt":"2018-01-07T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=9486"},"modified":"2018-01-07T10:35:08","modified_gmt":"2018-01-07T12:35:08","slug":"real-ameaca-seguranca-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/real-ameaca-seguranca-nacional\/","title":{"rendered":"A real amea\u00e7a a Seguran\u00e7a Nacional"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">ARI CUNHA<\/p>\n<p>Visto, lido e ouvido<\/p>\n<p>Desde 1960<br \/>\ncolunadoaricunha@gmail.com;<br \/>\ncom Circe Cunha e Mamfil<\/p>\n<figure id=\"attachment_9489\" aria-describedby=\"caption-attachment-9489\" style=\"width: 900px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-9489\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/01\/aorrupcao.jpg\" alt=\"Imagem: substantivoplural.com.br\" width=\"900\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/01\/aorrupcao.jpg 900w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/01\/aorrupcao-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/01\/aorrupcao-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/01\/aorrupcao-350x233.jpg 350w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/01\/aorrupcao-550x367.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/01\/aorrupcao-230x153.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-9489\" class=\"wp-caption-text\">Imagem: substantivoplural.com.br<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 Durante todo o tempo em que os militares exerceram o controle do pa\u00eds e, principalmente, ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o do Decreto-Lei 314, de mar\u00e7o de 1967, que definia os crimes contra o regime, era comum escutar, aqui e ali, a express\u00e3o doutrina de seguran\u00e7a nacional. Naquela ocasi\u00e3o, os militares brasileiros, em face do controle do Estado, possibilitada pela revolu\u00e7\u00e3o de 1964, passaram a identificar como inimigos internos do pa\u00eds todos os indiv\u00edduos, ou grupos, que buscavam, sob a influ\u00eancia da ent\u00e3o poderosa Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e da China, desestabilizar o regime, com base na difus\u00e3o de ideologias de orienta\u00e7\u00e3o comunista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 Eram outros os tempos e os objetivos do governo. Vivia-se o auge do per\u00edodo da Guerra Fria que, praticamente, dividia o mundo em dois polos antag\u00f4nicos. De um lado, o capitalismo do Ocidente e, de outro, o socialismo, ou capitalismo de Estado. Cada um, carregado de contradi\u00e7\u00f5es e cr\u00edticas de toda ordem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 No meio de ambos os lados, vivia uma imensa popula\u00e7\u00e3o, na maioria, alheia aos matizes ideol\u00f3gicos, muito mais centrada em entender e participar de um mundo que estava ardendo e virando de cabe\u00e7a para baixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0A revolu\u00e7\u00e3o que essas pessoas perseguiam e ansiavam era a de costumes, da p\u00edlula, da minissaia, da rebeldia contra os modelos de educa\u00e7\u00e3o e outras verdadeiras revolu\u00e7\u00f5es, muito distantes e distintas daquelas propostas por governos. Quaisquer governos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 Quem vivia do lado da cortina de ferro dos pa\u00edses do Pacto de Vars\u00f3via queria mesmo era passar para o lado dos pa\u00edses da Otan. O pessoal de esquerda, que vivia dentro do mundo capitalista, desejava transformar o Ocidente em algo parecido com o Oriente, desde que pudesse manter o estilo de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 Alheios aos governos de linha-dura, o que a juventude pretendia, dos dois lados da fronteira pol\u00edtica, naqueles distantes dias, era um mundo de paz e amor. Quem viveu naqueles loucos anos 1960, mesmo sob forte doutrina\u00e7\u00e3o imposta pelos governos da ocasi\u00e3o, almejava um Estado que nenhum dos lados poderia oferecer, principalmente nos regimes de orienta\u00e7\u00e3o comunista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 O Brasil, naquele per\u00edodo, era um pa\u00eds ainda mais perif\u00e9rico do que \u00e9 hoje, visto pelo restante do planeta como um mundo long\u00ednquo e ex\u00f3tico. A impress\u00e3o internacional do pa\u00eds era dada apenas pelo ent\u00e3o cart\u00e3o-postal representado pelo belo Rio de Janeiro. O resto era visto ainda como um imenso continente selvagem, desabitado e sem import\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0Bras\u00edlia despertava apenas interesse entre alguns intelectuais e arquitetos curiosos com nossa vers\u00e3o de modernismo urbano. Enquanto o regime de plant\u00e3o lutava para que o pa\u00eds n\u00e3o descambasse para um modelo tipo Cuba, o que a juventude queria e copiava era o modelo americano, suas modas e seus trejeitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Revolu\u00e7\u00f5es por essas bandas, conforme desenhado pelos estrategistas de farda, n\u00e3o tinham chances de vingar. O mundo pretendido pela juventude daquele tempo, em ambos os regimes, passava longe das pretens\u00f5es dos pol\u00edticos e dos militares. Embora fosse chique falar em socialismo com um copo de u\u00edsque na m\u00e3o, o que a base da pir\u00e2mide social queria era subir na vida e desfrutar tamb\u00e9m do luxo capitalista. Entrar em filas gigantescas com t\u00edquetes fornecidos pelo Estado para comprar p\u00e3o e leite racionados era uma realidade que os brasileiros n\u00e3o conheciam, mas era a mesma mis\u00e9ria de sempre, vista atrav\u00e9s de lentes comunistas. O mundo que esses regimes acenavam e podiam oferecer estava bem distante daquilo que sonhava o grosso da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Olhando hoje o que resultou nossa curta experi\u00eancia de um pa\u00eds governado, segundo os dogmas da esquerda, d\u00e1 para imaginar o que se passou pela cabe\u00e7a daquelas pessoas que assistiram \u00e0 queda do muro de Berlim. Regimes s\u00e3o bons apenas para aqueles poucos que est\u00e3o dentro do sistema, para a chamada nomenklatura. Para o restante, fica apenas o desejo de que tudo termine o quanto antes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 Olhando por cima dos ombros, para esse mundo distante, quando os diversos governos criavam inimigos imagin\u00e1rios apenas para se manter no poder, \u00e9 que come\u00e7amos a nos dar conta de que os verdadeiros inimigos do Estado, representados hoje pela corrup\u00e7\u00e3o e pelo crime organizado, se tornaram uma realidade presente e uma amea\u00e7a concreta a todos n\u00f3s brasileiros. Essa \u00e9, de fato, a real amea\u00e7a \u00e0 seguran\u00e7a nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>A frase que foi pronunciada<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>\u201c\u2014 Eu sou da \u00e1rea. Vou avisar ao Meio Quilo que voc\u00ea me assaltou. \u2014 Que isso, irm\u00e3o? Foi mal, toma tudo a\u00ed. V\u00ea se n\u00e3o t\u00e1 faltando nada!\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Malemol\u00eancia de um carioca que passeava na beira da praia e evitou um assalto s\u00f3 por conhecer o nome do bandido que controlava a regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Lembran\u00e7a de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">BSB Memo traz estampas em camisetas que s\u00f3 os candangos entendem. \u201cPega o Eix\u00e3o, depois o Eixinho, faz a tesourinha e sobe no bal\u00e3o\u201d. A marca foi criada por Thatiana Dunice e Raffael Innecco e \u00e9 sucesso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Incr\u00edvel<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No C.A. 2 do Lago Norte, na sa\u00edda, em uma placa Premium Corporate, h\u00e1 o maior absurdo de engenharia de tr\u00e2nsito da cidade. \u00c9 preciso sair pela contram\u00e3o para n\u00e3o colidir com o carro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Senado ainda n\u00e3o tomou conhecimento da indica\u00e7\u00e3o do sr. Sette C\u00e2mara para a Prefeitura do Distrito Federal. Tanto assim que, ontem \u00e0 tarde, os senadores ainda estavam votando a indica\u00e7\u00e3o do sr. Sette C\u00e2mara para a embaixada brasileira em Genebra. <strong>(Publicado em 12\/10\/1961)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ARI CUNHA Visto, lido e ouvido Desde 1960 colunadoaricunha@gmail.com; com Circe Cunha e Mamfil \u00a0 \u00a0 \u00a0 Durante todo o tempo em que os militares exerceram o controle do pa\u00eds e, principalmente, ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o do Decreto-Lei 314, de mar\u00e7o de 1967, que definia os crimes contra o regime, era comum escutar, aqui e ali, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":9489,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"wpb_read_more":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[68,69],"class_list":["post-9486","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-integra-integra","tag-aricunha","tag-circecunha"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9486","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9486"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9486\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9492,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9486\/revisions\/9492"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9489"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9486"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9486"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9486"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}