{"id":9528,"date":"2018-01-13T21:00:30","date_gmt":"2018-01-13T23:00:30","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/?p=9528"},"modified":"2018-01-14T09:49:54","modified_gmt":"2018-01-14T11:49:54","slug":"violencia-nossa-de-cada-dia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/violencia-nossa-de-cada-dia\/","title":{"rendered":"A viol\u00eancia nossa de cada dia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">ARI CUNHA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Visto, lido e ouvido<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Desde 1960<br \/>\ncolunadoaricunha@gmail.com;<br \/>\ncom Circe Cunha e Mamfil<\/p>\n<figure id=\"attachment_9529\" aria-describedby=\"caption-attachment-9529\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-9529\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/01\/800px-Brasilia_night.jpg\" alt=\"Foto: commons.wikimedia.org\" width=\"800\" height=\"533\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/01\/800px-Brasilia_night.jpg 800w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/01\/800px-Brasilia_night-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/01\/800px-Brasilia_night-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/01\/800px-Brasilia_night-350x233.jpg 350w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/01\/800px-Brasilia_night-550x366.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/01\/800px-Brasilia_night-230x153.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-9529\" class=\"wp-caption-text\">Foto: commons.wikimedia.org<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0N\u00e3o \u00e9 de hoje que a grande maioria dos brasilienses conhece os riscos de circular por in\u00fameras localidades da capital, a qualquer hora do dia ou da noite. Assaltos, roubos, furtos, assassinatos, espancamentos e outros tipos de viol\u00eancia v\u00eam tomando conta da capital. Nem mesmo os lugares centrais da cidade, pr\u00f3ximos \u00e0s delegacias e a outros pontos de seguran\u00e7a, escapam da viol\u00eancia di\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Considerada, por sua localiza\u00e7\u00e3o central, o principal ponto de intersec\u00e7\u00e3o da cidade, por onde circulam centenas de milhares de pessoas a cada dia, a Rodovi\u00e1ria do Plano Piloto e sua grande \u00e1rea em volta s\u00e3o vistas por muitos brasilienses e pelas pr\u00f3prias autoridades de seguran\u00e7a como uma regi\u00e3o sens\u00edvel e de alta periculosidade pelo grande n\u00famero de ocorr\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Somente pessoas que n\u00e3o conhecem a capital, como \u00e9 o caso de turistas desavisados, ousam circular por essas regi\u00f5es quando a noite cai. Ocorre que \u00e9 justamente nesse local que est\u00e1 instalada a grande maioria dos hot\u00e9is da cidade. Quando n\u00e3o s\u00e3o feitos passeios em grupos a lugares predeterminados, os hot\u00e9is, normalmente, alertam seus h\u00f3spedes a ficarem em seus quartos e evitarem as ruas escuras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Para uma capital, vista pelo mundo como exemplo de modernidade urbana, tombada como Patrim\u00f4nio Cultural da Humanidade, uma situa\u00e7\u00e3o vexat\u00f3ria como esta de reter turistas em hot\u00e9is, joga por terra os nossos conceitos de civiliza\u00e7\u00e3o e nos remete a situa\u00e7\u00f5es que nos colocam como sociedade primitiva, em que as mais simples demonstra\u00e7\u00f5es de civilidade, como o respeito \u00e0 integridade das pessoas, s\u00e3o desprezadas e negligenciadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Para aqueles turistas que experimentaram pessoalmente o trauma da nossa viol\u00eancia cotidiana, fica n\u00e3o s\u00f3 a lembran\u00e7a de momentos de sofrimento, mas, em muitos deles, a certeza de que por essas bandas jamais retornar\u00e3o. Para as \u00e1reas ligadas ao turismo em particular, ficam os preju\u00edzos. Para a imagem da cidade, em tempos de instantaneidade e dissemina\u00e7\u00e3o das redes sociais, ficam os alertas daqueles turistas para que evitem visitar a capital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 Embora se respeite os sentimentos daqueles que se dizem ofendidos pelas recomenda\u00e7\u00f5es das autoridades estrangeiras para que os turistas evitem suas cidades, \u00e9 preciso destacar que muitos desses moradores reconhecem, publicamente, at\u00e9 em manifesta\u00e7\u00f5es corriqueiras contra o fim da viol\u00eancia, que esse \u00e9 o principal e mais urgente problema da maioria de nossas cidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Nada de pr\u00e1tico adv\u00e9m tamb\u00e9m a nota de rep\u00fadio, emitida pelo GDF, contra o alerta do Departamento de Estado norte-americano, ainda mais quando alega, de forma generalizada, que crimes ocorrem em qualquer cidade do mundo e que a seguran\u00e7a em nossas regi\u00f5es administrativas n\u00e3o pode ser comparada com outras localidades violentas tanto no Brasil quanto no exterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Pelo que \u00e9 noticiado diariamente na imprensa e pelas estat\u00edsticas anuais dos \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a, a viol\u00eancia, em todas as suas formas, \u00e9 nossa mais grave quest\u00e3o atual a requerer medidas a altura do problema. A criminalidade no Distrito Federal deixou de ser um problema, antes mais comuns nas \u00e1reas perif\u00e9ricas e carentes da capital. A viol\u00eancia migrou para o centro urbano, para as Superquadras do Plano Piloto e ocorre at\u00e9 nas imedia\u00e7\u00f5es de pal\u00e1cios e outros pontos famosos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0O abandono dos antigos Postos Comunit\u00e1rios de Seguran\u00e7a (PCS), constru\u00eddos por meio de altos recursos tomados dos contribuintes, espalhados por toda a cidade e logo depois queimados e destru\u00eddos pelos marginais, falam mais alto do que os informes oficiais e atestam um problema que \u00e9 cr\u00f4nico at\u00e9 para autoridades de outras na\u00e7\u00f5es distantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>A frase que foi pronunciada<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>\u201cA sociedade se divide em duas classes: os que t\u00eam mais refei\u00e7\u00f5es do que apetite e os que t\u00eam mais apetite do que refei\u00e7\u00f5es.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">S\u00e9bastien Roch Nicolas Chamfort, poeta, jornalista, humorista e moralista franc\u00eas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_9530\" aria-describedby=\"caption-attachment-9530\" style=\"width: 456px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-9530\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/01\/charge.jpg\" alt=\"Charge: clicksociologico.blogspot.com.br\" width=\"456\" height=\"304\" srcset=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/01\/charge.jpg 720w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/01\/charge-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/01\/charge-350x233.jpg 350w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/01\/charge-550x367.jpg 550w, https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/aricunha\/wp-content\/uploads\/sites\/13\/2018\/01\/charge-230x153.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 456px) 100vw, 456px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-9530\" class=\"wp-caption-text\">Charge: clicksociologico.blogspot.com.br<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Eleitoral<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Breve o TSE iniciar\u00e1 a exibi\u00e7\u00e3o em cadeia nacional, durante cinco minutos, de campanha para incentivar a participa\u00e7\u00e3o de mulheres e negros na pol\u00edtica. Al\u00e9m disso ter\u00e1 a \u00e1rdua tarefa de esclarecer aos cidad\u00e3os sobre o sistema eleitoral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Release<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A C\u00e2mara de Dirigentes Lojistas do DF acaba de divulgar o n\u00famero de inadimplentes em dezembro de 2017: 906 mil pessoas (39,53% da popula\u00e7\u00e3o entre 18 e 94 anos), dado levantado pelo SPC Brasil. O n\u00famero ainda \u00e9 alto, mas a expectativa \u00e9 de melhora econ\u00f4mica, apesar de lenta. No com\u00e9rcio, as d\u00edvidas em atraso no DF diminu\u00edram 17,12%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Hist\u00f3ria de Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O embaixador Moacyr Briggs, do Dasp, instituiu um curso interno de forma\u00e7\u00e3o, para funcion\u00e1rios dos n\u00edveis 5 a 10. Como os funcion\u00e1rios n\u00e3o se interessassem pelo curso, come\u00e7aram a faltar, e j\u00e1 quase n\u00e3o h\u00e1 mais frequentadores. <strong>(Publicado em 12\/10\/1961)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ARI CUNHA Visto, lido e ouvido Desde 1960 colunadoaricunha@gmail.com; com Circe Cunha e Mamfil \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0N\u00e3o \u00e9 de hoje que a grande maioria dos brasilienses conhece os riscos de circular por in\u00fameras localidades da capital, a qualquer hora do dia ou da noite. 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