{"id":1677,"date":"2017-06-07T11:27:44","date_gmt":"2017-06-07T14:27:44","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/azedo\/?p=1677"},"modified":"2017-06-07T11:27:44","modified_gmt":"2017-06-07T14:27:44","slug":"nas-entrelinhas-nada-sera-como-antes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/azedo\/nas-entrelinhas-nada-sera-como-antes\/","title":{"rendered":"Nas entrelinhas: Nada ser\u00e1 como antes"},"content":{"rendered":"<p><em>Foi-se a \u00e9poca em que a presen\u00e7a de um deputado federal, senador ou ministro num inqu\u00e9rito condenava o processo aos escaninhos; agora, \u00e9 o contr\u00e1rio<\/em><\/p>\n<p>O assunto mais comentado no cafezinho da C\u00e2mara, ontem, n\u00e3o era a retomada do julgamento da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, pelo Tribunal Superior Eleitoral, com a leitura do voto do relator Herman Benjamin, pedindo a cassa\u00e7\u00e3o do mandato do presidente da Rep\u00fablica e dos direitos pol\u00edticos de sua antecessora, afastada do poder pelo impeachment. Foi a pris\u00e3o do deputado Celso Jacob (PMDB-RJ), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a sete anos e dois meses de pris\u00e3o em regime semiaberto, ao desembarcar de um voo vindo do Rio de Janeiro. Ele foi chamado por uma comiss\u00e1ria de bordo e, quanto saiu do avi\u00e3o, foi preso por dois agentes da PF, para surpresa de outros parlamentares que estavam na aeronave.<\/p>\n<p>Jacob foi condenado pela Primeira Turma do STF, no \u00faltimo dia 23 de maio, por unanimidade, por falsifica\u00e7\u00e3o de documento p\u00fablico e dispensa de licita\u00e7\u00e3o fora das hip\u00f3teses previstas em lei quando era prefeito de Tr\u00eas Rios (RJ). Em nota, o deputado afirmou que nunca roubou \u201cum centavo sequer\u201d, queixou-se da impossibilidade, segundo ele, de apresentar novas provas ao Supremo Tribunal Federal e disse ter sido condenado devido a um \u201cum erro administrativo\u201d. Condenado em 2006, seu recurso foi negado pelo STF em agosto do ano passado, mas a defesa recorreu. No novo julgamento, os ministros da Primeira Turma declararam o \u201ctr\u00e2nsito em julgado\u201d, ou seja, a conclus\u00e3o da a\u00e7\u00e3o, para cumprimentos dos efeitos da condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pris\u00e3o deixou os parlamentares de cabelo em p\u00e9, n\u00e3o porque o aeroporto de Bras\u00edlia seja passagem obrigat\u00f3ria dos pol\u00edticos que v\u00eam a Bras\u00edlia, mas pelo fato de que ele foi preso em pleno exerc\u00edcio do mandato. Situa\u00e7\u00e3o muito diferente, por exemplo, de um pol\u00edtico sem mandato, como o ex-presidente da C\u00e2mara e o ex-ministro Henrique Eduardo Alves, que foi preso ontem pela manh\u00e3, em Natal, onde mora. A pris\u00e3o foi baseada no suposto risco de que ocultasse ou destru\u00edsse provas, ou movimentasse contas banc\u00e1rias investigadas na opera\u00e7\u00e3o S\u00e9psis, desdobramento da Lava-Jato. O juiz da 10\u00aa Vara Federal Vallisney de Souza Oliveira decretou a pris\u00e3o.<\/p>\n<p>Amigo do presidente Michel Temer, que chegou a nome\u00e1-lo para o Minist\u00e9rio do Turismo, Alves \u00e9 acusado de suposto envolvimento em irregularidades nas vice-presid\u00eancias dos Fundos e Loterias e de Pessoas Jur\u00eddicas da Caixa Econ\u00f4mica Federal, com o ex-deputado Eduardo Cunha, o consultor Andr\u00e9 Luiz de Souza, o banqueiro Jos\u00e9 Augusto Ferreira dos Santos e o gerente nacional de Fundos Imobili\u00e1rios da Caixa Econ\u00f4mica, Vitor Hugo dos Santos Pinto, todos com pris\u00e3o decretada.<\/p>\n<p>Dura lex<br \/>\nPara aumentar a tens\u00e3o no Congresso, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido de liberdade de Rodrigo Rocha Loures, preso no s\u00e1bado passado, por determina\u00e7\u00e3o do ministro Edson Fachin, relator da Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato no STF. Rocha \u00c9 investigado por suposta pr\u00e1tica de corrup\u00e7\u00e3o, de obstru\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a e de integrar organiza\u00e7\u00e3o criminosa. Rocha Loures \u00e9 aquele deputado amigo do presidente Michel Temer que foi filmado pela Pol\u00edcia Federal recebendo em S\u00e3o Paulo uma mala com R$ 500 mil, supostamente a primeira parcela de uma propina que seria paga por 20 anos.<\/p>\n<p>Preso no pr\u00e9dio da Superintend\u00eancia da PF em Bras\u00edlia, Loures deve ser transferido hoje para o Pres\u00eddio da Papuda, no Distrito Federal. Antes prestar\u00e1 depoimento \u00e0 PF no inqu\u00e9rito que investiga o presidente Michel Temer. Perdeu o direito ao foro privilegiado quando o ex-ministro da Justi\u00e7a Osmar Serraglio foi exonerado e voltou para a C\u00e2mara. A pris\u00e3o de Loures, que havia sido negada pelo ministro Fachin porque era um parlamentar, foi novamente requerida pelo procurador-geral da Rep\u00fablica, Rodrigo Janot, e desta vez foi concedida pelo magistrado, cuja decis\u00e3o foi confirmada por Lewandowski.<\/p>\n<p>Foi-se a \u00e9poca em que a presen\u00e7a de um deputado federal, senador ou ministro num inqu\u00e9rito condenava o processo aos escaninhos; agora, \u00e9 o contr\u00e1rio. O processo tende a prosperar na Pol\u00edcia Federal e no Minist\u00e9rio P\u00fablico. Parece que os tempos s\u00e3o outros, muito embora o n\u00famero de pol\u00edticos condenados na Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato seja muito menor do que o de empres\u00e1rios e executivos, exceto aqueles que perderam o mandato e foram para a primeira inst\u00e2ncia, como s\u00e3o os casos de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Andr\u00e9 Vargas (PT-PR). \u00c9 por isso que a pris\u00e3o de Celso Jacob repercutiu muito na C\u00e2mara.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi-se a \u00e9poca em que a presen\u00e7a de um deputado federal, senador ou ministro num inqu\u00e9rito condenava o processo aos escaninhos; agora, \u00e9 o contr\u00e1rio O assunto mais comentado no cafezinho da C\u00e2mara, ontem, n\u00e3o era a retomada do julgamento da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, pelo Tribunal Superior Eleitoral, com a leitura do voto do relator Herman Benjamin, pedindo a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":39,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,36,46,4,22,7,5,3],"tags":[86,27,34],"class_list":["post-1677","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-congresso","category-economia","category-eleicoes","category-governo","category-impeachment","category-justica","category-lava-jato","category-politica","tag-eleicoes2014","tag-governotemer","tag-lavajato"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/azedo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1677","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/azedo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/azedo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/azedo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/39"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/azedo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1677"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/azedo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1677\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1686,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/azedo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1677\/revisions\/1686"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/azedo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1677"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/azedo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1677"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/azedo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1677"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}