{"id":14638,"date":"2019-02-21T17:24:50","date_gmt":"2019-02-21T20:24:50","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/cbpoder\/?p=14638"},"modified":"2019-02-21T20:44:06","modified_gmt":"2019-02-21T23:44:06","slug":"mafia-dos-concursos-justica-condena-cinco-a-prisao-e-ao-pagamento-de-r-1-milhao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/cbpoder\/mafia-dos-concursos-justica-condena-cinco-a-prisao-e-ao-pagamento-de-r-1-milhao\/","title":{"rendered":"M\u00e1fia dos Concursos: Justi\u00e7a condena cinco \u00e0 pris\u00e3o e ao pagamento de R$ 1 milh\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">A Vara Criminal e Tribunal do J\u00fari de \u00c1guas Claras condenou, nesta quarta-feira (20\/02), cinco integrantes da M\u00e1fia dos Concursos \u00e0 pris\u00e3o e ao pagamento de R$ 1 milh\u00e3o a t\u00edtulo de danos morais coletivos pelos crimes de organiza\u00e7\u00e3o criminosa e fraude a certame de interesse p\u00fablico. Conforme as investiga\u00e7\u00f5es, eles se dividiam entre as tarefas de adulterar os exames de concursos, captar clientes e negociar vagas. Outras duas pessoas foram absolvidas por falta de provas. Cabe recurso. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Entre os condenados, est\u00e1 Ricardo Silva do Nascimento, preso preventivamente desde outubro de 2017. Ex-funcion\u00e1rio do Centro de Sele\u00e7\u00e3o e de Promo\u00e7\u00e3o de Eventos (Cebraspe), ele era respons\u00e1vel por retirar do cofre os cart\u00f5es de respostas dos candidatos benefici\u00e1rios da fraude para o preenchimento com o gabarito correto. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400\">Para o juiz Wellington da Silva Medeiros, os autos comprovaram que Ricardo fraudou o concurso para delegado da Pol\u00edcia Civil de Goi\u00e1s. O magistrado \u00a0o condenou a 10 anos, 3 meses e 27 dias de pris\u00e3o em regime fechado e ao pagamento de 38 dias-multa (1\/10\u00ba do sal\u00e1rio m\u00ednimo vigente). Decretou, ainda, que o r\u00e9u perca o cargo p\u00fablico. Ao <strong>Correio<\/strong>, o advogado do Cebraspe, Marcos Toledo lembrou que, \u00e0 \u00e9poca da deflagra\u00e7\u00e3o da Opera\u00e7\u00e3o, a institui\u00e7\u00e3o afastou Ricardo, servidor p\u00fablico cedido pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB). &#8220;Tomamos todas as medidas administrativas cab\u00edveis em rela\u00e7\u00e3o a um funcion\u00e1rio que desrespeitou os padr\u00f5es de seguran\u00e7a. O Cebraspe sempre esteve \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a e espera que os culpados pela fraude sejam rigorosamente punidos&#8221;, disse.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Apontado como um dos cabe\u00e7as da organiza\u00e7\u00e3o criminosa, Ant\u00f4nio Alves Filho foi sentenciado a 8 anos, 11 meses e 8 dias de reclus\u00e3o em regime fechado, mais 33 dias-multa. Conforme as investiga\u00e7\u00f5es, ele atuou na fraude de um concurso da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o e foi o respons\u00e1vel pelo aliciamento de Ricardo Nascimento. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Uma das candidatas que prestou depoimento e admitiu ter comprado resultado de um concurso promovido pelo Cebraspe contou aos policiais civis que, dois dias depois da prova, esteve na casa de H\u00e9lio Ortiz, o l\u00edder da \u201cM\u00e1fia dos Concursos\u201d, e se encontrou com Ant\u00f4nio Alves Filho. Ele chegou com a prova dela em branco dentro de um envelope para que ela fizesse o concurso. A mo\u00e7a escreveu a reda\u00e7\u00e3o e devolveu para Ant\u00f4nio que concluiu as respostas.<\/span><\/p>\n<h2><\/h2>\n<h2><b>Cliente e aliciador<\/b><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Outro sentenciado come\u00e7ou como cliente. Condenado a 3 anos, 5 meses e 3 dias de reclus\u00e3o em regime semiaberto, al\u00e9m de 20 dias-multa, Andr\u00e9 Luiz Santos Pereira chegou <\/span><span style=\"font-weight: 400\">a comprar uma vaga e, depois, passou a ajudar a organiza\u00e7\u00e3o a conseguir mais clientes, segundo o Minist\u00e9rio P\u00fablico do DF e Territ\u00f3rios (MPDFT). Andr\u00e9 responder\u00e1 em liberdade.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400\">Tinham o papel de aliciamento, ainda, Edney de Oliveira Santos e Weverson Vinicius da Silva. O primeiro pegou 6 anos, 5 meses e 17 dias de pris\u00e3o em regime semiaberto, mais 20 dias-multa. O segundo, preso preventivamente, deve ficar atr\u00e1s das grades por 6 anos, 9 meses e 27 dias em regime fechado, al\u00e9m de pagar 20 dias-multa.<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O juiz ainda condenou os cinco \u00e0 suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos e os proibiu de assumir cargos e fun\u00e7\u00f5es p\u00fablicas pelo prazo de oito anos ap\u00f3s o cumprimento da senten\u00e7a. O magistrado reduziu o valor da multa por danos morais coletivos de R$ 2,7 milh\u00f5es, como havia sugerido o MPDFT, para R$ 1 milh\u00e3o. O <\/span><b>Correio <\/b><span style=\"font-weight: 400\">tenta contato com a defesa dos envolvidos.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><b>Primeira condena\u00e7\u00e3o<\/b><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em julho de 2018, a Justi\u00e7a condenou os quatro l\u00edderes da M\u00e1fia dos Concursos. H\u00e9lio Ortiz e seu filho, Bruno Ortiz, pegaram penas de nove anos de reclus\u00e3o. Rafael Rodrigues da Silva Matias, bra\u00e7o direito dos Ortiz, foi condenado a sete anos e um m\u00eas de cadeia. No caso de Johann Gutemberg dos Santos, que intermediava os contatos entre a m\u00e1fia e os concurseiros, a pena imposta pela Justi\u00e7a foi de cinco anos e oito meses de cadeia. A Vara Criminal de \u00c1guas Claras determinou ainda que os quatro condenados paguem R$ 1 milh\u00e3o a t\u00edtulo de danos morais coletivos.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">As investiga\u00e7\u00f5es come\u00e7aram em fevereiro de 2017, ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o de um concurso para o Corpo de Bombeiros. As fraudes em concursos eram praticadas de quatro formas: com o uso de ponto eletr\u00f4nico, com celulares escondidos em banheiros, com a participa\u00e7\u00e3o de bancas examinadoras, que recebiam folhas de resposta quase em branco e as preenchiam com o gabarito oficial e, tamb\u00e9m, com fraudadores usando documentos falsos para se passar pelo verdadeiro candidato. Como contrapartida, os benefici\u00e1rios das fraudes pagavam entre R$ 5 mil e R$ 20 mil de entrada e, ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o, pagavam at\u00e9 20 vezes o sal\u00e1rio da vaga comprada.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Vara Criminal e Tribunal do J\u00fari de \u00c1guas Claras condenou, nesta quarta-feira (20\/02), cinco integrantes da M\u00e1fia dos Concursos \u00e0 pris\u00e3o e ao pagamento de R$ 1 milh\u00e3o a t\u00edtulo de danos morais coletivos pelos crimes de organiza\u00e7\u00e3o criminosa e fraude a certame de interesse p\u00fablico. 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