{"id":3416,"date":"2024-12-06T11:40:44","date_gmt":"2024-12-06T14:40:44","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/consultoriosentimental\/?p=3416"},"modified":"2024-12-06T23:45:27","modified_gmt":"2024-12-07T02:45:27","slug":"nossas-crencas-limitantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/consultoriosentimental\/nossas-crencas-limitantes\/","title":{"rendered":"NOSSAS CREN\u00c7AS LIMITANTES"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080\"><strong>No finalzinho de junho, publiquei <span style=\"color: #ff0000\"><a style=\"color: #ff0000\" href=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/consultoriosentimental\/os-pregos-no-elastico\/\">OS PREGOS NO NOSSO EL\u00c1STICO<\/a><\/span>, por mim escrito a partir de um estudo que apontou como rompimentos amorosos podem amea\u00e7ar a sa\u00fade mental dos jovens, especialmente quando o sofrimento deles \u00e9 menosprezado pelos adultos. E recebi um coment\u00e1rio com a seguinte sugest\u00e3o: <span style=\"color: #008000\"><em>\u201cTema: Como e quais seriam os traumas advindos de rompimentos amorosos entre adultos, quando estes adultos deixam de ter uma perspectiva de criar uma fam\u00edlia, ter um lar de forma conjunta (pais e filhos), ficam sozinhos e vivem diante da possibilidade de passarem a velhice sozinhos ou em um abrigo para idosos \u201cabandonados\u201d??\u201d<\/em><\/span>.<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080\"><strong>Respondendo ao leitor, come\u00e7o dizendo que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel sair ileso de um relacionamento, mesmo que ele nem tenha sido t\u00e3o amoroso assim, porque a nossa cultura glamoriza o sofrimento por amor. Ideias como \u201cfelizes para sempre\u201d, almas g\u00eameas que se buscam, \u00e9 imposs\u00edvel ser feliz sozinho s\u00e3o corroboradas por romances, poemas, sofr\u00eancias com que int\u00e9rpretes levam os f\u00e3s a chafurdar nas suas m\u00e1goas. Afinal, quem nunca amarrou uma tremenda fossa com o fim de um amor, n\u00e3o \u00e9 mesmo?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080\"><strong>Sim, h\u00e1 quem nunca tenha se recuperado nem do primeiro rompimento amoroso e passe a Vida arrastando corrente como um fantasma preso a uma velha casa. Mas h\u00e1 quem j\u00e1 tenha passado por v\u00e1rios rompimentos e, n\u00e3o obstante as feridas, levantou, sacudiu a poeira e deu a volta por cima como diz a m\u00fasica. Porque os nossos sentimentos n\u00e3o s\u00e3o determinados pelo que nos acontece, mas pela forma como lidamos com o que nos acontece. A\u00ed reside a diferen\u00e7a.<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080\"><strong>Sempre recebo pacientes sofrendo horrores, que dizem que n\u00e3o conseguem parar de sofrer por n\u00e3o terem controle sobre os pr\u00f3prios sentimentos. Mas, no processo terap\u00eautico, eles aprendem que os sentimentos decorrem da nossa forma de pensar sobre a Vida, sobre n\u00f3s mesmos. E aprendem que s\u00f3 o autoconhecimento pode nos salvar. S\u00f3 que, para a maioria das pessoas, o autoconhecimento \u00e9 algo muito, muito distante.<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080\"><strong>Elas acreditam que, para se conhecerem realmente, precisariam viver como os s\u00e1bios da antiga Gr\u00e9cia, que tinham tempo para reflex\u00f5es por n\u00e3o precisarem trabalhar, lavar, passar, cozinhar, levar as crian\u00e7as \u00e0 escola, e que podiam at\u00e9 vagar pelas ruas distribuindo conhecimento sem medo dos arrast\u00f5es, dos traficantes, dos milicianos, dos p\u00e9ssimos policiais. S\u00f3 que isso n\u00e3o passa de uma cren\u00e7a limitante e \u00e9 sobre cren\u00e7as limitantes, como elas impactam negativamente nossa Vida e como super\u00e1-las refletindo sobre o nosso dia a dia, que quero conversar com voc\u00eas a partir dos questionamentos do leitor.<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080\"><strong>O primeiro questionamento dele foi sobre <span style=\"color: #008000\"><em>os traumas advindos de rompimentos amorosos entre adultos que deixam de ter uma perspectiva de criar uma fam\u00edlia, ter um lar de forma conjunta (pais e filhos)<\/em><\/span>. Ser\u00e1 que n\u00e3o estar vivendo um relacionamento realmente impede algu\u00e9m de construir uma fam\u00edlia? N\u00e3o existem fam\u00edlias formadas por pais e m\u00e3es solos? Ser\u00e1 mesmo t\u00e3o importante ou absolutamente indispens\u00e1vel que o ser humano crie uma fam\u00edlia? Ser\u00e1 que \u00e9 realmente imposs\u00edvel ser feliz sozinho? Ou ser\u00e1 que o que o leitor nos trouxe n\u00e3o passa de uma cren\u00e7a limitante?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080\"><strong>Quantas fam\u00edlias s\u00e3o realmente felizes? Quantas n\u00e3o s\u00e3o pris\u00f5es em que pais e m\u00e3es apenas se suportam ou at\u00e9 mesmo se odeiam, mas seguem vivendo juntos pelas mais diferentes motiva\u00e7\u00f5es, em que filhos sonham com a separa\u00e7\u00e3o dos pais ou com poder deixar a casa o quanto antes? Ser\u00e1 que esse casal n\u00e3o estaria melhor separado; ou se nunca tivesse tido filhos; ou se nunca tivesse se conhecido? Ser\u00e1 que esses filhos n\u00e3o estariam melhor se tivessem nascido num lar n\u00e3o convencional, mas cheio de amor, sendo criados por fam\u00edlias que nem de longe parecem de comercial de margarina?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080\"><strong>O segundo questionamento trazido pelo leitor diz respeito <span style=\"color: #008000\">\u00e0queles que, por n\u00e3o terem criado uma fam\u00edlia, <\/span><em><span style=\"color: #008000\">ficam sozinhos e vivem diante da possibilidade de passarem a velhice sozinhos ou em um abrigo para idosos \u201cabandonados\u201d<\/span>.<\/em> Ser\u00e1 que ter formado uma fam\u00edlia \u00e9 garantia de assist\u00eancia na velhice? Ser\u00e1 que n\u00e3o ter formado uma fam\u00edlia significa que estamos destinados a nos transformar em idosos abandonados em um abrigo? Ser\u00e1 que viver em um abrigo \u00e9 o que de pior pode acontecer a um idoso? Ou ser\u00e1 que o que o leitor nos trouxe n\u00e3o passa de uma cren\u00e7a limitante?<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080\"><strong>Todos conhecem idosos que, mesmo vivendo com uma fam\u00edlia que lhes d\u00e1 toda assist\u00eancia material, s\u00e3o tratados como se n\u00e3o existissem, passam o dia na frente da TV enquanto as outras pessoas da casa seguem suas Vidas sem lhes enviar nem mesmo um olhar. Ou s\u00e3o roubados, maltratados e at\u00e9 mortos pelo companheiro ou companheira, filhos ou netos. Ser\u00e1 que esses idosos n\u00e3o estariam mais felizes em um abrigo, com outros idosos com quem pudessem trocar lembran\u00e7as e ideias, ouvir m\u00fasicas \u201cdaquela \u00e9poca\u201d, dan\u00e7ar, gargalhar? Muita gente pode n\u00e3o acreditar, mas h\u00e1 idosos que imploram para viver em abrigos. Alguns at\u00e9 se apaixonam e casam no abrigo.<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080\"><strong>Esse tema n\u00e3o ser\u00e1 esgotado neste texto, muito menos por mim, pobre mortal. Mas h\u00e1 uma outra proposta de reflex\u00e3o que n\u00e3o posso deixar passar: Ser\u00e1 que algu\u00e9m que ainda tem o desejo de construir uma fam\u00edlia deveria estar t\u00e3o preocupado com a velhice? Ser\u00e1 que ningu\u00e9m morre jovem, todos envelhecem? Ser\u00e1 que devemos perder a juventude preocupados com a velhice, gemendo e chorando neste vale de l\u00e1grimas projetando situa\u00e7\u00f5es dolorosas que podem nunca acontecer. Ser\u00e1 essa uma maneira saud\u00e1vel, inteligente de se viver, j\u00e1 que, como dito pelo poeta Cassiano Ricardo, \u201cDesde o instante em que se nasce, j\u00e1 se come\u00e7a a morrer\u201d? Meu Deus, ser\u00e1 que eu deveria ter citado isso neste texto?!<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080\"><strong>Preparar-se para ter uma velhice tranquila \u00e9 super importante. Uma boa alimenta\u00e7\u00e3o, exerc\u00edcios f\u00edsicos, consultas m\u00e9dicas regulares, um bom plano de sa\u00fade e tudo o mais que possamos fazer nesse sentido. Mas, se chegarmos a envelhecer, nada tirar\u00e1 de n\u00f3s a tristeza de termos desperdi\u00e7ado a juventude, de termos condicionado a nossa felicidade a coisas como ter um companheiro ou companheira e ter filhos, tudo arrumadinho dentro dos vidrinhos. A Vida n\u00e3o nos d\u00e1 garantias. E, como dizem, quando pensamos que temos todas as respostas, ela muda as perguntas, o que \u00e9 maravilhoso porque tempera a nossa passagem pelo mundo.<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080\"><strong>A Vida nos d\u00e1 talentos que desperdi\u00e7amos por n\u00e3o conseguirmos ampliar nossa vis\u00e3o, por n\u00e3o refletirmos sobre o que precisamos refletir, por n\u00e3o filtrarmos o que precisa ser filtrado, por nos deixarmos paralisar por cren\u00e7as que, na grande maioria dos casos, nem sabemos de onde v\u00eam, por n\u00e3o termos olhos para ver, explorar tudo o que j\u00e1 temos e o que ainda podemos realizar sem limita\u00e7\u00f5es tolas.<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080\"><strong>Voc\u00ea pode at\u00e9 achar que o que estou dizendo \u00e9 bobagem por fazer parecer tudo muito simples, mas a Vida n\u00e3o \u00e9 complicada, n\u00f3s \u00e9 que a complicamos. S\u00f3 que simples n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de f\u00e1cil. Ent\u00e3o, se n\u00e3o conseguir sozinho entender o que est\u00e1 imobilizando voc\u00ea, procure ajuda profissional porque h\u00e1 transtornos psicol\u00f3gicos, psiqui\u00e1tricos e neurol\u00f3gicos que exigem interven\u00e7\u00e3o sem a qual virar esse jogo pode se tornar imposs\u00edvel.<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080\"><strong>Como disse Gonzaguinha, \u201cViver e n\u00e3o ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz. Ah, meu Deus! Eu sei, eu sei que a Vida devia ser bem melhor e ser\u00e1! Mas isso n\u00e3o impede que eu repita \u2018\u00c9 bonita, \u00e9 bonita e \u00e9 bonita\u2019\u201d.<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000\"><strong>Se voc\u00ea est\u00e1 se sentindo muito s\u00f3, que tal adotar um pet? Eu tenho v\u00e1rios gatinhos resgatados e prontos para ado\u00e7\u00e3o. E voc\u00ea n\u00e3o imagina que companheiro maravilhoso um gato pode ser. Se tiver interesse, mande mensagem pra mim pelo WhatsApp.<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080\"><strong>Gostou da mensagem que este texto traz?\u00a0Ent\u00e3o\u00a0compartilhe-o!\u00a0Voc\u00ea pode coment\u00e1-lo logo depois dos an\u00fancios, mesmo que n\u00e3o seja assinante do jornal.\u00a0Ou pode\u00a0mandar um\u00a0coment\u00e1rio para mim por WhatsApp no\u00a0(61)991889002, para que eu o publique. Voc\u00ea tamb\u00e9m pode sugerir um tema para o Blog.<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080\"><strong>Interessado(a) em marcar uma consulta? Envie mensagem para\u00a0(61)991889002. Atendimento online.<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; No finalzinho de junho, publiquei OS PREGOS NO NOSSO EL\u00c1STICO, por mim escrito a partir de um estudo que apontou como rompimentos amorosos podem amea\u00e7ar a sa\u00fade mental dos jovens, especialmente quando o sofrimento deles \u00e9 menosprezado pelos adultos. 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