{"id":12168,"date":"2016-11-14T00:38:46","date_gmt":"2016-11-14T02:38:46","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/?p=12168"},"modified":"2016-11-13T12:42:54","modified_gmt":"2016-11-13T14:42:54","slug":"diquinhas-do-folclore-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/diquinhas-do-folclore-2\/","title":{"rendered":"Diquinhas do folclore 2"},"content":{"rendered":"<p><strong>Boitat\u00e1, o guardi\u00e3o da floresta<\/strong><\/p>\n<p>Boitat\u00e1 era uma cobra muito esperta. Por isso se deu bem quando uma grande trag\u00e9dia se abateu sobre a floresta. De repente, o dia ficou noite. Confusos, o sol, a lua e as estrelas sumiram do c\u00e9u. Caiu ent\u00e3o uma baita tempestade.<\/p>\n<p>Na escurid\u00e3o, ningu\u00e9m enxergava nada. As \u00e1guas subiam. Homens e bichos procuravam lugar pra se proteger. Boitat\u00e1 encontrou um abrigo no alto da montanha. L\u00e1 ficou dormindo. Quando o dil\u00favio passou, ele despertou. Mas, por ter ficado tanto tempo na escurid\u00e3o, n\u00e3o conseguia enxergar bem na claridade.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o arregalou bem os olhos. E assim ficou at\u00e9 o sol se p\u00f4r. Nos dias seguintes, fez a mesma coisa. Resultado: absorvia mais e mais a luz. O corpo ficou luminoso como uma fogueira. Tornou-se protetora das matas. Sempre que v\u00ea algu\u00e9m cortando \u00e1rvores, transforma-se em serpente de fogo encantada. Que medo! Os desmatadores fogem apavorados. Nunca mais voltam.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Cobra-de-fogo<\/strong><\/p>\n<p>Boitat\u00e1 tamb\u00e9m \u00e9 conhecido por baitat\u00e1. O nome vem do tupi, a l\u00edngua dos \u00edndios. Quer dizer r\u00e1pido, passageiro, que n\u00e3o dura. O fogo da cobra encantada \u00e9 f\u00e1tuo. S\u00f3 se manifesta na hora do perigo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Curiosidades<\/strong><\/p>\n<p>O tupi contribuiu para o enriquecimento da nossa l\u00edngua. N\u00f3s repetimos as palavras que vieram dos \u00edndios, mas nem sempre sabemos o que querem dizer. Veja algumas curiosidades:<\/p>\n<p>Aracaju: tempo de caju<br \/>\nCarioca: casa de branco<br \/>\nCuritiba: muito pinh\u00e3o, pinheiral<br \/>\nGoi\u00e1s: gente da mesma ra\u00e7a<br \/>\nIpanema: \u00e1gua suja<br \/>\nPar\u00e1: mar<br \/>\nParaguai: rio do papagaio<br \/>\nPara\u00edba: rio ruivo ou encachoeirado<br \/>\nParan\u00e1: rio afluente<br \/>\nSergipe: rio dos siris<br \/>\nPindorama: terra das palmeiras<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Boitat\u00e1, o guardi\u00e3o da floresta Boitat\u00e1 era uma cobra muito esperta. Por isso se deu bem quando uma grande trag\u00e9dia se abateu sobre a floresta. De repente, o dia ficou noite. Confusos, o sol, a lua e as estrelas sumiram do c\u00e9u. Caiu ent\u00e3o uma baita tempestade. Na escurid\u00e3o, ningu\u00e9m enxergava nada. As \u00e1guas subiam. Homens e bichos procuravam lugar pra se proteger. Boitat\u00e1 encontrou [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[203],"tags":[],"class_list":["post-12168","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-portugues"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12168","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12168"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12168\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12169,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12168\/revisions\/12169"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12168"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12168"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12168"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}