{"id":1436,"date":"2008-11-20T00:00:00","date_gmt":"2008-11-20T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/golpes_novos_na_praca\/"},"modified":"2008-11-20T00:00:00","modified_gmt":"2008-11-20T02:00:00","slug":"golpes_novos_na_praca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/golpes_novos_na_praca\/","title":{"rendered":"Golpes novos na pra\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p> <A name=\"Save1\"><\/A>&nbsp; &nbsp; DAD SQUARISI \/\/\/ <A href=\"mailto:dadsquarisi.df@diariosassociados.com.br\">dadsquarisi.df@diariosassociados.com.br<\/A> &nbsp; Muitos carros, novos golpes. Alguns sofisticados; outros vira-latas; todos engenhosos. Um deles foi descoberto no Rio. Quadrilha comprava ve\u00edculos de luxo com a validade da blindagem pr\u00f3xima do fim. No caso, o pre\u00e7o despenca, mas o valor do seguro se mant\u00e9m. O propriet\u00e1rio, tempos depois, simulava o roubo do carro e comunicava o fato \u00e0 pol\u00edcia. Em dois anos, as seguradoras arcaram com R$ 2 milh\u00f5es.  &nbsp; Em Bras\u00edlia tamb\u00e9m h\u00e1 novidade na pra\u00e7a. Motoristas fingem que tiveram o carro batido. O acusado nem liga porque n\u00e3o bateu. O acusador fotografa a placa e entra no juizado de pequenas causas, de prefer\u00eancia distante do Plano Piloto. Pede indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 250, R$ 300, R$ 350 pelos &#8220;danos&#8221; materiais. Pede, tamb\u00e9m, valor um pouco maior a t\u00edtulo de danos morais. Intimada, a v\u00edtima vai para a audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o. Mas o conciliador, despreparado, n\u00e3o obt\u00e9m \u00eaxito. Marca, ent\u00e3o, audi\u00eancia com o juiz.  &nbsp; \u00c9 a palavra de um contra a de outro. At\u00e9 provar que tomada n\u00e3o \u00e9 focinho de porco, l\u00e1 se v\u00e3o tardes e tardes desperdi\u00e7adas nos corredores da burocracia. O empregado perde horas de trabalho. O profissional liberal deixa de atender clientes e, conseq\u00fcentemente, de receber os honor\u00e1rios. Resultado: uns e outros pagam pra se livrar do processo. Desembolsar a &#8220;indeniza\u00e7\u00e3o&#8221; sai mais barato que o infind\u00e1vel vaiv\u00e9m at\u00e9 provar a inoc\u00eancia. (A legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o prev\u00ea pagamento de danos morais em caso de acidente de tr\u00e2nsito.)  &nbsp; Mais um? Cuidado se bater o carro numa motocicleta. H\u00e1 relatos de pessoas que se envolveram nesse tipo de acidente, quiseram socorrer a v\u00edtima, mas tiveram o aux\u00edlio dispensado com o argumento de que n\u00e3o acontecera nada. Depois, foram surpreendidas com a den\u00fancia de que fugiram sem prestar socorro. Sobram colegas dispostos a testemunhar o ocorrido. &nbsp; Moral da hist\u00f3ria: n\u00e3o vale bancar o inocente. \u00c9 melhor p\u00f4r as barbas de molho \u2014 registrar a ocorr\u00eancia, fotografar o carro e, se tiver sorte, convocar testemunhas. Como diz Stanislaw Ponte Preta, &#8220;o sol nasce para todos; a sombra, para quem \u00e9 mais esperto&#8221;.  .<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; DAD SQUARISI \/\/\/ dadsquarisi.df@diariosassociados.com.br &nbsp; Muitos carros, novos golpes. Alguns sofisticados; outros vira-latas; todos engenhosos. Um deles foi descoberto no Rio. Quadrilha comprava ve\u00edculos de luxo com a validade da blindagem pr\u00f3xima do fim. No caso, o pre\u00e7o despenca, mas o valor do seguro se mant\u00e9m. O propriet\u00e1rio, tempos depois, simulava o roubo do carro e comunicava o fato \u00e0 pol\u00edcia. 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