{"id":14516,"date":"2018-02-09T19:27:55","date_gmt":"2018-02-09T21:27:55","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/?p=14516"},"modified":"2018-02-09T19:27:55","modified_gmt":"2018-02-09T21:27:55","slug":"tres-caras-do-pronome-o","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/tres-caras-do-pronome-o\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas caras do pronome &#8220;o&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>O pronome \u00e1tono &#8220;o&#8221; \u00e0s vezes ganha outras caras. Ora vira <strong>no<\/strong>, ora se transforma em <strong>lo<\/strong>. Alguns se confundem. Pensam tratar-se de coisa nova. Enganam-se. \u00c9 o mesmo ozinho dos tempos em que os bichos falavam. T\u00e3o antigo quanto dormir de touca ou escrever farm\u00e1cia com ph. Ele muda de cara por bondade. Com a letrinha a mais, a pron\u00fancia fica mais f\u00e1cil.<\/p>\n<p>O <strong>no<\/strong> pede passagem quando o pronome <strong>o<\/strong> vem depois de formas terminadas em nasal. Quais? M ou til: <em>Eles amam Maria (amam-na). Paulo p\u00f5e o livro na estante (p\u00f5e-no). Os PMs cercam as motos (cercam-nas).<\/em><\/p>\n<p>O<strong> lo<\/strong> \u00e9 cheio de maldades. Aparece depois de verbos terminados em r, s ou z. Mas, quando d\u00e1 as caras, manda as pobres consoantes plantar batata no asfalto. As enxotadas n\u00e3o t\u00eam sa\u00edda. Somem: <em>\u00c9 preciso cantar a m\u00fasica com emo\u00e7\u00e3o (cant\u00e1-la). Ele p\u00f4s o livro na gaveta (p\u00f4-lo). Fiz o trabalho (fi-lo).<\/em><\/p>\n<p>Com ou sem acento? Os verbos acompanhados do pronome <strong>lo<\/strong> aparecem de um jeito, ora de outro. Por qu\u00ea? Porque eles s\u00e3o pra l\u00e1 de obedientes. Em portugu\u00eas, acentuam-se as ox\u00edtonas terminadas em <strong>a<\/strong>, <strong>e<\/strong> e <strong>o<\/strong>, seguidas ou n\u00e3o de <strong>s<\/strong>. \u00c9 o caso de sof\u00e1 (sof\u00e1s), voc\u00ea (voc\u00eas), vov\u00f3 (vov\u00f3s).<\/p>\n<p>As terminadas em <strong>i<\/strong> ou <strong>u<\/strong> ficam fora. N\u00e3o querem ouvir falar de grampinho<em>: aqui, ali, caju, urubu.<\/em><\/p>\n<p>As formas verbais seguem a regra tim-tim por tim-tim. As terminadas em <strong>a<\/strong>, <strong>e<\/strong> e <strong>o<\/strong> ganham acento. Em <strong>I<\/strong>, nem pensar: <em>cont\u00e1-lo, compr\u00e1-las; vend\u00ea-los; escrev\u00ea-la; parti-lo, ouvi-las; p\u00f4-lo, comp\u00f4-las.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pronome \u00e1tono &#8220;o&#8221; \u00e0s vezes ganha outras caras. Ora vira no, ora se transforma em lo. Alguns se confundem. Pensam tratar-se de coisa nova. Enganam-se. \u00c9 o mesmo ozinho dos tempos em que os bichos falavam. T\u00e3o antigo quanto dormir de touca ou escrever farm\u00e1cia com ph. Ele muda de cara por bondade. Com a letrinha a mais, a pron\u00fancia fica mais f\u00e1cil. O [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[203],"tags":[],"class_list":["post-14516","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-portugues"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14516","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14516"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14516\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14518,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14516\/revisions\/14518"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14516"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14516"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14516"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}