{"id":14678,"date":"2018-02-20T10:02:47","date_gmt":"2018-02-20T13:02:47","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/?p=14678"},"modified":"2018-02-20T10:05:10","modified_gmt":"2018-02-20T13:05:10","slug":"escrever-certo-e-fixacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/escrever-certo-e-fixacao\/","title":{"rendered":"Escrever certo \u00e9 fixa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong>Com x ou ch? S ou z? As d\u00favidas s\u00e3o muitas. As respostas, escassas. H\u00e1 poucas regras de grafia. A escrita correta do voc\u00e1bulo \u00e9 fruto muito mais de fixa\u00e7\u00e3o da forma que de memoriza\u00e7\u00e3o de regras. Escrevemos hospital com h n\u00e3o por conhecer a etimologia da palavra ou por termos estudado norma especial. Mas por a vermos grafada dessa maneira.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Por isso, quem l\u00ea regularmente escreve os voc\u00e1bulos do jeitinho que o dicion\u00e1rio manda. Na d\u00favida, o pai de todos n\u00f3s socorre. Bem-vindo, Aur\u00e9lio. Bem-vindo, Houaiss. Bem-vindo Michaelis. \u00c0s vezes, por\u00e9m, a d\u00favida bate. Mas n\u00e3o h\u00e1 dicion\u00e1rio por perto. O que fazer? O jeito \u00e9 rezar para que as poucas regras existentes quebrem o galho.<\/strong><\/p>\n<h2><strong>Uma delas, pra l\u00e1 de produtiva, vale ouro. Trata-se da todo-poderosa fam\u00edlia. \u201cTal pai, tal filho\u201d, prega ela. Em bom portugu\u00eas: as palavras derivadas seguem a primitiva. Umas e outras mant\u00eam a grafia original sem tossir nem mugir:<\/strong><\/h2>\n<h2><strong>tr\u00e1s, atr\u00e1s, traseiro, atraso, atrasar, atrasado<\/strong><\/h2>\n<h2><strong>casa, casinha, casebre, casar\u00e3o, caseiro, casamento, acasalar<\/strong><\/h2>\n<h2><strong>g\u00e1s, gasolina, gasoduto, gasoso, gaseificado<\/strong><\/h2>\n<h2><strong>cruz, cruzar, cruzinha, cruzada, cruzeiro<\/strong><\/h2>\n<h2><strong>exame, examinho, examinador, examinar, examinado<\/strong><\/h2>\n<h2><strong>As palavras, como as pessoas, n\u00e3o s\u00e3o todas santas. Entre elas, existem as que pulam o muro. Formam, ent\u00e3o, duas fam\u00edlias. Uma erudita, vinda l\u00e1 do latim. Outra popular, nascida depois que a l\u00edngua-m\u00e3e se transformou em portugu\u00eas. Sobram exemplos de useiros e vezeiros da pr\u00e1tica da duplicidade. Aprecie:<\/strong><\/h2>\n<h2><strong>doce, docinho, docemente, adocicar, adocicado, d\u00f3cil, docilidade<\/strong><\/h2>\n<h2><strong>\u00a0Mas: dulc\u00edssimo<\/strong><\/h2>\n<h2><strong>Nobre, nobreza, nobremente<\/strong><\/h2>\n<h2><strong>Mas: nobilidade, nobil\u00edssimo<\/strong><\/h2>\n<h2><strong>Cabe\u00e7a, cabe\u00e7udo, cabecinha, cabe\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<h2><strong>Mas: capital<\/strong><\/h2>\n<p><strong>Nobres ou populares, ambos deixam uma certeza. Com a leitura, jogam no mesmo time.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com x ou ch? S ou z? As d\u00favidas s\u00e3o muitas. As respostas, escassas. H\u00e1 poucas regras de grafia. A escrita correta do voc\u00e1bulo \u00e9 fruto muito mais de fixa\u00e7\u00e3o da forma que de memoriza\u00e7\u00e3o de regras. Escrevemos hospital com h n\u00e3o por conhecer a etimologia da palavra ou por termos estudado norma especial. 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