{"id":1472,"date":"2008-04-27T00:00:00","date_gmt":"2008-04-27T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/com_elas_ninguem_pode\/"},"modified":"2008-04-27T00:00:00","modified_gmt":"2008-04-27T03:00:00","slug":"com_elas_ninguem_pode","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/com_elas_ninguem_pode\/","title":{"rendered":"Com elas ningu\u00e9m pode"},"content":{"rendered":"<p><DIV><B><br \/>\n<A name=\"Save1\"><\/A>Com elas ningu\u00e9m pode<\/B><br \/>\nUfa! Os militares conseguiram engordar o contracheque. Palmas pra eles? N\u00e3o. A vit\u00f3ria se deve \u00e0s mulheres. As caras-metades, cansadas de esperar, foram \u00e0s ruas. Acamparam em frente ao Minist\u00e9rio da Defesa. Fizeram passeatas. Bateram panelas. Resultado: as resist\u00eancias cederam. O aumento chegou.<br \/>\nConfirma-se, assim, chav\u00e3o pra l\u00e1 de repetido. Atr\u00e1s de um grande homem, sempre h\u00e1 uma grande mulher. No caso, \u00e0 frente de cada farda, luta uma senhora guerreira. As batalhas ensinam li\u00e7\u00f5es. Uma delas trata de propriedade vocabular. Militar n\u00e3o recebe sal\u00e1rio. Recebe soldo. <B><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nPor falar em soldo\u2026<\/B><br \/>\nAs palavras t\u00eam cada uma&#8230; Imagine s\u00f3. <I>Soldo<\/I> nasceu do latim <I>solidus<\/I>. A triss\u00edlada quer dizer rija, firme, consistente. O imperador romano Constantino I gostou do significado. L\u00e1 pelo ano 400, criou uma moeda de ouro que valia quanto pesava. Deu-lhe o nome de solidius. Mais tarde, soldados mercen\u00e1rios passaram a receber soldo. O termo pegou. E deu \u00e0 luz vasta prole. Entre os filhotes, o adjetivo s\u00f3lido e os verbos saldar e soldar.<br \/>\n&nbsp;<B><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/blog-dad\/f240966121eb661db5634714b0ac3090.jpg\"><br \/>\nSer criativo \u00e9\u2026<\/B><br \/>\nSair da mesmice. Vale o exemplo da H.Stern. Para homenagear amigos e clientes, a joalheria surpreendeu. No cart\u00e3o ao lado, em vez de &#8220;feliz anivers\u00e1rio&#8221;, &#8220;muitos anos de vida&#8221; &amp; cia. repeteca, preparou um texto em forma de card\u00e1pio.&nbsp;Aprecie o menu.<br \/>\n&nbsp;<B><br \/>\nComo<\/B> <B>\u00e9? <\/B><br \/>\nRold\u00e3o Simas Filho \u00e9 atento leitor de jornais. Cuidadoso, analisa o conte\u00fado e a forma da not\u00edcia. Na quarta, bateu os olhos nesta informa\u00e7\u00e3o do <B>Correio Braziliense<\/B>: &#8220;A Baxter Internactional (ind\u00fastria farmac\u00eautica) fez um recall do rem\u00e9dio em fevereiro&#8221;. Coment\u00e1rio: &#8220;A mania de usar o idioma ingl\u00eas leva ao emprego errado de termos. Recall \u00e9 convoca\u00e7\u00e3o de compradores para reparo de defeitos de fabrica\u00e7\u00e3o de produtos permanentes ou semipermanentes, tal como de ve\u00edculos automotores. No caso do rem\u00e9dio, n\u00e3o se trata de recall, mas de recolhimento do produto ainda nas prateleiras das farm\u00e1cias&#8221;.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<STRONG>B\u00e1rbara Heliodora d\u00e1 a dica<\/STRONG><br \/>\n&#8220;Leitura \u00e9 a malha\u00e7\u00e3o da cabe\u00e7a.&#8221;<B><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nQuero saber<\/B><br \/>\nEdmundo Jos\u00e9 de Oliveira, de Bras\u00edlia, anda encucado. Por qu\u00ea? Ele explica: &#8220;Tenho visto, no final das peti\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas, a determina\u00e7\u00e3o do valor da causa escrita de quatro formas diferentes. Gostaria de saber qual delas enche os professores de orgulho:<br \/>\na. d\u00e1-se a causa o valor de&#8230;<br \/>\nb. d\u00e1-se \u00e0 causa o valor de&#8230;<br \/>\nc. dar-se-\u00e1 a causa o valor de&#8230;<br \/>\nd. dar-se-\u00e1 \u00e0 causa o valor de&#8230;&#8221;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nEdmundo, merecem nota mil as letras <B>b<\/B> e <B>d<\/B>. Na <B>b<\/B>, o verbo est\u00e1 no presente. Na <B>d<\/B>, no futuro. A mudan\u00e7a de tempo n\u00e3o interfere no xis da quest\u00e3o. No caso, a ocorr\u00eancia da crase. Com acentinho ou sem acentinho? Na d\u00favida, h\u00e1 um tira-teima infal\u00edvel. Substitua a palavra feminina por uma masculina (n\u00e3o precisa ser sin\u00f4nima). Se no troca-troca der <B>ao<\/B>, n\u00e3o duvide. O grampinho pede passagem: <I>Vou <B>\u00e0<\/B> cidade (vou <B>ao<\/B> clube). O c\u00e3o \u00e9 fiel <B>\u00e0<\/B> dona (fiel <B>ao<\/B> dono). Dirigiu-se <B>\u00e0<\/B> ex-presidenta do STF (dirigiu-se <B>ao<\/B> presidente). D\u00e1-se <B>\u00e0<\/B> causa valor de\u2026 (d\u00e1-se <B>ao<\/B> projeto valor).<\/I><\/DIV><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com elas ningu\u00e9m pode Ufa! Os militares conseguiram engordar o contracheque. Palmas pra eles? N\u00e3o. A vit\u00f3ria se deve \u00e0s mulheres. As caras-metades, cansadas de esperar, foram \u00e0s ruas. Acamparam em frente ao Minist\u00e9rio da Defesa. 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