{"id":1480,"date":"2008-04-30T00:00:00","date_gmt":"2008-04-30T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/ronaldinho_travestis_e_policia\/"},"modified":"2008-04-30T00:00:00","modified_gmt":"2008-04-30T03:00:00","slug":"ronaldinho_travestis_e_policia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/ronaldinho_travestis_e_policia\/","title":{"rendered":"Ronaldinho, travestis e pol\u00edcia"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/blog-dad\/002622f406c7506fc07d586c892f123a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" height=\"375\" src=\"http:\/\/www.dzai.com.br\/static\/user\/\/18\/18971\/441d956a973e36d1849166e388bd01dc.jpg\" width=\"223\"><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nE Ronaldinho, hein? Saiu das p\u00e1ginas esportivas para as policiais. Cabelo desgrenhado, olhar gozador, o craque apareceu diante das c\u00e2meras. Explicava por que se envolvera com tr\u00eas travestis. &#8220;Foi engano, disse ele. Pensei que fossem garotas de programa.&#8221; O trio d\u00e1 outra vers\u00e3o. Alega que o atacante n\u00e3o quis pagar o valor combinado. Os quatro acabaram na delegacia.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nDo vexame ficam muitas li\u00e7\u00f5es. Uma levantada por Luciana Liviero. A apresentadora do <I>Fala, Brasil<\/I>, da Record, dava pormenores da hist\u00f3ria. Ao se referir a Andr\u00e9ia, uma das barraqueiras, engasgou:<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n\u2014 A travesti? O travesti? Ah\u2026 tanto faz!<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nVerdade? Os dicion\u00e1rios dizem que n\u00e3o. Na acep\u00e7\u00e3o de homossexual que se veste com roupas do sexo oposto, a palavra \u00e9 tolerante. Aceita os dois g\u00eaneros. Mas o artigo distingue o masculino do feminino. Ele \u00e9 o travesti. Ela, a travesti: <I>Ronaldinho disse que o travesti Andr\u00e9ia tentou extorquir R$ 50 mil dele. Bruna Lombardi interpretou a travesti Diadorim na miniss\u00e9rie <\/I>Grande sert\u00e3o<I>.<\/I><B><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nPor falar em extorquir\u2026<\/B><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nDizem as l\u00ednguas maliciosas que Ronaldinho se assustou com a amea\u00e7a de Carla:<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n\u2014 Eu vou extorquir voc\u00ea, disse ela.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n\u2014 Me extorquir?, perguntou ele, olhos arregalados e bei\u00e7os ca\u00eddos. Nem pensar!<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nExplica-se. quem extorque extorque alguma coisa de algu\u00e9m. Nunca extorque algu\u00e9m. A criatura teria enchido a carteira de notas se tivesse dito:<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n\u2014 Eu vou extorquir R$ 50 mil de voc\u00ea.<br \/>\n&nbsp;<B><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nVoc\u00ea sabia?<\/B><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nA palavra <I>travestire<\/I> nasceu na It\u00e1lia. No s\u00e9culo 16, pulou a cerca. Foi pra Fran\u00e7a. De l\u00e1, passou pra este pa\u00eds tropical. Quando veio ao mundo, o voc\u00e1bulo dava nome aos homens que se vestiam de mulher em baile de carnaval. Mais tarde, passou a indicar op\u00e7\u00e3o sexual.<br \/>\n&nbsp;<B><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nOutra li\u00e7\u00e3o<\/B><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nA segunda li\u00e7\u00e3o ronaldina levanta quest\u00e3o ling\u00fc\u00edstica. Travesti se escreve com acento? N\u00e3o. Ox\u00edtonas terminadas em <B>i<\/B> jogam no time das terminadas em <B>u<\/B>. Livres e soltas, n\u00e3o aceitam acento nem a troco de montanhas de euros e d\u00f3lares: <I>aqui, ali, caqui, oiti, colibri, caju, urubu, umbu, tatu. Aracaju.<\/I> E por a\u00ed vai.<br \/>\n&nbsp;<B><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nEis a raz\u00e3o<\/B><I><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nAm\u00e1-lo, vend\u00ea-lo, comp\u00f4<\/I>&#8211;<I>lo<\/I> aparecem devidamente acentuados. Mas <I>parti-lo, dividi-lo e adquiri-la<\/I> dispensam o acess\u00f3rio. Por qu\u00ea? Pela mesma raz\u00e3o do aqui, ali, colibri. S\u00e3o ox\u00edtonas terminadas em <B>i<\/B>. PT sauda\u00e7\u00f5es.<br \/>\n&nbsp;<B><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nOlha a guilhotina<\/B><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nAbra os dois olhos. H\u00e1 ox\u00edtonas terminadas em <B>i<\/B> e <B>u<\/B> acentuadas. No caso, o grampinho funciona como guilhotina. A inven\u00e7\u00e3o francesa separava a cabe\u00e7a do corpo. A nacional, ditosos ditongos. Compare: <I>pais, pa\u00eds; cai, ca\u00ed<\/I>; saudar, sa\u00fada; saudade, sa\u00fade.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nPra desempenhar o papel, o <B>i<\/B> e o <B>u<\/B> t\u00eam de preencher tr\u00eas condi\u00e7\u00f5es. Uma: serem antecedidos de vogal. Outra: formarem s\u00edlaba sozinhos ou com s. A \u00faltima: n\u00e3o serem seguidos de nh: <I>sa-\u00ed-da, sa-\u00ed, ca-\u00eds-te, e-go\u00eds-ta; ba-\u00fa, Tam-ba-\u00fa, sa-\u00fa-de. <\/I>Mas: <I>ra-i-nha, ba-i-nha, cam-pa-i-nha.<\/I><B><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nConversar \u00e9\u2026<\/B><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&#8220;A verdadeira conversa\u00e7\u00e3o&#8221;, ensinou Dorothy Nevil, &#8220;n\u00e3o consiste apenas em dizer a coisa certa, mas \u2014 o que \u00e9 muito mais dif\u00edcil \u2014 em deixar de dizer a coisa errada no momento mais tentador.&#8221;<B><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nQuero saber<\/B><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nEmmanuel carrega uma d\u00favida antiga.&nbsp;Ele explica: &#8220;Quando usar <I>haver<\/I> e <I>a ver<\/I>? A pron\u00fancia \u00e9 a mesma. Mas o significado n\u00e3o se conhece nem de passagem&#8221;.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nA confus\u00e3o se explica. <I>Haver<\/I> e <I>a ver<\/I> se pronunciam do mesmo jeitinho. Mas um n\u00e3o tem nada a ver com o outro. O <I>haver<\/I> aparece em locu\u00e7\u00f5es verbais. Anda, pois, acompanhado de auxiliar. O ajudante se conjuga. Ele se mant\u00e9m no infinitivo: <I>Vai haver transtornos nas Olimp\u00edadas? Deve haver cerca de 50 pessoas na sala. Pode haver informa\u00e7\u00f5es importantes entre os documentos encaminhados \u00e0 CPI.<\/I><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nA locu\u00e7\u00e3o <I>a ver<\/I> joga em outro time. Significa <I>ter rela\u00e7\u00e3o<\/I>: <I>Minhas palavras n\u00e3o t\u00eam nada a ver com insinua\u00e7\u00f5es sobre o 3\u00ba mandato. Talvez o coment\u00e1rio dele tenha algo a ver com a pesquisa. O pai de Isabella diz que n\u00e3o tem nada a ver com a morte da filha.<\/I><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<STRONG>Coment\u00e1rio<\/STRONG><br \/>\nRold\u00e3o Simas Filho escreve: &#8220;No notici\u00e1rio&nbsp;sobre o fant\u00e1stico caso do austr\u00edaco que manteve em pris\u00e3o domiciliar durante 24 anos a filha e os filhos dela, frutos incestuosos, o Correio Braziliense comete dois erros. 1. No in\u00edcio do texto, chama o pai dela de engenheiro el\u00e9trico embora corrija mais adiante, dizendo que o sr. Fritzl \u00e9 engenheiro eletricista. 2. Emprega o termo s\u00f3t\u00e3o como sin\u00f4nimo de por\u00e3o, talvez induzido pelo texto em espanhol recebido de ag\u00eancia de not\u00edcias internacional. Em espanhol, s\u00f3tano \u00e9 por\u00e3o. Em portugu\u00eas, o s\u00f3t\u00e3o fica debaixo do telhado. O&nbsp;por\u00e3o \u00e9 subterr\u00e2neo&#8221;. <STRONG><\/STRONG><br \/>\n<STRONG><\/STRONG>&nbsp;<br \/>\n<STRONG><\/STRONG>&nbsp;<br \/>\n<STRONG>Recado de Buda<\/STRONG><br \/>\n&#8220;As palavras t\u00eam o poder de destruir e de curar. Quando s\u00e3o ao mesmo tempo sinceras e gentis, elas podem mudar nosso mundo.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; E Ronaldinho, hein? Saiu das p\u00e1ginas esportivas para as policiais. Cabelo desgrenhado, olhar gozador, o craque apareceu diante das c\u00e2meras. Explicava por que se envolvera com tr\u00eas travestis. &#8220;Foi engano, disse ele. Pensei que fossem garotas de programa.&#8221; O trio d\u00e1 outra vers\u00e3o. Alega que o atacante n\u00e3o quis pagar o valor combinado. Os quatro acabaram na delegacia. &nbsp; Do vexame ficam muitas li\u00e7\u00f5es. 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