{"id":15489,"date":"2018-04-06T15:21:02","date_gmt":"2018-04-06T18:21:02","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/?p=15489"},"modified":"2018-04-06T15:21:02","modified_gmt":"2018-04-06T18:21:02","slug":"crase-macete-com-os-demonstrativos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/crase-macete-com-os-demonstrativos\/","title":{"rendered":"Crase: macete com os demonstrativos"},"content":{"rendered":"<p>Na l\u00edngua rolam muitas hist\u00f3rias de amor. Uma \u00e9 velha conhecida nossa. Trata-se da paix\u00e3o da preposi\u00e7\u00e3o<strong> a<\/strong> pelo artigo<strong> a<\/strong>. Eles juntaram os trapinhos h\u00e1 tempo. Desde ent\u00e3o, perderam a individualidade. Viraram <strong>\u00e0<\/strong>. Outra \u00e9 o da preposi\u00e7\u00e3o com os demonstrativos. Tudo come\u00e7ou com o nascimento dos pronomes <em>aquela<\/em> e <em>aquele<\/em>. Eles t\u00eam irm\u00e3ozinhos g\u00eameos \u2014 <strong>a<\/strong> e <strong>o<\/strong>. Um pode ocupar o lugar do outro sem alterar o sentido da frase:<\/p>\n<p><em><strong>Aquelas<\/strong> que preencherem o cupom concorrer\u00e3o aos pr\u00eamios.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>As<\/strong> que preencherem o cupom concorrer\u00e3o aos pr\u00eamios.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Aqueles<\/strong> que escrevem sem esfor\u00e7o s\u00e3o lidos sem prazer.<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Os<\/strong> que escrevem sem esfor\u00e7o s\u00e3o lidos sem prazer.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Cas\u00f3rio<\/strong><\/p>\n<p>Quando v\u00ea o demonstrativo, a preposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o resiste. Sem preconceitos, amasia-se com ele. Nasce, ent\u00e3o, a duplinha<strong> \u00e0 que<\/strong>. Para chegar l\u00e1, percorre um trajeto. Ei-lo:<\/p>\n<p><em>Sua proposta \u00e9 anterior \u00e0 proposta que chegou ontem.<\/em><\/p>\n<p>Para n\u00e3o repetir o substantivo <em>proposta<\/em>, h\u00e1 uma sa\u00edda. A gente o substitui pelo demonstrativo. Pode ser <em>aquela<\/em> ou o irm\u00e3ozinho <em>a<\/em>:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sua proposta \u00e9 anterior \u00e0quela que chegou ontem.<\/p>\n<p>Sua proposta \u00e9 anterior \u00e0 que chegou ontem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sofisticado, n\u00e3o? A fim de n\u00e3o trope\u00e7ar, recorra ao velho macete. Substitua o substantivo feminino que aparece antes do <strong>a que<\/strong> por um masculino (qualquer um, n\u00e3o precisa ser sin\u00f4nimo). Se no troca-troca der <strong>ao<\/strong> <strong>que<\/strong>, sinal de crase. Se der <strong>a que<\/strong>, s\u00f3 a preposi\u00e7\u00e3o solteirinha tem vez:<\/p>\n<p><em>Sua proposta \u00e9 anterior <strong>\u00e0 qu<\/strong>e chegou ontem.<\/em><\/p>\n<p><em>(Seu projeto \u00e9 anterior <strong>ao que<\/strong> chegou ontem.)<\/em><\/p>\n<p><em>A proposta <strong>a que<\/strong> me referi n\u00e3o foi aceita.<\/em><\/p>\n<p><em>(O projeto a que me referi n\u00e3o foi aceito.)<\/em><\/p>\n<p><em>Houve uma sugest\u00e3o posterior <strong>\u00e0 que<\/strong> voc\u00ea apresentou.<\/em><\/p>\n<p><em>(Houve um projeto posterior <strong>ao que<\/strong> voc\u00ea apresentou.)<\/em><\/p>\n<p>Em bom portugu\u00eas: na d\u00favida, o velho macete do troca-troca resolve a quest\u00e3o. Recorra a ele. Sem cerim\u00f4nia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na l\u00edngua rolam muitas hist\u00f3rias de amor. Uma \u00e9 velha conhecida nossa. Trata-se da paix\u00e3o da preposi\u00e7\u00e3o a pelo artigo a. 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