{"id":1564,"date":"2008-05-15T22:00:00","date_gmt":"2008-05-16T01:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/o_porque_dos_porques\/"},"modified":"2008-05-15T22:00:00","modified_gmt":"2008-05-16T01:00:00","slug":"o_porque_dos_porques","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/o_porque_dos_porques\/","title":{"rendered":"O porqu\u00ea dos porqu\u00eas"},"content":{"rendered":"<p><B><\/B><br \/>\n<B>&nbsp;<\/B><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nA curiosidade \u00e9 geral. Estudantes, jornalistas, advogados, todos querem saber por que o porqu\u00ea tem tantas caras.&nbsp; Ora aparece junto. Ora, separado. Ora com acento. Ora sem o chapeuzinho. N\u00e3o h\u00e1 quem n\u00e3o hesite na hora de escrever uma forma ou outra. Uma pergunta, por isso, se escuta a torto e a direito:<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&#8212; Por que ser\u00e1? Ser\u00e1 por qu\u00ea?<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nMuitos chutam. Mas, como a l\u00edngua n\u00e3o \u00e9 loteria, a Lei de Murphy entra em vigor. Se pode dar errado, d\u00e1. Melhor n\u00e3o correr riscos. Afinal, desvendar o &nbsp;segredo da duplinha \u00e9 f\u00e1cil como andar pra frente. No fundo, no fundo, trata-se de um segredo de polichinelo.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<B>Por que \u2013 <\/B>assim, um pra l\u00e1 e um pra c\u00e1 \u2013 tem dois empregos:<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <B>nas<\/B> <B>perguntas<\/B>: <I>Por que os professores estimulam a leitura? Por que \u00e9 importante a presen\u00e7a dos pais na escola? Por que a evas\u00e3o escolar continua alta no Brasil?<\/I><br \/>\n<I>&nbsp;<\/I><br \/>\n2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <B>nos enunciados em que \u00e9 substitu\u00edvel por \u201ca raz\u00e3o pela qual\u201d<\/B><I>: \u00c9 bom saber por que <\/I>(a raz\u00e3o pela qual) <I>os professores estimulam a leitura. Explique por que <\/I>(a raz\u00e3o pela qual) <I>se imp\u00f5e a presen\u00e7a dos pais na escola. Por<\/I> <I>que<\/I> (a raz\u00e3o pela qual) <I>se deve usar roupa leve no ver\u00e3o. <\/I><br \/>\n<I>&nbsp;<\/I><br \/>\n<B><\/B>&nbsp;<br \/>\n<B>Por qu\u00ea &#8212;<\/B> circunflexo s\u00f3 tem vez quando o quezinho for a \u00faltima \u2013 a \u00faltima mesmo \u2013 palavra da frase. Sabe por qu\u00ea? Ele \u00e9 \u00e1tono. No fim do enunciado, torna-se t\u00f4nico. O acento lhe d\u00e1 a for\u00e7a: <I>Os professores estimulam a leitura por qu\u00ea? A evas\u00e3o escolar continua alta, mas poucos sabem por qu\u00ea. <\/I><br \/>\n<I>&nbsp;<\/I><br \/>\n<B><\/B>&nbsp;<br \/>\n<B>Porque \u2013 <\/B>desse jeito, juntinho como unha e carne, \u00e9 conjun\u00e7\u00e3o causal ou explicativa: <I>Os professores estimulam a leitura porque bons textos enriquecem o vocabul\u00e1rio. A evas\u00e3o escolar continua alta porque muitas crian\u00e7as trabalham em vez de ir \u00e0 aula. &nbsp;Use roupa leve, porque faz muito calor no ver\u00e3o.<\/I><br \/>\n<I>&nbsp;<\/I><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nE o <B>porqu\u00ea<\/B>? Assim, com chap\u00e9u, <I>porque <\/I>deixa de ser conjun\u00e7\u00e3o. Torna-se&nbsp; substantivo. Para mudar de classe,&nbsp; precisa da companhia do artigo ou de pronome: <I>Explicou <B>o<\/B> porqu\u00ea da evas\u00e3o escolar no Brasil. <B>Certos<\/B> porqu\u00eas quebram a cabe\u00e7a da gente. N\u00e3o sei responder a <B>este<\/B> porqu\u00ea.<\/I><br \/>\n<I>&nbsp;<\/I><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n\u00c9 isso. N\u00e3o h\u00e1 por que temer os porqu\u00eas. Quem entendeu a li\u00e7\u00e3o sabe por qu\u00ea.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<B>&nbsp;<\/B><br \/>\n<I><\/I>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; A curiosidade \u00e9 geral. Estudantes, jornalistas, advogados, todos querem saber por que o porqu\u00ea tem tantas caras.&nbsp; Ora aparece junto. Ora, separado. Ora com acento. Ora sem o chapeuzinho. N\u00e3o h\u00e1 quem n\u00e3o hesite na hora de escrever uma forma ou outra. Uma pergunta, por isso, se escuta a torto e a direito: &nbsp; &#8212; Por que ser\u00e1? 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