{"id":15956,"date":"2018-05-17T18:30:44","date_gmt":"2018-05-17T21:30:44","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/?p=15956"},"modified":"2018-05-17T18:30:44","modified_gmt":"2018-05-17T21:30:44","slug":"calda-e-cauda-o-porque-da-confusao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/calda-e-cauda-o-porque-da-confusao\/","title":{"rendered":"Calda e cauda: o porqu\u00ea da confus\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"western\"><strong>Maldade e saudade. Pronuncie as duas palavras em voz alta. Reparou? Elas soam do mesmo jeitinho. O l no fim da s\u00edlaba se confunde com o u. \u00c9 a\u00ed que mora o perigo. Gente boa costuma escrever uma letra em lugar de outra. V\u00edtimas n\u00e3o faltam. Uma delas \u00e9 cauda. A pobrezinha apanha mais que mulher de malandro antes do movimento feminista e da Delegacia da Mulher.<\/strong><\/h3>\n<h3 class=\"western\"><strong>O trecho a seguir, extra\u00eddo de coluna social, serve de prova: \u201cApelar para o longo tamb\u00e9m n\u00e3o tem nada a ver. Se esse longo tiver calda, ent\u00e3o, valha-me, Deus!\u201d Leitores ficaram encucados. Como um vestido poderia ter calda? Estaria pincelado com calda de chocolate, morango ou baunilha? Sabe-se l\u00e1.<\/strong><\/h3>\n<h3 class=\"western\"><strong>Fato parecido aconteceu em p\u00e1ginas de outro jornal. A mat\u00e9ria tratava de \u00f3peras e concertos. L\u00e1 pelas tantas, apareceu esta: \u201cO solista tocar\u00e1 o piano de calda do Teatro Municipal\u201d. A d\u00favida bateu. A cauda do piano armazenaria calda de doce para deliciar os intervalos? Nestes tempos modernos, tudo \u00e9 poss\u00edvel.<\/strong><\/h3>\n<h3 class=\"western\"><strong>Viu a confus\u00e3o? No fim da s\u00edlaba, a pron\u00fancia do l e do u parece g\u00eameos univitelinos. \u00c9 dif\u00edcil distinguir um do outro. Ao escrever, n\u00e3o d\u00e1 outra. Confunde-se uma letra com a irm\u00e3zinha. E da\u00ed? A alternativa \u00e9 ir ao dicion\u00e1rio. Ali est\u00e1 a grafia nota 10:<\/strong><\/h3>\n<h3 class=\"western\"><strong>Calda \u00e9 o sumo gostosinho fervido com a\u00e7\u00facar e \u00e1gua. Quem resiste a uma calda de chocolate quentinha sobre o sorvete? S\u00f3 louco. Ou quem acredita que o bom engorda, faz mal ou \u00e9 pecado. X\u00f4!<\/strong><\/h3>\n<h3 class=\"western\">Cauda \u00e9 o rabo do cachorro, do gato, do peixe e da bicharada em geral. \u00c9, tamb\u00e9m, a parte do vestido que se arrasta atr\u00e1s. Ou o prolongamento traseiro do piano. E por a\u00ed vai. No fundo, no fundo, os significados t\u00eam um denominador comum \u2013 o alongamento traseiro.<\/h3>\n<h3 class=\"western\"><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maldade e saudade. Pronuncie as duas palavras em voz alta. Reparou? Elas soam do mesmo jeitinho. O l no fim da s\u00edlaba se confunde com o u. \u00c9 a\u00ed que mora o perigo. Gente boa costuma escrever uma letra em lugar de outra. V\u00edtimas n\u00e3o faltam. Uma delas \u00e9 cauda. A pobrezinha apanha mais que mulher de malandro antes do movimento feminista e da Delegacia [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[203],"tags":[],"class_list":["post-15956","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-portugues"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15956","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15956"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15956\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15957,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15956\/revisions\/15957"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15956"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15956"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15956"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}