{"id":16455,"date":"2018-07-08T21:47:48","date_gmt":"2018-07-09T00:47:48","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/?p=16455"},"modified":"2018-07-08T21:47:48","modified_gmt":"2018-07-09T00:47:48","slug":"nove-curiosidades-sobre-lingua-portuguesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/nove-curiosidades-sobre-lingua-portuguesa\/","title":{"rendered":"Nove curiosidades sobre a l\u00edngua portuguesa"},"content":{"rendered":"<p>A l\u00edngua \u00e9 das pessoas e para as pessoas. Como possuidor e destinat\u00e1rio s\u00e3o pra l\u00e1 de interessantes, o mais f\u00e1cil c\u00f3digo de comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o poderia ser diferente. \u00c9 cheio de curiosidades. Conta hist\u00f3rias, faz piadas, explica o inexplic\u00e1vel.Quer ver? Aprecie.<\/p>\n<p><strong>Psiqu\u00ea e Cupido<\/strong><\/p>\n<p>Cupido e Psiqu\u00ea se casaram. Antes, combinaram que ela nunca veria o rosto do deus do amor. Uma noite, a mulher n\u00e3o resistiu. Enquanto ele dormia, ela acendeu uma vela. Ficou t\u00e3o encantada com a linda figura que deixou cair cera quente no corpo do amado. Ele acordou. E se foi. At\u00e9 hoje Psiqu\u00ea chora. Sofre de tristeza, arrependimento e saudade. O jeito \u00e9 procurar profissional que cura as dores da alma. \u00c9 o psic\u00f3logo, cujo nome nasceu de Psiqu\u00ea.<\/p>\n<p><strong>Realeza<\/strong><\/p>\n<p>J, Q e K s\u00e3o tr\u00eas cartas do baralho com imagem. Elas t\u00eam iniciais em ingl\u00eas: j (de jack, valete). Q (de queen, dama ou rainha) e K (de king, rei).<\/p>\n<p><strong>\u00a0Pirata<\/strong><\/p>\n<p>Quem primeiro usou o termo pirata para descrever os que pilhavam navios e cidades costeiras foi Homero, na\u00a0<em>Odisseia<\/em>. A pirataria mar\u00edtima come\u00e7ou com os gregos que roubavam mercadorias dos fen\u00edcios e ass\u00edrios. Isso em 753 a.C. Uma s\u00e9rie de caracter\u00edsticas marcou os ladr\u00f5es dos mares: a bandeira com a caveira e dois ossos ou duas espadas cruzadas, o tapa-olho, o chap\u00e9u tric\u00f3rnio, os ganchos nas m\u00e3os, as pernas de pau, os papagaios (que eles capturavam pra vender). A palavra continua viva at\u00e9 hoje: <em>r\u00e1dio pirata, navios piratas.<\/em><\/p>\n<p><strong>Exce\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Em portugu\u00eas, pouqu\u00edssimas palavras terminam com <em>n<\/em>. Entre elas, h\u00edfen, \u00e9den, abd\u00f4men. Elas pregam senhora pe\u00e7a na acentua\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica. A regra diz que ganha grampo ou chap\u00e9u a parox\u00edtona terminada com <em>n<\/em>. A que se finaliza com <em>ns<\/em> n\u00e3o tem nada com a hist\u00f3ria. Fica solta e livre, sem len\u00e7o nem documento: <em>hifens, edens, abdomens. <\/em><\/p>\n<p><strong>100% nacional <\/strong><\/p>\n<p>A jabuticaba \u00e9 considerada a fruta mais brasileira que existe. Raramente consegue ser cultivada em outros pa\u00edses. Uma curiosidade: ao que se saiba, \u00e9 a \u00fanica \u00e1rvore no mundo que se aluga. Isso mesmo: em algumas cidades, como Sabar\u00e1, em Minas Gerais, os propriet\u00e1rios cobram por hora. O inquilino paga e come a gostosura at\u00e9 quando aguentar. Especialistas de Europa, Fran\u00e7a e Bahia se renderam \u00e0 pretinha. \u00c9 o caso do chef Paul Bocuse: \u201cA jabuticaba n\u00e3o \u00e9 para o bico de todo mundo. Extraordin\u00e1ria! Em <em>Reina\u00e7\u00f5es de Nartizinho<\/em>, Monteiro Lobato dedica um cap\u00edtulo inteiro \u00e0 frutinha.<\/p>\n<p><strong>Origem<\/strong><\/p>\n<p>Ideias n\u00e3o surgem do nada, mas do ac\u00famulo de informa\u00e7\u00f5es. Segundo o neurocientista Henrique Del Nero, da USP, a criatividade \u00e9 proporcional ao repert\u00f3rio. \u201cA mente calcula qual a melhor jogada a partir da maior taxa de informa\u00e7\u00f5es com a menor redund\u00e2ncia\u201d. Por isso, fique esperto. Enrique\u00e7a seu banco de dados com atividades que, al\u00e9m de despertar a imagina\u00e7\u00e3o e a fantasia, gerem novas imagens. \u00c9 o caso de leituras, viagens e atividades art\u00edsticas.<\/p>\n<p><strong>Os pontinhos dos ii<\/strong><\/p>\n<p>Vamos p\u00f4r os pontos nos ii? A express\u00e3o n\u00e3o deixa d\u00favida. Refere-se ao esclarecimento rigoroso de determinada situa\u00e7\u00e3o. Ela nasceu h\u00e1 muito tempo &#8212; na \u00e9poca em que s\u00f3 se escrevia \u00e0 m\u00e3o. Pra evitar que dois ii fossem confundidos com u, passou-se a acentuar o i. No s\u00e9culo 16, pontos substitu\u00edram os grampinhos. Da\u00ed os pontos nos ii.<\/p>\n<p><strong>O &amp;<\/strong><\/p>\n<p>O s\u00edmbolo &amp; tem nome. \u00c9 <em>e<\/em> <em>comercial<\/em>. O criador: Marcus Tulius Tiro, encarregado de transcrever os discursos feitos no Senado de Roma. A criatura, que veio ao mundo 63 anos antes de Cristo, tinha uma fun\u00e7\u00e3o \u2013 tornar a escrita mais r\u00e1pida. O &amp; substitu\u00eda o et (<em>e<\/em> em portugu\u00eas). Com o tempo, o sinalzinho se especializou. Deixou os pol\u00edticos pra l\u00e1 e entrou, triunfal, no universo das empresas.<\/p>\n<p><strong>Caraoqu\u00ea<\/strong><\/p>\n<p>A japonesinha karaok\u00ea ganhou forma portuguesa. \u00c9 caraoqu\u00ea. Uma e outra t\u00eam o mesmo sentido. Querem dizer espa\u00e7o vazio. A raz\u00e3o? Trata-se de casa noturna em que os clientes podem cantar acompanhados de m\u00fasicos ou grava\u00e7\u00f5es. A voz deles preenche o vazio do espa\u00e7o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A l\u00edngua \u00e9 das pessoas e para as pessoas. Como possuidor e destinat\u00e1rio s\u00e3o pra l\u00e1 de interessantes, o mais f\u00e1cil c\u00f3digo de comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o poderia ser diferente. \u00c9 cheio de curiosidades. Conta hist\u00f3rias, faz piadas, explica o inexplic\u00e1vel.Quer ver? Aprecie. 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