{"id":1768,"date":"2008-06-12T10:00:00","date_gmt":"2008-06-12T13:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/a_frase_clara\/"},"modified":"2008-06-12T10:00:00","modified_gmt":"2008-06-12T13:00:00","slug":"a_frase_clara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/a_frase_clara\/","title":{"rendered":"A frase clara"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nA frase tem tr\u00eas virtudes. A primeira: clareza. A segunda: clareza. A terceira: clareza. Montaigne deu essa li\u00e7\u00e3o h\u00e1 400 anos. At\u00e9 hoje as coisas n\u00e3o mudaram. A clareza ainda \u00e9 a maior qualidade do texto. Por isso, todos que escrevem para ser entendidos n\u00e3o poupam esfor\u00e7os para chegar l\u00e1.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nH\u00e1 truques que facilitam a tarefa. Um deles: livrar-se do pronome possessivo de terceira pessoa. Seu e sua parecem inofensivos. Mas causam estragos. Um deles: tornam o enunciado amb\u00edguo. Outro: sobram.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nQuer ver? Leia esta frase:<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nReinaldo encontrou-se com Mar\u00edlia Gabriela no aeroporto de Bras\u00edlia. Durante o encontro, ele chegou a ensinar a ela a utilizar alguns recursos do seu celular.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nDe que celular? De Mar\u00edlia? De Reinaldo? Pode ser de&nbsp;uma ou de outro. O seu provocou a confus\u00e3o. X\u00f4!<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nVeja outro caso:<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nNo seu pronunciamento em Londres, Lula criticou os Estados Unidos. Pegou mal.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nReparou? O seu n\u00e3o tem fun\u00e7\u00e3o. Sobra. Pau nele:<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nNo pronunciamento em Londres, Lula criticou os Estados Unidos. Pegou mal.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nMais um caso:<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nNo acidente, quebrou a sua perna direita, fraturou os seus dedos da m\u00e3o esquerda, arranhou o seu rosto.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nCruz-credo! Rua! Antes das partes do corpo, o possessivo n\u00e3o tem vez. Sem ele, a frase respira aliviada:<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nNo acidente, quebrou a perna direita, fraturou os dedos da m\u00e3o esquerda, arranhou o rosto.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nVoc\u00ea tem uma reda\u00e7\u00e3o pertinho de voc\u00ea? Lei-a com cuidado. Circule os pronomes seu e sua. Agora, leia o texto sem os indesejados. Viu? Eles n\u00e3o fazem falta. Voc\u00ea pode muito bem viver sem eles.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A frase tem tr\u00eas virtudes. A primeira: clareza. A segunda: clareza. A terceira: clareza. Montaigne deu essa li\u00e7\u00e3o h\u00e1 400 anos. At\u00e9 hoje as coisas n\u00e3o mudaram. A clareza ainda \u00e9 a maior qualidade do texto. Por isso, todos que escrevem para ser entendidos n\u00e3o poupam esfor\u00e7os para chegar l\u00e1. &nbsp; &nbsp; H\u00e1 truques que facilitam a tarefa. Um deles: livrar-se [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1768","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1768","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1768"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1768\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1768"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1768"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1768"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}