{"id":17847,"date":"2018-11-19T09:30:56","date_gmt":"2018-11-19T11:30:56","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/?p=17847"},"modified":"2018-11-19T09:30:56","modified_gmt":"2018-11-19T11:30:56","slug":"hino-da-bandeira-tim-tim-por-tim-tim-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/hino-da-bandeira-tim-tim-por-tim-tim-2\/","title":{"rendered":"Hino da Bandeira tim-tim por tim-tim"},"content":{"rendered":"<p>Viva! Hoje \u00e9 Dia da Bandeira. O s\u00edmbolo nacional nasceu em 1889, pouco depois da Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica. A obra n\u00e3o se deve a um s\u00f3 homem.\u00a0 V\u00e1rios brasileiros ajudaram na tarefa. Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos se encarregaram do projeto. D\u00e9cio Valadares, da arte. Desenhou o ret\u00e2ngulo verde, o losango amarelo, o c\u00edrculo azul e a faixa branca.<\/p>\n<p>O hino veio mais tarde. O prefeito do Rio de Janeiro Francisco Pereira Passos teve a ideia. Convidou o poeta Olavo Bilac para compor a letra. E Francisco Braga, professor da Escola Nacional de M\u00fasica, para compor a m\u00fasica. Em 1906, a prefeitura adotou a can\u00e7\u00e3o. A meninada nas escolas a interpretava. Todos aplaudiam. Aos poucos, a moda pegou. Os militares aderiram. Os estados tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Hoje o hino enfrenta dois problemas. Um deles: poucos o cantam. O outro: poucos o entendem. \u00c9 natural. Ele completou 111 anos. Em um s\u00e9culo, a l\u00edngua muda. Palavras se aposentam. Gostos se alteram. A ordem inversa, antes o chique do chique, perdeu prest\u00edgio. Cedeu lugar \u00e0 ordem direta.<\/p>\n<p>E da\u00ed? Nada de reclama\u00e7\u00f5es est\u00e9reis. O jeito \u00e9 dar um jeito: ganhar intimidade com estrofes &amp; cia. Em homenagem ao pend\u00e3o verde-amarelo, a coluna d\u00e1 uma ajudinha a alunos, professores e curiosos. P\u00f5e os versos em ordem direta. E, de quebra, troca os voc\u00e1bulos metidos a besta por outros mais simples. Resultado: o le\u00e3o \u00e9 manso como o c\u00e3ozinho l\u00e1 de casa.<\/p>\n<p><strong>Hino da Bandeira<\/strong><\/p>\n<p><em>Salve, lindo pend\u00e3o da esperan\u00e7a,<\/em><\/p>\n<p><em>Salve, s\u00edmbolo augusto da paz!<\/em><\/p>\n<p><em>Tua nobre presen\u00e7a \u00e0 lembran\u00e7a<\/em><\/p>\n<p><em>A grandeza da p\u00e1tria nos traz.<\/em><\/p>\n<p>(Salve, linda bandeira da esperan\u00e7a, salve, s\u00edmbolo majestoso da paz, tua nobre presen\u00e7a nos traz \u00e0 lembran\u00e7a a grandeza da p\u00e1tria.)<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p><em>Recebe o afeto que se encerra <\/em><\/p>\n<p><em>Em nosso peito juvenil,<\/em><\/p>\n<p><em>Querido s\u00edmbolo da terra, <\/em><\/p>\n<p><em>Da amada terra do Brasil.<\/em><\/p>\n<p>(Recebe o carinho guardado em nosso peito jovem, querido s\u00edmbolo da terra, da amada terra do Brasil.)<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p><em>Em teu seio formoso retratas<\/em><\/p>\n<p><em>Este c\u00e9u de pur\u00edssimo azul,<\/em><\/p>\n<p><em>A verdura sem par destas matas<\/em><\/p>\n<p><em>E o esplendor do Cruzeiro do Sul.<\/em><\/p>\n<p>(Tu retratas este c\u00e9u de azul pur\u00edssimo, o verdor \u00edmpar destas matas e o esplendor do Cruzeiro do Sul em teu interior formoso.)<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p><em>Recebe o afeto que se encerra<\/em><\/p>\n<p><em>Em nosso peito juvenil<\/em><\/p>\n<p><em>Querido s\u00edmbolo da terra,<\/em><\/p>\n<p><em>Da amada terra do Brasil.<\/em><\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>Contemplando o teu vulto sagrado,<\/p>\n<p>Compreendemos o nosso dever;<\/p>\n<p>E o Brasil, por seus filhos amado,<\/p>\n<p>Poderoso e feliz h\u00e1 de ser.<\/p>\n<p>(Compreendemos o nosso dever ao olhar o teu vulto sagrado. E o Brasil, amado pelos filhos, poderoso e feliz h\u00e1 de ser.)<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p><em>Recebe o afeto que se encerra <\/em><\/p>\n<p><em>Em nosso peito juvenil<\/em><\/p>\n<p><em>Querido s\u00edmbolo da terra,<\/em><\/p>\n<p><em>Da amada terra do Brasil.<\/em><\/p>\n<p>***<\/p>\n<p><em>Sobre a imensa na\u00e7\u00e3o brasileira,<\/em><\/p>\n<p><em>Nos momentos de festa ou de dor, <\/em><\/p>\n<p><em>Paira sempre, sagrada bandeira,<\/em><\/p>\n<p><em>Pavilh\u00e3o da justi\u00e7a e do amor.<\/em><\/p>\n<p>(Sagrada bandeira, bandeira da justi\u00e7a e do amor, esteja sempre sobre a enorme na\u00e7\u00e3o brasileira nos momentos de festa ou de dor.)<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p><em>Recebe o afeto que se encerra<\/em><\/p>\n<p><em>Em nosso peito juvenil,<\/em><\/p>\n<p><em>Querido s\u00edmbolo da terra, <\/em><\/p>\n<p><em>Da amada terra do Brasil.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Viva! Hoje \u00e9 Dia da Bandeira. O s\u00edmbolo nacional nasceu em 1889, pouco depois da Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica. A obra n\u00e3o se deve a um s\u00f3 homem.\u00a0 V\u00e1rios brasileiros ajudaram na tarefa. Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos se encarregaram do projeto. D\u00e9cio Valadares, da arte. Desenhou o ret\u00e2ngulo verde, o losango amarelo, o c\u00edrculo azul e a faixa branca. O hino veio mais tarde. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[203],"tags":[2057],"class_list":["post-17847","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-portugues","tag-hino-da-bandeira"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17847","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17847"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17847\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17848,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17847\/revisions\/17848"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17847"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17847"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17847"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}