{"id":1802,"date":"2008-06-18T00:00:00","date_gmt":"2008-06-18T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/xo_comercio_macabro\/"},"modified":"2008-06-18T00:00:00","modified_gmt":"2008-06-18T03:00:00","slug":"xo_comercio_macabro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/xo_comercio_macabro\/","title":{"rendered":"X\u00f4, com\u00e9rcio macabro"},"content":{"rendered":"<p><BR>&nbsp;<br \/>\nPode? N\u00e3o pode. Mas aconteceu. A administradora do cemit\u00e9rio de Bras\u00edlia profanava t\u00famulos. Na calada da noite, roubava caix\u00f5es e desocupava sepulturas. Depois, revendia tudo. No Dia de Finados, o com\u00e9rcio macabro veio \u00e0 tona. Familiares foram homenagear os que foram na frente e\u2026 surpresa! Encontraram as covas vazias. O horror motivou a abertura da CPI dos Ossos. As investiga\u00e7\u00f5es levaram a seq\u00fc\u00eancia de horrores.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nResultado: o governo n\u00e3o teve sa\u00edda. Conjugou o verbo intervir. Mas se cercou de cuidados. O triss\u00edlabo \u00e9 desacreditado como pol\u00edtico louquinho pra ser eleito. \u00c9 que ele revela a fam\u00edlia na cara. Filhote de vir, conjuga-se como o paiz\u00e3o. Mas muitos n\u00e3o acreditam. Juram que ele deriva de ver. \u00c9 um tal de intervi pra c\u00e1, interviu pra l\u00e1, intervisse pracol\u00e1. Cruz-credo! Ele d\u00e1 o troco. Desmoraliza os algozes.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<BR><STRONG>O DNA<\/STRONG><br \/>\n<STRONG><\/STRONG>&nbsp;<STRONG><br \/>\n<BR><\/STRONG>Mantenha seu moral l\u00e1 no alto. Flexione intervir como manda a certid\u00e3o de nascimento: eu venho (intervenho), ele vem (interv\u00e9m), n\u00f3s vimos (intervimos), eles v\u00eam (interv\u00eam); eu vim (intervim), ele veio (interveio), n\u00f3s viemos (interviemos), eles vieram (intervieram); se eu viesse (interviesse), ele viesse (interviesse), n\u00f3s vi\u00e9ssemos (intervi\u00e9ssemos), eles viessem (interviessem); quando eu vier (intervier), ele vier (intervier), n\u00f3s viermos (interviermos), eles vierem (intervierem). E por a\u00ed vai.&nbsp;<BR>&nbsp;<BR><STRONG><\/STRONG><br \/>\n<STRONG><\/STRONG>&nbsp;<br \/>\n<STRONG>O grampo<\/STRONG><BR><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nReparou? Ele vem, ele interv\u00e9m. O acento se explica. Monoss\u00edlabo terminado em em dispensa o grampinho. \u00c9 o caso de bem, quem, ele tem. Interv\u00e9m, com mais de uma s\u00edlaba, joga no time das ox\u00edtonas. As terminadas em em ganham o agud\u00e3o: armaz\u00e9m, cont\u00e9m, algu\u00e9m, ningu\u00e9m. E, claro, interv\u00e9m.<BR>&nbsp;<BR><br \/>\n<STRONG>A vez<\/STRONG><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<BR>Monoss\u00edlabos terminados em em nunca ganham acento? Ganham num caso. Quando diferenciam o singular do plural. Veja: ele vem, eles v\u00eam; ele tem, eles t\u00eam.<BR>&nbsp;<BR><br \/>\n<STRONG><\/STRONG>&nbsp;<br \/>\n<STRONG>Dose dupla<\/STRONG><br \/>\n<STRONG><\/STRONG>&nbsp;<br \/>\nN\u00e3o bobeie. Abra os dois olhos. A termina\u00e7\u00e3o \u00eaem s\u00f3 ocorre com verbos pra l\u00e1 de especiais. S\u00e3o os que, na 3\u00aa pessoa do singular, terminam em \u00ea. Na 3\u00aa do plural, dobram o e e mant\u00eam o acento: ele v\u00ea, eles v\u00eaem; ele cr\u00ea, eles cr\u00eaem; ele l\u00ea, eles l\u00eaem; ele d\u00ea, eles d\u00eaem.<br \/>\n<BR>&nbsp;<BR><STRONG>Reda\u00e7\u00e3o oficial<\/STRONG><br \/>\n<STRONG><\/STRONG>&nbsp;<br \/>\n<STRONG>&nbsp;<br \/>\n<\/STRONG>Na reda\u00e7\u00e3o oficial, aparece um chav\u00e3o repetido h\u00e1 d\u00e9cadas. Apesar da avan\u00e7ada idade, por\u00e9m, continua a despertar d\u00favidas. Trata-se da introdu\u00e7\u00e3o de cartas, of\u00edcios e memorandos. Voc\u00ea sabe qual a forma nota mil?<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<BR>a. Vimos pela presente\u2026<BR><br \/>\nb. Viemos pela presente&#8230;<br \/>\n<BR>&nbsp;<br \/>\nTrata-se do presente do verbo vir (eu venho, ele vem, n\u00f3s vimos, eles v\u00eam). Viemos \u00e9 passado (eu vim, ele veio, n\u00f3s viemos, eles vieram). Como sabemos que se trata do presente? Na d\u00favida, mude a pessoa. Em vez de n\u00f3s, use eu (venho pela presente). <BR>&nbsp;<BR><br \/>\n<STRONG>Concurso<\/STRONG><br \/>\n<STRONG><\/STRONG>&nbsp;<br \/>\nOs concursos adoram pegar a mo\u00e7ada pelo p\u00e9. Uma das ciladas preferidas \u00e9 a confus\u00e3o com os verbos vir e ver. Quest\u00f5es como esta s\u00e3o pra l\u00e1 de comuns. Qual a op\u00e7\u00e3o nota mil?<br \/>\n&nbsp;<br \/>\na. Quando eu vir Maria, perguntarei se eles v\u00eam ou n\u00e3o v\u00eam ao jantar.<br \/>\n<BR>b. Quando eu vir Maria, perguntarei se eles veem ou n\u00e3o veem ao jantar.<br \/>\n<BR>c. Quando eu ver Maria, perguntarei se eles v\u00eam ou n\u00e3o v\u00eam ao jantar.<br \/>\n<BR>d. Quando eu ver Maria, perguntarei se eles v\u00eaem ou n\u00e3o v\u00eaem ao jantar.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<BR>Eta confus\u00e3o! No sufoco, como se safar? Lembre-se de que o futuro do subjuntivo deriva do pret\u00e9rito perfeito. Mais precisamente \u2014 da 3\u00aa pessoa do plural menos o -am final: eu vi, ele viu, n\u00f3s vimos, eles vir(am).<br \/>\n<BR>Desvendado o mist\u00e9rio. A op\u00e7\u00e3o <STRONG>a<\/STRONG> merece nota mil.<BR>&nbsp;<BR><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Pode? N\u00e3o pode. Mas aconteceu. A administradora do cemit\u00e9rio de Bras\u00edlia profanava t\u00famulos. Na calada da noite, roubava caix\u00f5es e desocupava sepulturas. Depois, revendia tudo. No Dia de Finados, o com\u00e9rcio macabro veio \u00e0 tona. Familiares foram homenagear os que foram na frente e\u2026 surpresa! Encontraram as covas vazias. O horror motivou a abertura da CPI dos Ossos. 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