{"id":1822,"date":"2008-06-22T00:00:00","date_gmt":"2008-06-22T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/la_onde_o_sol_nasce\/"},"modified":"2008-06-22T00:00:00","modified_gmt":"2008-06-22T03:00:00","slug":"la_onde_o_sol_nasce","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/la_onde_o_sol_nasce\/","title":{"rendered":"L\u00e1 onde o sol nasce"},"content":{"rendered":"<p><BR>&nbsp;<BR>A palavra tem dois ideogramas. Um quer dizer dia. O outro, origem. Por isso o Jap\u00e3o \u00e9 conhecido como terra do sol nascente. H\u00e1 100 anos os filhos do arquip\u00e9lago que fica do outro lado do mundo desembarcaram no Brasil. Eram 781 fugitivos da fome e da crise econ\u00f4mica. Esperavam ganhar dinheiro rapidinho e voltar pra terra amada. N\u00e3o voltaram.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nHoje formam comunidade de 1,5 milh\u00e3o de pessoas que se integraram \u00e0 nova p\u00e1tria. Para c\u00e1 trouxeram hist\u00f3rias e tradi\u00e7\u00f5es. Deram exemplo de paci\u00eancia, pontualidade e respeito. Desenvolveram a agricultura e enriqueceram a culin\u00e1ria e a l\u00edngua. S\u00e3o pra l\u00e1 de bem-vindos.<BR>&nbsp;<BR><br \/>\n<STRONG>Outro nome<\/STRONG><br \/>\n<STRONG><\/STRONG>&nbsp;<br \/>\nOs japoneses s\u00e3o chamados de nip\u00f4nicos. O voc\u00e1bulo vem de Nipon. O nome tem tudo a ver com os ideogramos que formam a palavra. Ni quer dizer sol. Pon, fonte, origem. Viu? \u00c9 Jap\u00e3o na l\u00edngua deles. O triss\u00edlabo ganha forma reduzida \u2014 nipo. Com ela, formamos os compostos nipo-brasileiro, nipo-africano, nipo-franc\u00eas.<BR>&nbsp;<BR><br \/>\n<STRONG>Gente de casa<\/STRONG><br \/>\n<STRONG><\/STRONG>&nbsp;<STRONG><br \/>\n<\/STRONG>Palavras do outro lado do mundo se tornaram gente de casa. Quimomo substitui roup\u00e3o com naturalidade. Brasileiros comp\u00f5em os sofisticados haikais como se fossem quadrinhas. Meninos e meninas praticam jud\u00f4, carat\u00ea, sum\u00f4 como lutam capoeira. Nisseis entraram na paisagem humana nacional como mulatos, cafuzos e caboclos.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nCursos de origami e iquebana fazem parte do curr\u00edculo escolar. Saqu\u00ea freq\u00fcenta a mesa da pinga. O sushi figura em charrascarias como picanha e maminha. O tat\u00e2mi disputa a vez com o carpete. Caraoqu\u00ea faz a festa dos aprendizes de cantores. E a gueixa? O jeito delicado da mulher sedutora enche a todos de inveja. <BR>&nbsp;<BR><br \/>\n<STRONG>Riqueza do Ocidente<\/STRONG><br \/>\n<STRONG><\/STRONG>&nbsp;<br \/>\nO japon\u00eas tamb\u00e9m ganhou contribui\u00e7\u00e3o portuguesa. A hist\u00f3ria nasceu h\u00e1 muito tempo. Em 1549, S\u00e3o Francisco Xavier chegou \u00e0quelas ilhas distantes. Na bagagem levava o cristianismo. N\u00e3o teve \u00eaxito na introdu\u00e7\u00e3o da nova f\u00e9, mas deixou marcas ocidentais por l\u00e1. As palavras servem de exemplo. Pan vem de p\u00e3o. Koppu, copo. Botan, bot\u00e3o. Arubamu, \u00e1lbum. Arigat\u00f4, obrigado. Tempura, tempero.<BR>&nbsp;<BR><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;A palavra tem dois ideogramas. Um quer dizer dia. O outro, origem. Por isso o Jap\u00e3o \u00e9 conhecido como terra do sol nascente. H\u00e1 100 anos os filhos do arquip\u00e9lago que fica do outro lado do mundo desembarcaram no Brasil. Eram 781 fugitivos da fome e da crise econ\u00f4mica. Esperavam ganhar dinheiro rapidinho e voltar pra terra amada. 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