{"id":18696,"date":"2019-02-03T11:52:28","date_gmt":"2019-02-03T13:52:28","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/?p=18696"},"modified":"2019-02-03T11:52:28","modified_gmt":"2019-02-03T13:52:28","slug":"pronomes-atonos-acerte-sempre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/pronomes-atonos-acerte-sempre\/","title":{"rendered":"Pronomes \u00e1tonos: acerte sempre"},"content":{"rendered":"<p>Na l\u00edngua existem criaturas errantes. S\u00e3o os pronomes \u00e1tonos. <strong>Me<\/strong>, <strong>te<\/strong>, <strong>se<\/strong>, <strong>lhe<\/strong>, <strong>o<\/strong>, <strong>a<\/strong> adoram bater perna. Ora aparecem antes do verbo. Ora, depois. H\u00e1 tamb\u00e9m os que se metem no meio. Mas, apesar da flexibilidade, muitos abusam. Cometem pecados. Sete se destacam.<\/p>\n<p>1. <strong>Iniciar a frase com o fracote<\/strong><\/p>\n<p>O pronome se chama \u00e1tono porque \u00e9 fraco. T\u00e3o fraco que precisa de apoio. Onde se encostar? Em outra palavra. Por isso, na norma culta, \u00e9 proibido iniciar a frase com pronome \u00e1tono. O pecador deixa a v\u00edtima desamparada. Ela tomba. Na queda, atropela a reputa\u00e7\u00e3o do \u00edmpio.<\/p>\n<p>2. <strong>Ignorar a abrang\u00eancia de <em>iniciar<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Olho vivo! Iniciar a frase tem duas acep\u00e7\u00f5es. Uma \u00e9 iniciar mesmo, ser a primeira palavra do per\u00edodo. Assim: <em>Me d\u00e1 um cigarro? Te telefono amanh\u00e3. Lhe deu a resposta ontem<\/em>.<\/p>\n<p>A outra usa m\u00e1scaras. Deixa o pronome desprotegido. Mas n\u00e3o inicia a frase. Em geral vem depois de v\u00edrgula. Compare: <em>Aqui se fala portugu\u00eas<\/em>. (O <strong>aqui <\/strong>ampara o pronome.) <em>Aqui, fala-se<\/em> <em>portugu\u00eas<\/em>. (Ops! A v\u00edrgula impede o apoio.)<\/p>\n<p>Nem sempre a v\u00edrgula expulsa o pequenino para depois do verbo. H\u00e1 casos em que ela separa termos intercalados. O apoio se distancia, mas permanece. Preste aten\u00e7\u00e3o na malandragem:<\/p>\n<p><em>Bras\u00edlia se localiza no Planalto Central. Bras\u00edlia, a capital do Brasil, se localiza no Planalto <\/em><em>Central.<\/em> (Mesmo de longe, <em>Bras\u00edlia<\/em> ampara o pronome.)<\/p>\n<p>3. <strong>Desrespeitar a atra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 palavras que funcionam como \u00edm\u00e3s. Puxam o pronome para junto de si. Lembra-se delas? Eis algumas:<\/p>\n<p>a. <strong>a gangue do qu<\/strong> (<strong>qu<\/strong>e, <strong>qu<\/strong>em, <strong>qu<\/strong>ando, <strong>qu<\/strong>anto, <strong>qu<\/strong>al):\u00a0<em>Quero <strong>que se<\/strong> retirem logo.<\/em><\/p>\n<p>b. <strong>a turma negativa<\/strong> (n\u00e3o, nunca, jamais, ningu\u00e9m, nada): <em><strong>N\u00e3o me<\/strong> disse nada.<\/em><\/p>\n<p>c. <strong>as senhoras conjun\u00e7\u00f5es subordinativas<\/strong> (como, porque, embora, se, conquanto):\u00a0<em><strong> Se me<\/strong> convidarem, irei.<\/em><\/p>\n<p>4. <strong>Bobear com o futuro<\/strong><\/p>\n<p>Sabia? A termina\u00e7\u00e3o do futuro tem alergia ao pronome. Ambos, futuro do presente (irei) e futuro do pret\u00e9rito (iria), ficam cheinhos de brotoejas diante do \u00e1tono. A sa\u00edda? H\u00e1 duas.<\/p>\n<p>1. levar o pronome para antes do verbo. No caso, o pequenino tem de ter amparo: Maria me telefonar\u00e1 amanh\u00e3. Se pudesse, Bolsonaro, o presidente do Brasil, se manteria no Planalto.<\/p>\n<p>2. ficar no meio do caminho. Sem apoio e impedido de se colocar na rabeira do verbo, fica no meio do caminho. Como? Posiciona-se entre o infinitivo e a termina\u00e7\u00e3o do verbo. Veja:<\/p>\n<p><em>Telefonar-lhe-ei amanh\u00e3. Falar-se-iam mais tarde<\/em>.<\/p>\n<p>5. <strong>Esquecer a maquiagem<\/strong><\/p>\n<p>Ops! Olho nos pronomes <strong>o<\/strong> e <strong>a<\/strong>. Antecedidos de r, s, z, viram <strong>lo<\/strong>, <strong>la<\/strong>: <em>Vou p\u00f4r o livro na estante. (Vou p\u00f4-lo na estante.) Ajudamos os amigos. (Ajudamo-los.) Fez a filha feliz. (F\u00ea-la feliz.)<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na l\u00edngua existem criaturas errantes. S\u00e3o os pronomes \u00e1tonos. Me, te, se, lhe, o, a adoram bater perna. Ora aparecem antes do verbo. Ora, depois. H\u00e1 tamb\u00e9m os que se metem no meio. 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