{"id":19454,"date":"2019-04-21T07:52:36","date_gmt":"2019-04-21T10:52:36","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/?p=19454"},"modified":"2019-04-21T07:54:18","modified_gmt":"2019-04-21T10:54:18","slug":"19454-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/19454-2\/","title":{"rendered":"A P\u00e1scoa e a l\u00edngua: morte vic\u00e1ria e termos vic\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>P\u00e1scoa \u00e9 palavra hebraica. Quer dizer passagem. \u00c9 t\u00e3o antiga quanto Ad\u00e3o e Eva. Bem antes de Mois\u00e9s vir ao mundo, os pastores n\u00f4mades comemoravam o evento. Cantavam e dan\u00e7avam pela despedida do inverno e a chegada da primavera. Na nova esta\u00e7\u00e3o, a neve se ia. Os campos se cobriam de pastagens. Os alimentos abundavam. Oba!<\/p>\n<p>Mais tarde, os judeus come\u00e7aram a festejar a P\u00e1scoa. Lembravam, com sacrif\u00edcios, a sa\u00edda do povo de Israel do Egito. Era a passagem da escravid\u00e3o para a liberdade. No livro <em>\u00caxodo<\/em>, a <em>B\u00edblia<\/em> conta toda a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Em 325, os crist\u00e3os institu\u00edram a efem\u00e9ride. Com ela, exaltam a ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo. Em outras palavras: a passagem da morte para a vida. Para cat\u00f3licos e protestantes, a data simboliza a morte vic\u00e1ria \u2014 Jesus morreu em lugar dos homens. Para salv\u00e1-los.<\/p>\n<p><strong>Que tal o meu lugar?<\/strong><\/p>\n<p>A religi\u00e3o fala em morte vic\u00e1ria. A l\u00edngua, em termo vic\u00e1rio. Ambos t\u00eam um ponto comum \u2014 a substitui\u00e7\u00e3o. A morte de Cristo evitou a dos homens. O termo vic\u00e1rio toma o lugar de outro j\u00e1 citado. Viva! Evita repeti\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Escrever a mesma palavra pertinho uma da outra? N\u00e3oooooooooo! A frase fica mon\u00f3tona. O vicarinho quebra o galho. \u00c9 o caso do pronome pessoal de 3\u00aa pessoa. <em>Ele<\/em> e <em>ela<\/em> fazem as vezes de um nome referido. Veja: <em>Muitas pessoas t\u00eam triplo expediente. \u00c9 o caso de <strong>Maria<\/strong>. <strong>Ela<\/strong> trabalha das 8h \u00e0s 18h. Depois, estuda<\/em>.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Outro exemplo<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 gente sem car\u00e1ter. E verbos tamb\u00e9m. O campe\u00e3o da turma \u00e9 <em>fazer<\/em>. Num piscar de olhos, l\u00e1 est\u00e1 ele em lugar de outro: <em>Planejei entregar o trabalho antes do feriad\u00e3o. Depois de muito esfor\u00e7o, consegui faz\u00ea-lo (consegui entregar)<\/em>.<\/p>\n<p><strong>Folclore<\/strong><\/p>\n<p>A frase jocosa atribu\u00edda a J\u00e2nio Quadros entrou no folclore pol\u00edtico. Lembra-se? Nela, o bigodudo da vassourinha abusou do vic\u00e1rio:<\/p>\n<p>\u2014 Por que o senhor renunciou?, perguntou o rep\u00f3rter.<\/p>\n<p>\u2014 Fi-lo (renunciei) porque qui-lo (quis renunciar).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; P\u00e1scoa \u00e9 palavra hebraica. Quer dizer passagem. \u00c9 t\u00e3o antiga quanto Ad\u00e3o e Eva. Bem antes de Mois\u00e9s vir ao mundo, os pastores n\u00f4mades comemoravam o evento. Cantavam e dan\u00e7avam pela despedida do inverno e a chegada da primavera. Na nova esta\u00e7\u00e3o, a neve se ia. Os campos se cobriam de pastagens. Os alimentos abundavam. Oba! 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