{"id":2055,"date":"2008-07-15T20:00:00","date_gmt":"2008-07-15T23:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/nem_tanto_ao_ceu_nem_tanto_ao_mar\/"},"modified":"2008-07-15T20:00:00","modified_gmt":"2008-07-15T23:00:00","slug":"nem_tanto_ao_ceu_nem_tanto_ao_mar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/nem_tanto_ao_ceu_nem_tanto_ao_mar\/","title":{"rendered":"Nem tanto ao c\u00e9u nem tanto ao mar"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<br \/>\nArnaldo Jabor conta: &#8220;H\u00e1 um tempo quebrei o bra\u00e7o. E, creio, meu pobre estilo melhorou, pois tinha de escrever com um dedo s\u00f3 e a dor me obrigava a per\u00edodos menores. A frase menor d\u00f3i menos. Tirei adjetivos, n\u00e3o perfumei palavras.&#8221;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nEle aprendeu com dor li\u00e7\u00e3o que vem de lonnnnnnnnnnnnnnge. Montaigne, h\u00e1 400 anos, ensinou: &#8220;O estilo deve ter tr\u00eas virtudes &#8212; clareza, clareza e clareza&#8221;. Como chegar l\u00e1? H\u00e1 sa\u00eddas. Uma delas:&nbsp;fugir das frases quilom\u00e9tricas, as que se perdem no caminho e se esquecem de termimar.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;Vinicius de Moraes deu a receita. &#8220;Uma frase longa&#8221;, disse ele, &#8220;n\u00e3o \u00e9 nada mais que duas curtas.&#8221; \u00c9 isso. Transforme as frases compridas em curtas. Como? Use pontos. Eis duas dicas:&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<STRONG>1. Substitua o ger\u00fandio por ponto<\/STRONG><br \/>\n<STRONG><\/STRONG>&nbsp;<br \/>\nA Justi\u00e7a Federal e o Supremo Tribunal Federal se desentenderam na opera\u00e7\u00e3o que p\u00f4s Daniel Dantas, Naji Nahas, Celso Pitta &amp; cia. na cadeia tornando p\u00fablicas, com o bate-boca,&nbsp;as desaven\u00e7as entre as inst\u00e2ncias.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nPonhamos em pr\u00e1tica a dica:<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nA Justi\u00e7a Federal e o Supremo Tribunal Federal se desentenderam na opera\u00e7\u00e3o que p\u00f4s Daniel Dantas, Naji Nahas, Celso Pitta &amp; cia. na cadeia. Tornaram p\u00fablicas, com o bate-boca,&nbsp;as desaven\u00e7as entre as inst\u00e2ncias.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<STRONG>2. Troque a ora\u00e7\u00e3o coordenada por ora\u00e7\u00e3o absoluta<\/STRONG><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nCheguei, tarde da noite, \u00e0 pousada que havia reservado, meio de improviso,&nbsp;com ajuda da ag\u00eancia de viagem; vi h\u00f3spedes meio estranhos que trocavam sinais por meio de olhares, fiquei assustado e ca\u00ed fora.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nVenham, pontos:<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nCheguei, tarde da noite, \u00e0 pousada que havia reservado, meio de improviso,&nbsp;com ajuda da ag\u00eancia de viagem. Vi h\u00f3spedes meio estranhos que trocavam sinais por meio de olhares. Fiquei assustado e ca\u00ed fora.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nS\u00f3 frases curtas t\u00eam vez? Claro que n\u00e3o. Prefira as curtas. Mas n\u00e3o casse as longas. Como diz o outro, nem tanto ao c\u00e9u nem tanto ao mar. Fique com a coluna do meio.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Arnaldo Jabor conta: &#8220;H\u00e1 um tempo quebrei o bra\u00e7o. E, creio, meu pobre estilo melhorou, pois tinha de escrever com um dedo s\u00f3 e a dor me obrigava a per\u00edodos menores. A frase menor d\u00f3i menos. Tirei adjetivos, n\u00e3o perfumei palavras.&#8221; &nbsp; Ele aprendeu com dor li\u00e7\u00e3o que vem de lonnnnnnnnnnnnnnge. Montaigne, h\u00e1 400 anos, ensinou: &#8220;O estilo deve ter tr\u00eas virtudes &#8212; clareza, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2055","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2055","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2055"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2055\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2055"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2055"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2055"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}