{"id":2067,"date":"2008-07-17T00:00:00","date_gmt":"2008-07-17T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/apelacao-2\/"},"modified":"2008-07-17T00:00:00","modified_gmt":"2008-07-17T03:00:00","slug":"apelacao-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/apelacao-2\/","title":{"rendered":"Apela\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p> Precaver-se significa acautelar-se, prevenir-se, ficar de sobreaviso. Apesar das apar\u00eancias, n\u00e3o tem parentesco com o verbo ver. Um nada tem a ver com o outro.<br \/>\n<DIV>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cheio de n\u00e3o-me-toques, precaver-se n\u00e3o se conjuga em todas as formas. No presente do indicativo, s\u00f3 o n\u00f3s e o v\u00f3s t\u00eam vez: n\u00f3s nos precavemos, v\u00f3s vos precaveis.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;&nbsp;&nbsp; A aus\u00eancia do eu no presente do indicativo faz estragos. Torna o coitado um aleij\u00e3o. Nada de presente do subjuntivo e do imperativo negativo. Do imperativo afirmativo, s\u00f3 o precavei v\u00f3s.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em compensa\u00e7\u00e3o, os pret\u00e9ritos perfeito e imperfeito est\u00e3o a\u00ed, inteirinhos: precavi, precaveste, precaviu, precavemos, precavestes, precaveram; precavia, precavias, precavia, precav\u00edamos, precavias, precaviam.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aten\u00e7\u00e3o, descuidado. N\u00e3o existem as formas precavejo, precavento, precav\u00e9m, precavenha, precaveja. N\u00e3o caia na tenta\u00e7\u00e3o. Esque\u00e7a esas formas. No aperto, troque o precaver por prevenir ou acautelar-se. De insubstitu\u00edveis o cemit\u00e9rio est\u00e1 assim, \u00f3.<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV><STRONG>X\u00f4, satan\u00e1s<\/STRONG><\/DIV><br \/>\n<DIV><STRONG><\/STRONG>&nbsp;<\/DIV><br \/>\n<DIV>&nbsp;<STRONG>&nbsp;&nbsp; &#8220;Saia fora do vermelho&#8221;<\/STRONG>, diz manchete do Jornal do rasil de <\/DIV><br \/>\nAfro<br \/>\nVersatilidade n\u00e3o \u00e9 pra quem quer. Mas pra quem pode. O afro sabe disso. Ora aparece como substantivo. Ora como adjetivo. Ora como prefixo.<br \/>\nComo substantivo e adjetivo, flexiona-se normalmente: o afros, povos afros, ritmos afros, cabeleiras afras.<br \/>\nComo prefixo, tem manhas. Se entra na composi\u00e7\u00e3o de adjetivos p\u00e1trios, exige h\u00edfen: afro-asi\u00e1tico, afro-americano, afro-brasileiro. Nos demais compostos, vem juntinho: afrolatria, afrogenia.<br \/>\nPlural de siglas<br \/>\nSiglas t\u00eam plural? A tend\u00eancia moderna \u00e9 dar-lhes o essezinho: PM, PMs, MP, MPs.<br \/>\nM\u00e3o-de-obra<br \/>\nAssim, com h\u00edfen. Como p\u00e9-de-moleque, p\u00e3o-de-l\u00f3. Plural: m\u00e3os-de-obra, p\u00e9s-de-moleque, p\u00e3es-de-l\u00f3.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n\u00c0 medida que? Na medida em que?<br \/>\nParecido n\u00e3o \u00e9 igual. Mas confunde. \u00c0 medida que \u00e9 conjun\u00e7\u00e3o proporcional. Quer dizer \u00e0 propor\u00e7\u00e3o que:<\/p>\n<p>\u00c0 medida que as investiga\u00e7\u00f5es avan\u00e7am, mais peixes v\u00e3o caindo na rede.<\/p>\n<p>Na medida em que d\u00e1 id\u00e9ia de causa. Significa uma vez que, tendo em<br \/>\nvista:<\/p>\n<p>Aumentaram os casos de desidrata\u00e7\u00e3o na medida em que (porque) a<br \/>\numidade relativa do ar chegava a n\u00edveis cr\u00edticos.<\/p>\n<p>Cuidado com os cruzamentos. N\u00e3o combine partes de uma com as de outra.<br \/>\n&#8220;\u00c0 medida em que&#8221; e &#8220;na medida que&#8221; n\u00e3o existem. S\u00e3o aleij\u00f5es.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Precaver-se significa acautelar-se, prevenir-se, ficar de sobreaviso. Apesar das apar\u00eancias, n\u00e3o tem parentesco com o verbo ver. Um nada tem a ver com o outro. &nbsp;&nbsp;&nbsp; Cheio de n\u00e3o-me-toques, precaver-se n\u00e3o se conjuga em todas as formas. No presente do indicativo, s\u00f3 o n\u00f3s e o v\u00f3s t\u00eam vez: n\u00f3s nos precavemos, v\u00f3s vos precaveis. &nbsp;&nbsp;&nbsp; A aus\u00eancia do eu no presente do indicativo faz [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2067","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2067","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2067"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2067\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2067"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2067"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2067"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}