{"id":2087,"date":"2008-07-19T00:00:00","date_gmt":"2008-07-19T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/voto_de_minerva\/"},"modified":"2008-07-19T00:00:00","modified_gmt":"2008-07-19T03:00:00","slug":"voto_de_minerva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/voto_de_minerva\/","title":{"rendered":"Voto de Minerva"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/wp-content\/uploads\/blog-dad\/c609af771fdfcbfa2caa74d96a235045.jpg\"><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nPor esta Cristina Kirchner n\u00e3o esperava. A presidenta argentina queria porque queria aumentar os impostos sobre as exporta\u00e7\u00f5es de gr\u00e3os. Na vota\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara, ganhou f\u00e1cil. Na do Senado, a hist\u00f3ria mudou de enredo. Deu 36 a 36. Coube ao vice-presidente do pa\u00eds, que preside a C\u00e2mara Alta, decidir a contenda. Ele deu o voto de Minerva. Derrotou a chefe.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nA express\u00e3o voto de Minerva apareceu gloriosa nas manchetes do notici\u00e1rio de r\u00e1dios, jornais e tev\u00eas. Vale, por isso, conhecer a origem dos tr\u00eas voc\u00e1bulos que d\u00e3o a palavra final em disputas importantes ou nem tanto.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nNa Gr\u00e9cia, ela \u00e9 Atena. Em Roma, Minerva. A deusa nasceu adulta. Veio ao mundo armada, de capacete e acompanhada de uma coruja. Ao ver a luz do dia, soltou um grito de guerra. Daquele momento em diante, tornou-se a deusa dos combates. Lutou contra gigantes e grandes guerreiros. Ganhou todas as batalhas. Por qu\u00ea? Ela era muito, mas muito inteligente. Todos a chamavam de deusa da sabedoria.<br \/>\n<BR>&nbsp;<BR>Um dia, ela e Pos\u00eaidon brigaram. Os dois queriam ser os maiorais de Atenas, a capital da Gr\u00e9cia. O povo n\u00e3o queria saber de derramamento de sangue. Resolveu, ent\u00e3o, lan\u00e7ar um desafio. Ganharia quem oferecesse o presente mais importante ao pa\u00eds.<br \/>\n<BR>&nbsp;<BR>Pos\u00eaidon era o dono das \u00e1guas. Com um tridente, bateu forte na colina da Acr\u00f3pole. Milagre! Surgiu uma fonte de \u00e1gua salgada. Atena n\u00e3o deixou por menos. Cobriu o pa\u00eds de oliveiras, a planta da azeitona. Com o azeite de oliva, o povo iluminou a cidade, temperou a salada e fez \u00f3leos perfumados.<br \/>\n<BR>&nbsp;<BR>Atena venceu a competi\u00e7\u00e3o. Como pr\u00eamio, a capital da Gr\u00e9cia se chama Atenas. E a coruja, seu animal favorito, virou s\u00edmbolo da sabedoria. Por isso toda faculdade de filosofia aparece com uma corujinha. \u00c9 que filosofia quer dizer amigo da sabedoria.<BR>&nbsp;<br \/>\nE o tal voto de Minerva? A express\u00e3o nasceu assim: Orestes, filho de Clitenmestra, foi acusado de assassinar a m\u00e3e. No julgamento, houve empate entre os jurados. Coube a Minerva o voto decisivo, que foi em favor do r\u00e9u. Voto de Minerva \u00e9, pois, o voto que decide.&nbsp;&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<BR>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; Por esta Cristina Kirchner n\u00e3o esperava. A presidenta argentina queria porque queria aumentar os impostos sobre as exporta\u00e7\u00f5es de gr\u00e3os. Na vota\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara, ganhou f\u00e1cil. Na do Senado, a hist\u00f3ria mudou de enredo. Deu 36 a 36. Coube ao vice-presidente do pa\u00eds, que preside a C\u00e2mara Alta, decidir a contenda. Ele deu o voto de Minerva. 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