{"id":2103,"date":"2008-07-21T00:00:00","date_gmt":"2008-07-21T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/chove_chuva\/"},"modified":"2008-07-21T00:00:00","modified_gmt":"2008-07-21T03:00:00","slug":"chove_chuva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/chove_chuva\/","title":{"rendered":"Chove chuva"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<br \/>\nQue saudade! Cad\u00ea as flores que enfeitam os jardins, as pra\u00e7as, os canteiros das ruas? O sol secou. A seca comeu. O vento levou. No lugar, ficou a grama queimada. Os brasilienses olham pro alto loucos por nuvens escuras. S\u00f3 v\u00eaem a explos\u00e3o de azul que caracteriza o mais belo c\u00e9u do Brasil. &#8220;E a chuva?&#8221;, perguntam eles. A resposta n\u00e3o vem. Mas o verbo ganha destaque nas conversas e nas preces.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<BR>Cria-se, ent\u00e3o, uma corrente do bem. Todos conjugam o verbo chover. Descobrem, ent\u00e3o, que ele tem manhas. Sabe qual \u00e9? Marque a op\u00e7\u00e3o pra l\u00e1 de certa:<br \/>\n&nbsp;<br \/>\na. Chover \u00e9 impessoal. S\u00f3 se conjuga na terceira pessoa do singular.<br \/>\n<BR>b. Chover \u00e9 pessoal. Conjuga-se como os verbos regulares da 2\u00aa conjuga\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<BR>c. As op\u00e7\u00f5es a e b est\u00e3o certinhas da silva.<br \/>\n<BR>&nbsp;<BR><STRONG>E da\u00ed?<\/STRONG><br \/>\n<STRONG><\/STRONG>&nbsp;<STRONG><br \/>\n<BR><\/STRONG>Marcou a letra c? Viva! Acertou em cheio. Quando indica fen\u00f4meno da natureza, chover n\u00e3o tem sujeito. Impessoal, joga no time de nevar, ventar e chuviscar. S\u00f3 se conjuga na 3\u00aa pessoa do singular: Na esta\u00e7\u00e3o das \u00e1guas, chove continuamente no Distrito Federal. Chover\u00e1 hoje? Talvez chova nos fins de agosto ou in\u00edcio de setembro.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<BR>A impessoalidade \u00e9 contagiosa. Os auxiliares de chover &amp; cia. se tornam tamb\u00e9m impessoais. Com eles, s\u00f3 a 3\u00aa pessoa do singular tem vez: Na esta\u00e7\u00e3o das \u00e1guas, deve chover continuamente no Distrito Federal. Vai chover hoje? Talvez v\u00e1 chover nos fins de agosto ou in\u00edcio de setembro.<br \/>\n<BR>&nbsp;<BR><STRONG>Generosidade<\/STRONG><br \/>\n<STRONG><\/STRONG>&nbsp;<STRONG><br \/>\n<BR><\/STRONG>A l\u00edngua \u00e9 mais generosa que cora\u00e7\u00e3o de m\u00e3e. Permite que o verbo impessoal vire a casaca. Chover, abusado, n\u00e3o pensa duas vezes. Torna-se pessoal com o sentido de derramar, cair em abund\u00e2ncia. Conjuga-se, ent\u00e3o, como vender, comer e beber: Chovem processos na Vara da Inf\u00e2ncia e da Juventude. Deus chove b\u00ean\u00e7\u00e3os sobre n\u00f3s. A mangueira chovia frutos maduros.&nbsp;<BR>&nbsp;<BR><br \/>\n<STRONG>M\u00e3os \u00e0 obra<\/STRONG><br \/>\n<STRONG><\/STRONG>&nbsp;<STRONG><br \/>\n<BR><\/STRONG>Merece nota mil a frase:<br \/>\n<BR>a. Deve chover protestos na volta \u00e0s aulas.<br \/>\n<BR>b. Devem chover protestos na volta \u00e0s aulas.<BR><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n***<BR><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nA resposta? Na pr\u00f3xima coluna. At\u00e9 l\u00e1.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n***<br \/>\n&nbsp;<br \/>\na. Na semana passada voc\u00ea assinalou a frase pra l\u00e1 de certa. \u00c9 ela:<br \/>\n<BR>a. Se Deus quiser e eu me esfor\u00e7ar, entro na universidade este ano.<br \/>\n<BR>b. Se Deus quizer e eu me esfor\u00e7ar, entro na universidade este ano.<br \/>\n<BR>&nbsp;<br \/>\nEscolheu a letra a? Acertou. V\u00e1 em frente.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n(Coluna publicada no caderno Gabarito, publicada no Correio Braziliense \u00e0s segundas-feiras.)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Que saudade! Cad\u00ea as flores que enfeitam os jardins, as pra\u00e7as, os canteiros das ruas? O sol secou. A seca comeu. O vento levou. No lugar, ficou a grama queimada. Os brasilienses olham pro alto loucos por nuvens escuras. S\u00f3 v\u00eaem a explos\u00e3o de azul que caracteriza o mais belo c\u00e9u do Brasil. &#8220;E a chuva?&#8221;, perguntam eles. A resposta n\u00e3o vem. 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