{"id":2111,"date":"2008-07-22T00:00:00","date_gmt":"2008-07-22T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/porque\/"},"modified":"2008-07-22T00:00:00","modified_gmt":"2008-07-22T03:00:00","slug":"porque","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/porque\/","title":{"rendered":"Porque"},"content":{"rendered":"<p>O porqu\u00ea dos porqu\u00eas<BR>Por que, por qu\u00ea, porque, porqu\u00ea. S\u00e3o quatro caras e confus\u00e3o geral. Estudantes, jornalistas, advogados, todos hesitam na hora de escrever uma ou outra forma. Muitos chutam. Mas, como a l\u00edngua n\u00e3o \u00e9 loteria, a Lei de Murphy entra em vigor. Se pode dar errado, d\u00e1. Voc\u00ea joga no time dos que apostam na sorte? Fa\u00e7a o teste. Preencha os espa\u00e7os com uma das quatro fei\u00e7\u00f5es do camale\u00e3o:<BR>N\u00e3o sei \u2026\u2026\u2026\u2026 tanta gente trope\u00e7a nos \u2026\u2026\u2026\u2026\u2026Professores explicam \u2026\u2026\u2026\u2026\u2026 a palavra provoca tantos \u2026\u2026\u2026\u2026&#8230; Apresentam macetes capazes de facilitar a vida dos que perguntam: &#8220;\u2026\u2026\u2026\u2026ser\u00e1? Ser\u00e1 \u2026\u2026\u2026\u2026?&#8221; Por mais que se empenhem, por\u00e9m, n\u00e3o conseguem convencer. N\u00e3o sei \u2026\u2026\u2026\u2026..<BR>No fundo, n\u00e3o h\u00e1 \u2026\u2026\u2026\u2026.. temer os \u2026\u2026\u2026.. Quem domina o assunto sabe \u2026\u2026\u2026.. <BR>Ops! Um trope\u00e7o e l\u00e1 se vai a vaga na universidade, a promo\u00e7\u00e3o no trabalho, a chance do bom emprego. Melhor n\u00e3o correr riscos. Afinal, desvendar o segredo da duplinha \u00e9 f\u00e1cil como tirar chupeta de beb\u00ea. <BR>&nbsp;<BR>Por que<BR>Por que, separado e sem acento, tem dois empregos:<BR>1. nas perguntas: Por que a leitura facilita a reda\u00e7\u00e3o? Por que se l\u00ea t\u00e3o pouco no Brasil? Por que h\u00e1 poucas livrarias em nosso pais?<BR>2. nos enunciados em que \u00e9 substitu\u00edvel por &#8220;a raz\u00e3o pela qual&#8221;: \u00c9 bom saber por que (a raz\u00e3o pela qual) a leitura facilita a reda\u00e7\u00e3o. Explique por que (a raz\u00e3o pela qual) se l\u00ea t\u00e3o pouco no Brasil. Eis por que (a raz\u00e3o pela qual) h\u00e1 poucas livrarias no pa\u00eds \u2014 h\u00e1 poucos leitores. <BR>&nbsp;<BR>Por qu\u00ea <BR>O separado com circunflexo s\u00f3 tem vez quando o quezinho for a \u00faltima \u2013 a \u00faltima mesmo \u2013 palavra da frase. Sabe por qu\u00ea? Ele \u00e9 \u00e1tono. No fim do enunciado, torna-se t\u00f4nico. O acento lhe d\u00e1 a for\u00e7a: A leitura facilita a reda\u00e7\u00e3o por qu\u00ea? L\u00ea-se t\u00e3o pouco no Brasil por qu\u00ea? H\u00e1 poucas livrarias em nosso pa\u00eds e todos sabem por qu\u00ea (a raz\u00e3o pela qual h\u00e1 poucas livrarias).<BR>&nbsp;<BR>Porque<BR>Juntinho como unha e carne, a diss\u00edlaba \u00e9 conjun\u00e7\u00e3o causal ou explicativa: Os professores estimulam a leitura porque bons textos enriquecem o vocabul\u00e1rio. H\u00e1 poucas livrarias no Brasil porque h\u00e1 poucos leitores. Leio muito porque quero escrever melhor. <BR>&nbsp;<BR>Porqu\u00ea<BR>O porqu\u00ea assim, com chap\u00e9u, deixa de ser conjun\u00e7\u00e3o. Torna-se substantivo. Para mudar de classe, precisa da companhia do artigo ou de pronome: Explicou o porqu\u00ea da import\u00e2ncia da leitura. Certos porqu\u00eas quebram a cabe\u00e7a da gente. N\u00e3o sei responder a este porqu\u00ea.<BR>&nbsp;<BR>Eis o porqu\u00ea dos porqu\u00eas<br \/>\nAcertou o teste? Confira:<BR>N\u00e3o sei por que tanta gente trope\u00e7a nos porqu\u00eas. Professores explicam por que a palavra provoca tantos porqu\u00eas. Apresentam macetes capazes de facilitar a vida dos que perguntam: &#8220;Por que ser\u00e1? Ser\u00e1 por qu\u00ea?&#8221; Por mais que se empenhem, por\u00e9m, n\u00e3o conseguem convencer. N\u00e3o sei por qu\u00ea.<BR>No fundo, n\u00e3o h\u00e1 por que temer os porqu\u00eas. Quem domina o assunto sabe por qu\u00ea. <BR>&nbsp;<BR>&nbsp;<BR>Masculinidade em xeque<BR>Centenas de f\u00e3s assediavam o bonit\u00e3o. Queriam um olhar, uma palavra, um toque. Ele, sedutor, n\u00e3o poupava esfor\u00e7os. Falava com uma, sorria pra outra, jogava beijinhos pra todas. A mais ousada comprou flores. Chegou-se a ele e, com mal\u00edcia, entregou-lhe o buqu\u00ea. O charmoso agradeceu:<BR>&#8212; Muito obrigada, queridas amigas. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O porqu\u00ea dos porqu\u00easPor que, por qu\u00ea, porque, porqu\u00ea. S\u00e3o quatro caras e confus\u00e3o geral. Estudantes, jornalistas, advogados, todos hesitam na hora de escrever uma ou outra forma. Muitos chutam. Mas, como a l\u00edngua n\u00e3o \u00e9 loteria, a Lei de Murphy entra em vigor. Se pode dar errado, d\u00e1. Voc\u00ea joga no time dos que apostam na sorte? Fa\u00e7a o teste. 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