{"id":21128,"date":"2019-11-01T17:58:21","date_gmt":"2019-11-01T20:58:21","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/?p=21128"},"modified":"2019-11-01T17:58:21","modified_gmt":"2019-11-01T20:58:21","slug":"dicas-para-distinguir-narracao-descricao-e-dissertacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/dicas-para-distinguir-narracao-descricao-e-dissertacao\/","title":{"rendered":"Dicas para distinguir narra\u00e7\u00e3o, descri\u00e7\u00e3o e disserta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>No Enem, voc\u00ea vai escrever uma disserta\u00e7\u00e3o. Para ir direto ao ponto, \u00e9 bom distinguir os tipos textuais. S\u00e3o tr\u00eas \u2014 narra\u00e7\u00e3o, descri\u00e7\u00e3o e disserta\u00e7\u00e3o. Cada um deles tem um verbo e responde a uma pergunta:<\/p>\n<p><strong>Narra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pergunta<\/strong>: o que houve?<\/p>\n<p><strong>Verbo<\/strong>: contar<\/p>\n<p><strong>Exemplo<\/strong>: narra\u00e7\u00e3o de Eduardo Galeano<\/p>\n<p><em>Certa manh\u00e3, ganhamos de presente um coelhinho das \u00cdndias. Chegou em casa numa gaiola. Ao meio-dia, abri a porta da gaiola. Voltei pra casa ao anoitecer e o encontrei tal qual o havia deixado: gaiola adentro, grudado nas barras, tremendo por causa do susto da liberdade.<\/em><\/p>\n<p><strong>O que aconteceu<\/strong>? Galeano conta a hist\u00f3ria do coelhinho que tinha medo da liberdade.<\/p>\n<p><strong>Usa verbos de a\u00e7\u00e3o<\/strong>: ganhar, chegar, abrir, voltar, encontrar, deixar, tremer.<\/p>\n<p><strong>Descri\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pergunta<\/strong>: Como ele \u00e9? Como ela \u00e9?<\/p>\n<p><strong>Verbo<\/strong>: mostrar<\/p>\n<p><strong>Exemplo<\/strong>: descri\u00e7\u00e3o de Clarice Lispector<\/p>\n<p><em>Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme enquanto n\u00f3s todas ainda \u00e9ramos achatadas. Como se n\u00e3o bastasse, enchia os bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possu\u00eda o que qualquer pessoa devoradora de hist\u00f3rias gostaria de ter: um pai dono de livraria.<\/em><\/p>\n<p><strong>Como ela \u00e9<\/strong>? Clarice mostra a garota para n\u00f3s \u2014 gorda, baixa, sardenta, peituda. Faz uma fotografia com palavras.<\/p>\n<p><strong>Disserta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pergunta<\/strong>: como convencer?<\/p>\n<p><strong>Verbo<\/strong>: provar, demonstrar. Provar o qu\u00ea? Um ponto de vista.<\/p>\n<p><strong>Exemplo<\/strong>: editorial que apresenta argumentos para provar que temos de acabar com a cultura do desperd\u00edcio.<\/p>\n<p><em>Como acabar com a cultura do desperd\u00edcio? Ela tem de ser desmontada por dentro. \u00c9 preciso que os brasileiros n\u00e3o joguem fora restos de comida aproveit\u00e1veis nem deixem as l\u00e2mpadas acesas quando saem de um aposento. \u00c9 preciso que os livros escolares sejam aproveitados pelos irm\u00e3os menores. \u00c9 preciso n\u00e3o destruir os bens p\u00fablicos. \u00c9 preciso, enfim, martelar insistentemente na necessidade de poupar.<\/em><\/p>\n<p><strong>Como convencer o leitor da necessidade de acabar com a cultura do desperd\u00edcio<\/strong>? O autor apresenta argumentos inspirados no dia a dia: restos de comida, l\u00e2mpadas acesas, livros escolares, bens p\u00fablicos, poupan\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Enem, voc\u00ea vai escrever uma disserta\u00e7\u00e3o. Para ir direto ao ponto, \u00e9 bom distinguir os tipos textuais. S\u00e3o tr\u00eas \u2014 narra\u00e7\u00e3o, descri\u00e7\u00e3o e disserta\u00e7\u00e3o. Cada um deles tem um verbo e responde a uma pergunta: Narra\u00e7\u00e3o Pergunta: o que houve? Verbo: contar Exemplo: narra\u00e7\u00e3o de Eduardo Galeano Certa manh\u00e3, ganhamos de presente um coelhinho das \u00cdndias. Chegou em casa numa gaiola. 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