{"id":21207,"date":"2019-11-13T14:50:34","date_gmt":"2019-11-13T17:50:34","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/?p=21207"},"modified":"2019-11-13T14:50:34","modified_gmt":"2019-11-13T17:50:34","slug":"hifen-h","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/hifen-h\/","title":{"rendered":"H\u00edfen: h"},"content":{"rendered":"<p>O h\u00edfen \u00e9 castigo de Deus? \u00c9. Se algu\u00e9m tinha d\u00favida, a reforma ortogr\u00e1fica se encarregou de acabar com ela. O texto do acordo \u00e9 t\u00e3o impreciso que deixou perguntas, perguntas e perguntas no ar. Onde encontrar respostas? No <em>Vocabul\u00e1rio ortogr\u00e1fico da l\u00edngua portuguesa<\/em> <em>(Volp<\/em>). Mas ele estava desatualizado. Finalmente a Academia Brasileira de Letras divulgou a obra. Nota explicativa ajuda a tirar grilos da cabe\u00e7a. Nela, explicitam-se os princ\u00edpios que nortearam o <em>Volp<\/em>.<\/p>\n<p>S\u00e3o quatro. Um: respeitar a li\u00e7\u00e3o do acordo. Dois: estabelecer uma linha de coer\u00eancia do texto como um todo. Tr\u00eas: acompanhar o esp\u00edrito simplificador do acordo. O quarto e mais importante: preservar a tradi\u00e7\u00e3o ortogr\u00e1fica quando das omiss\u00f5es do texto. Em bom portugu\u00eas: exce\u00e7\u00f5es s\u00f3 as expl\u00edcitas. Como no jogo do bicho, vale o que est\u00e1 escrito.<\/p>\n<p>Eis um exemplo. O acordo manda usar h\u00edfen quando o prefixo \u00e9 seguido de h. \u00c9 o caso de anti-humano, super-homem, a-hist\u00f3rico. Citou uma exce\u00e7\u00e3o \u2013 subumano, cujo uso est\u00e1 consagrado. Pintou a confus\u00e3o. Voltar\u00edamos a escrever in-h\u00e1bil, des-habitado e re-haver? O quarto princ\u00edpio diz que n\u00e3o. Eles continuam como dantes no quartel de Abrantes.<\/p>\n<p>A famosa letra muda, que n\u00e3o fala, mas ajuda, tem poucos amigos. O acordo lhe respeitou a idiossincrasia ermit\u00e3. Estipulou que, com ela, \u00e9 um pra l\u00e1 e outro pra c\u00e1: anti-higi\u00eanico, extra-humano, pseudo-hist\u00f3ria, semi-hospitalar, super-homem, p\u00f3s-hom\u00e9rico, extra-habitual.<\/p>\n<p>Mas princ\u00edpio \u00e9 princ\u00edpio. Grafias consagradas se mant\u00eam. Por isso o h cai fora em subumano, coerdeiro, coabita\u00e7\u00e3o, reaver, anist\u00f3rico, anep\u00e1tico, desumano, inumano, in\u00e1bil. Os derivados trilham o caminho dos primitivos \u2013 desumanidade, inabilidoso, reouve. E por a\u00ed vai.<\/p>\n<p>Moral da hist\u00f3ria: para o acordo ortogr\u00e1fico, antiguidade \u00e9 posto. PT sauda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O h\u00edfen \u00e9 castigo de Deus? \u00c9. Se algu\u00e9m tinha d\u00favida, a reforma ortogr\u00e1fica se encarregou de acabar com ela. O texto do acordo \u00e9 t\u00e3o impreciso que deixou perguntas, perguntas e perguntas no ar. Onde encontrar respostas? No Vocabul\u00e1rio ortogr\u00e1fico da l\u00edngua portuguesa (Volp). Mas ele estava desatualizado. Finalmente a Academia Brasileira de Letras divulgou a obra. Nota explicativa ajuda a tirar grilos da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[203],"tags":[1132,76],"class_list":["post-21207","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-portugues","tag-h","tag-hifen"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21207","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21207"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21207\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21208,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21207\/revisions\/21208"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21207"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21207"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21207"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}