{"id":2186,"date":"2008-08-01T09:00:00","date_gmt":"2008-08-01T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/redacao_matematica\/"},"modified":"2008-08-01T09:00:00","modified_gmt":"2008-08-01T12:00:00","slug":"redacao_matematica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/redacao_matematica\/","title":{"rendered":"Reda\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nEscrever? \u00c9 mandar recado. Ler? \u00c9 entender o recado. Do conceito, pinta o desafio. Como fazer o leitor entender o recado?&nbsp;H\u00e1 etapas. A primeira: ele tem de ler o texto. A segunda: tem de entend\u00ea-lo. Sem isso, o autor fracassa. Valha-nos, Deus! \u00c9 frustrante. Ningu\u00e9m quer jogar o esfor\u00e7o na lata do lixo.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nO jeito \u00e9 dar um jeito. Se o leitor \u00e9 a grande vedete da comunica\u00e7\u00e3o, vamos conquist\u00e1-lo. Estudiosos do tema prescrevem v\u00e1rias receitas. Elas t\u00eam um denominador comum. Chama-se sedu\u00e7\u00e3o. A combina\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios ingredientes leva ao produto m\u00e1gico. \u00c9 o texto f\u00e1cil.<br \/>\n&nbsp;<B><br \/>\nIngredientes<br \/>\n&nbsp;<\/B><br \/>\nUm texto claro, enxutinho e prazeroso n\u00e3o cai do c\u00e9u nem salta do inferno. \u00c9 fruto de trabalho \u2014 99% de transpira\u00e7\u00e3o e 1% de inspira\u00e7\u00e3o. O objetivo \u00e9 um s\u00f3: facilitar a vida do leitor. Como? Com frases curtas, ordem direta, palavras simples, economia de adjetivos e adv\u00e9rbios.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nLido, relido, reescrito muitas vezes, eliminam-se repeti\u00e7\u00f5es, enxotam-se redund\u00e2ncias, chega-se \u00e0 clareza. Ter\u00e1 ficado bom? Amigos podem palpitar. E h\u00e1 um tira-teima que ajuda. Trata-se do teste de legibilidade do texto. Aplicando-o, a gente tem id\u00e9ia do grau de dificuldade da mensagem que mandamos pro outro.<br \/>\n&nbsp;<B><br \/>\nO teste<br \/>\n&nbsp;<\/B><br \/>\nEm que consiste o term\u00f4metro? Pegue um escrito seu. Pode ser uma carta, um artigo, uma reda\u00e7\u00e3o. Depois, siga a receita. Com um cuidado: fa\u00e7a par\u00e1grafo por par\u00e1grafo. Eis os passos:<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n1. Conte as palavras do par\u00e1grafo<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n2. Conte as frases (cada frase termina por um ponto)<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n3. Divida o n\u00famero de palavras pelo n\u00famero de frases. Assim, voc\u00ea ter\u00e1 a m\u00e9dia da palavra\/frase do texto<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n4. Some a m\u00e9dia da palavra\/frase do texto com o n\u00famero de poliss\u00edlabos<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n5. Multiplique o resultado por 0,4 (m\u00e9dia de letras da palavra na frase de l\u00edngua portuguesa)<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p>O produto da multiplica\u00e7\u00e3o \u00e9 o \u00edndice de legibilidade<br \/>\n&nbsp;<B><br \/>\nEis os poss\u00edveis resultados:<br \/>\n&nbsp;<\/B><br \/>\n1 a 7 = hist\u00f3ria em quadrinhos<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n8 a 10 = excepcional<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n11 a 15 = \u00f3timo<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n16 a 19 = pequena dificuldade<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n20 a 30 = muito dif\u00edcil<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n31 a 40 = linguagem t\u00e9cnica<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nacima de 41 = nebulosidade<br \/>\n&nbsp;<B><br \/>\nAplica\u00e7\u00e3o<br \/>\n&nbsp;<\/B><br \/>\nVamos ao tira-teima? Leia o texto:<br \/>\nOs integrantes do Conselho de \u00c9tica aguardavam o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Mas quem roubou a cena ontem foi sua ex-mulher, a socialite Maria Cristhina Mendes Caldeira. Depois de tumultuada separa\u00e7\u00e3o litigiosa, Maria Christina transformou-se em uma das principais acusadoras de Valdemar. Puxando uma mala, que ela fez quest\u00e3o de dizer que &#8220;n\u00e3o era a mala do mensal\u00e3o&#8221;, Maria Christina causou burburinho ao surgir no conselho distribuindo camisetas do projeto Bem Querer Mulher, ONG criada para combater a viol\u00eancia contra a <A name=\"Save1\"><\/A>mulher.&#8221;<br \/>\n&nbsp;<B><br \/>\nEis o que deu:<br \/>\n&nbsp;<\/B><br \/>\n1. Palavras do par\u00e1grafo = 86<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n2. N\u00famero de frases = 4<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n3. M\u00e9dia da palavra\/frase (86 dividido por 4) = 21,5<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n4. 21,5 + 12 = 33,5<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n5. 33,5 X 0,4 = 13,40<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nResultado: legibilidade \u00f3tima<br \/>\n&nbsp;<B><br \/>\nM\u00e3os \u00e0 obra<br \/>\n&nbsp;<\/B><br \/>\nAgora, o seu texto. Escolha um par\u00e1grafo de carta, artigo, reda\u00e7\u00e3o escolar e aplique o teste. Se o resultado ficar acima de 15, abra o olho. Facilite a vida do leitor. Voc\u00ea tem dois caminhos. Um: diminua o tamanho das frases. O outro: mande algumas proparox\u00edtonas dar uma voltinha. O melhor: abuse dos dois.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; Escrever? \u00c9 mandar recado. Ler? \u00c9 entender o recado. Do conceito, pinta o desafio. Como fazer o leitor entender o recado?&nbsp;H\u00e1 etapas. A primeira: ele tem de ler o texto. A segunda: tem de entend\u00ea-lo. Sem isso, o autor fracassa. Valha-nos, Deus! \u00c9 frustrante. Ningu\u00e9m quer jogar o esfor\u00e7o na lata do lixo. &nbsp; O jeito \u00e9 dar um jeito. 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