{"id":2243,"date":"2008-08-10T00:00:00","date_gmt":"2008-08-10T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/o_bondinho_do_pao_de_acucar\/"},"modified":"2008-08-10T00:00:00","modified_gmt":"2008-08-10T03:00:00","slug":"o_bondinho_do_pao_de_acucar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/o_bondinho_do_pao_de_acucar\/","title":{"rendered":"O bondinho do P\u00e3o de A\u00e7\u00facar"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nM\u00e1rcio Cotrim<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nAntes, falemos do ber\u00e7o da express\u00e3o p\u00e3o de a\u00e7\u00facar. Ela vem do tupi <B><I>pau-nh-a\u00e7uqu\u00e3<\/I><\/B>, nome dado pelos tamoios, primitivos habitantes da ba\u00eda da Guanabara. Significa <I>morro alto<\/I>, <I>isolado<\/I>, <I>pontudo<\/I>. Segundo Vieira Fazenda, no apogeu do cultivo da cana-de-a\u00e7\u00facar no Brasil, depois da cana espremida, fervida e com o caldo apurado, os blocos de a\u00e7\u00facar ganhavam um aspecto de sino de igreja, e assim eram transportados para a Europa. A semelhan\u00e7a do penhasco com essa forma do barro teria originado o nome.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nEm 1817, a montanhista inglesa Henrietta Castairs, de 39 anos, foi a primeira pessoa a escalar o morro do P\u00e3o de A\u00e7\u00facar, uma senhora fa\u00e7anha para a \u00e9poca. Em 1908, o engenheiro Augusto Ramos, decidido a facilitar o acesso ao local, idealizou a constru\u00e7\u00e3o de um caminho a\u00e9reo dotado de cabos de a\u00e7o suspensos. Houve cr\u00edtica e at\u00e9 galhofa. Alguns chegaram a sugerir que a linha do futuro telef\u00e9rico ligasse diretamente o P\u00e3o de A\u00e7\u00facar ao Hosp\u00edcio Nacional!<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nMas Augusto Ramos n\u00e3o desistiu. Com base em sua s\u00f3lida forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, conseguiu do prefeito do ent\u00e3o Distrito Federal, Serzedelo Corr\u00eaa, autoriza\u00e7\u00e3o para realizar a grande obra. Inaugurado em 1912, foi o primeiro telef\u00e9rico instalado no Brasil e o terceiro no mundo. Ao ver a nova fisionomia do P\u00e3o de A\u00e7\u00facar, o escritor Coelho Netto, num lampejo de inspira\u00e7\u00e3o, cunhou o termo Cidade Maravilhosa para o Rio de Janeiro.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nCarinhosamente chamado de bondinho pelos cariocas, o ve\u00edculo comportava 24 passageiros e fazia o trajeto em 6 minutos. Nos anos 90, at\u00e9 para lhe aumentar a rentabilidade, passaram a funcionar dois bondinhos em cada linha no sistema vai-vem o que, al\u00e9m de multiplicar a capacidade do transporte, impulsionou o turismo.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nNesse contexto favor\u00e1vel, a empresa administradora do servi\u00e7o passou a promover festas no alto do P\u00e3o de A\u00e7\u00facar, ao mesmo tempo em que aprimorava as instala\u00e7\u00f5es e a cozinha do restaurante l\u00e1 existente. Al\u00e9m de excelente culin\u00e1ria, uma das mais belas vistas do mundo.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nO bondinho continua indo, vindo e deslumbrando as gentes, a 396 metros de altura . . .&nbsp;<br \/>\n<BR>&nbsp;<br \/>\n<B>MOSQUETE \u2013 <\/B>Uma das primeiras armas de fogo usadas pela infantaria, no s\u00e9culo 16. Evolu\u00e7\u00e3o do arcabuz, semelhante a uma espingarda, mas muito mais pesado, com o cano de at\u00e9 um metro e meio sob culatra de madeira. Predecessor da espingarda moderna, o mosquete foi muito importante para os espanh\u00f3is. Sem ele, teria sido imposs\u00edvel a brutal conquista dos imp\u00e9rios inca e asteca, e dos povos maias do Novo Mundo \u2013 ai dos vencidos! A palavra teria origem no italiano <B><I>moschetto<\/I><\/B>, que, por sua vez, viria de <B><I>moschetta<\/I><\/B>, pequena pedra disparada pela balista e voc\u00e1bulo derivado de <B><I>mosca.<\/I><\/B> No s\u00e9culo 17, a maioria dos ex\u00e9rcitos europeus dispunha de tropas de mosqueteiros, que se tornaram populares ao grande p\u00fablico quando estrelaram o filme \u201cOs Tr\u00eas Mosqueteiros\u201d, baseado no livro igualmente famoso de Alexandre Dumas. Conta a hist\u00f3ria do jovem D\u2019Artagnan, que vai a Paris buscando tornar-se membro do corpo de elite dos guardas do rei, os mosqueteiros. L\u00e1 chegando, conhece tr\u00eas mosqueteiros chamados <I>os insepar\u00e1veis<\/I>: Athos, Porthos e Aramis. Juntos, os quatro enfrentar\u00e3o grandes aventuras a servi\u00e7o do rei da Fran\u00e7a, Lu\u00eds XIII e, principalmente, da rainha Ana d\u2019\u00c1ustria. Vencem todos os perigos e se distinguem nas guerras contra os inimigos da Fran\u00e7a. Marcaram \u00e9poca e deram fama a astros do cinema como Errol Flynn, Douglas Fairbanks Jr., Virginia Mayo e outros menos aplaudidos mas igualmente queridos . . . &nbsp;<BR><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n***<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nO leitor J\u00e2nio da Costa Silva J\u00fanior, de Taguatinga, DF, solicita o ber\u00e7o da ra\u00e7a canina denominada <B>Bull Terrier<\/B>, que alia a for\u00e7a dos c\u00e3es tipo bull com a energia e determina\u00e7\u00e3o dos terrier.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nEla remonta a 1830, quando as ra\u00e7as Bulldog e Old English Terrier, j\u00e1 extintas, foram cruzadas para dar origem ao chamado bull and terrier, c\u00e3o de combate, que enfrentaria, em arenas, <I>touros<\/I> (da\u00ed o nome <B><I>bull<\/I><\/B>), le\u00f5es e at\u00e9 escravos.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nEle varia de cor e tamanho. Por volta de 1860, o ingl\u00eas James Hinks, de Birmingham, da mistura com o English Terrier branco desenvolveu novo tipo de c\u00e3o homog\u00eaneo, branco puro com a cabe\u00e7a mais longa e focinho proeminente.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nHinks foi acusado de transformar um c\u00e3o de luta num animal de exibi\u00e7\u00e3o em exposi\u00e7\u00f5es, com imaculada pelagem branca e cabe\u00e7a extravagante.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nProibidas as lutas de c\u00e3es, foi reconhecido como ra\u00e7a leg\u00edtima e a \u00fanica de olhos triangulares. Passaram de \u201cgladiadores\u201d a \u201cCavaleiros Brancos\u201d, dado seu perfil gentil, afetuoso e de apar\u00eancia nobre, fiel ao seu dono. Pode viver de 10 a 14 anos.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nPor falar em c\u00e3o, ele \u00e9 tido como o melhor amigo do homem, mas, para Vin\u00edcius de Moraes, o melhor amigo do homem \u00e9 mesmo o u\u00edsque, o c\u00e3o engarrafado . . .<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n(Coluna publicada na Revista do Correio, que circula aos domingos no Correio Braziliense)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; M\u00e1rcio Cotrim &nbsp; Antes, falemos do ber\u00e7o da express\u00e3o p\u00e3o de a\u00e7\u00facar. Ela vem do tupi pau-nh-a\u00e7uqu\u00e3, nome dado pelos tamoios, primitivos habitantes da ba\u00eda da Guanabara. Significa morro alto, isolado, pontudo. 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