{"id":2308,"date":"2008-08-22T08:00:00","date_gmt":"2008-08-22T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/verbos_incompletos\/"},"modified":"2008-08-22T08:00:00","modified_gmt":"2008-08-22T11:00:00","slug":"verbos_incompletos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/verbos_incompletos\/","title":{"rendered":"Verbos incompletos"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<br \/>\nH\u00e1 verbos e verbos. Alguns s\u00e3o muito especiais. Defectivos, t\u00eam a marca da pregui\u00e7a. N\u00e3o se conjugam em todas as pessoas ou tempos. S\u00e3o, por isso, incompletos.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nPor qu\u00ea? Por muitas raz\u00f5es. Alguns, por eufonia. N\u00e3o s\u00e3o agrad\u00e1veis ao ouvido. Soam mal. Eu coloro&#8221;, do verbo colorir, est\u00e1 nesse grupo. &#8220;Eu abolo&#8221;, de abolir, tamb\u00e9m. Feios, n\u00e3o?<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nOutros perdem guerras. \u00c9 o caso de falir. Com ele, arma-se a maior confus\u00e3o. &#8220;Eu falo&#8221;, diz o comerciante que n\u00e3o consegue pagar os credores. Vai contar tudo? N\u00e3o. Vai falir. Viu? \u00c0s vezes n\u00e3o se entende o recado.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nEu falo, ele fale, fale tudo. S\u00e3o formas de falar ou falir? A briga durou muito tempo. Falir perdeu a batalha. No acordo firmado, ficou acertada a separa\u00e7\u00e3o. Ele s\u00f3 pode ser conjugado nas formas em que n\u00e3o se confunde com falar. Quais?&nbsp;Aquelas em que aparece o <B>i <\/B>depois do<B> l. <\/B>Se esquecer, lembre-se do infinitivo \u2014 fal<B>i<\/B>r.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nNo presente do indicativo, salvaram-se duas pessoas (n\u00f3s falimos, v\u00f3s falis). O passado escapou ileso (eu fali, ele faliu, n\u00f3s falimos, eles faliram; eu falia, ele falia, n\u00f3s fal\u00edamos, eles faliam). O futuro tamb\u00e9m (eu falirei, ele falir\u00e1; eu faliria, ele faliria).<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nE o presente do subjuntivo? Est\u00e1 morto e enterrado. Depois do <B>I<\/B> vem e (que eu fale). Em compensa\u00e7\u00e3o, os outros tempos v\u00e3o bem, obrigado: <I>se eu falisse, se ele falisse, se n\u00f3s fal\u00edssemos, se eles falissem; quando eu falir, quando ele falir, quando n\u00f3s falirmos, quando eles falirem.<\/I><B><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nDica<\/B><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nNa hora do aperto, o que fazer? Seja esperto. As formas inexistentes podem ser supridas. O verbo <I>quebrar <\/I>e a express\u00e3o <I>abrir fal\u00eancia<\/I> resolvem: <I>Com os juros altos, o com\u00e9rcio quebra (abre fal\u00eancia). Deixe que os incompetentes quebrem (abram fal\u00eancia).<\/I><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nNingu\u00e9m perde uma guerra sozinho. Nem aqui, nem na China, nem na gram\u00e1tica. Com falir, foram derrotados florir, foragir-se, remir. Eles se conjugam do mesmo jeitinho. S\u00f3 nas formas em que aparece o i.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; H\u00e1 verbos e verbos. Alguns s\u00e3o muito especiais. Defectivos, t\u00eam a marca da pregui\u00e7a. N\u00e3o se conjugam em todas as pessoas ou tempos. S\u00e3o, por isso, incompletos. &nbsp; Por qu\u00ea? Por muitas raz\u00f5es. Alguns, por eufonia. N\u00e3o s\u00e3o agrad\u00e1veis ao ouvido. Soam mal. Eu coloro&#8221;, do verbo colorir, est\u00e1 nesse grupo. &#8220;Eu abolo&#8221;, de abolir, tamb\u00e9m. Feios, n\u00e3o? &nbsp; Outros perdem guerras. \u00c9 o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2308","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2308","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2308"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2308\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2308"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2308"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2308"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}