{"id":23405,"date":"2020-08-31T08:59:19","date_gmt":"2020-08-31T11:59:19","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/?p=23405"},"modified":"2020-08-31T09:04:11","modified_gmt":"2020-08-31T12:04:11","slug":"verbo-ser-adeus-duvida-pra-sempre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/verbo-ser-adeus-duvida-pra-sempre\/","title":{"rendered":"Concord\u00e2ncia do verbo ser: adeus, d\u00favida"},"content":{"rendered":"<div id=\":nq\" class=\"a3s aXjCH \">\n<p>\u00c9 ou s\u00e3o? Cuidado. Trata-se do verbo ser. Com ele, ligue as antenas. O verbinho \u00e9 complacente. Ora aceita uma forma, ora outra. Ora as duas. Especial, recebe tratamento diferenciado. Na concord\u00e2ncia, a gram\u00e1tica reserva-lhe cap\u00edtulo \u00e0 parte.Hoje \u00e9 20 de agosto? Ou s\u00e3o 20 de agosto? Cem reais \u00e9 muito? Ou s\u00e3o muito? \u00c9 quase duas horas? Ou s\u00e3o quase duas horas? D\u00favidas. Muitas d\u00favidas.<\/p>\n<p><strong>Jogo duplo<\/strong><\/p>\n<p>O verbo ser tem a cintura mais flex\u00edvel do portugu\u00eas. Nunca toma posi\u00e7\u00e3o firme. Ora acha o sujeito simp\u00e1tico. Vai pro lado dele. Ora o predicativo o atrai mais. Eterno infiel, passa para o lado de l\u00e1.<\/p>\n<p><em>Tudo \u00e9 flores ou tudo s\u00e3o flores?<\/em><\/p>\n<p>O verbo olha para as flores. Acha-as simp\u00e1ticas, coloridas e cheirosas. Decide: Tudo s\u00e3o flores. Em outras horas, lembra-se do que aprendeu na escola (o verbo concorda com o sujeito). Muda de lado: Tudo \u00e9 flores.<\/p>\n<p>Qual a forma correta? Ambas. Com o ser, quase sempre as duas constru\u00e7\u00f5es est\u00e3o certas. H\u00e1 apenas tr\u00eas casos em que ele \u00e9 dur\u00e3o, inflex\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Um<\/strong><\/p>\n<p><em>\u00c9 uma hora. S\u00e3o tr\u00eas horas.<\/em><\/p>\n<p>Na indica\u00e7\u00e3o de horas, o verbo s\u00f3 tem olhos para o predicativo. Concorda com o n\u00famero que diz as horas: <em>\u00c9 meio-dia e meia. Seria uma hora da tarde. Eram umas 11 horas da noite.<\/em><\/p>\n<p>Cuidado. \u00c0s vezes o n\u00famero \u00e9 antecedido por express\u00f5es que indicam aproxima\u00e7\u00f5es. O verbo continua o mesmo: <em>Seriam quase duas horas quando ele chegou. S\u00e3o cerca de seis horas de voo. Eram mais ou menos tr\u00eas horas quando o presidente fez o an\u00fancio.<\/em><\/p>\n<p><strong>Dois<\/strong><\/p>\n<p><em>Um \u00e9 pouco, dois \u00e9 bom, tr\u00eas \u00e9 demais.<\/em><\/p>\n<p>Deu-se conta? As express\u00f5es de quantidade, medida, peso, valor, tempo \u2014 como <em>\u00e9 muito, \u00e9 pouco, \u00e9 suficiente, \u00e9 caro, \u00e9 barato<\/em> \u2014 s\u00e3o invari\u00e1veis. Pretensiosas, n\u00e3o ligam para o sujeito. Com elas, s\u00f3 o singular: <em>Dois mil reais \u00e9 muito. Vinte quilos \u00e9 suficiente. Dois minutos \u00e9 muito tempo para quem est\u00e1 com dor de dente. Vinte reais \u00e9 menos do que o produto vale.<\/em><\/p>\n<p><strong>Tr\u00eas<\/strong><\/p>\n<p><em>Eu \u00e9 que digo. N\u00f3s \u00e9 que sabemos.<\/em><\/p>\n<p>A express\u00e3o <em>\u00e9 que<\/em> recebe o nome de expletiva. Significa pode cair fora. Mant\u00e9m-se invari\u00e1vel: <em>As rosas (\u00e9 que) s\u00e3o belas. N\u00f3s (\u00e9 que) somos patriotas.<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 isso.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 ou s\u00e3o? Cuidado. Trata-se do verbo ser. Com ele, ligue as antenas. O verbinho \u00e9 complacente. Ora aceita uma forma, ora outra. Ora as duas. Especial, recebe tratamento diferenciado. Na concord\u00e2ncia, a gram\u00e1tica reserva-lhe cap\u00edtulo \u00e0 parte.Hoje \u00e9 20 de agosto? Ou s\u00e3o 20 de agosto? Cem reais \u00e9 muito? Ou s\u00e3o muito? \u00c9 quase duas horas? Ou s\u00e3o quase duas horas? D\u00favidas. 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