{"id":23971,"date":"2020-11-11T07:35:16","date_gmt":"2020-11-11T10:35:16","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/?p=23971"},"modified":"2020-11-11T07:35:16","modified_gmt":"2020-11-11T10:35:16","slug":"novembro-azul-malandragens-da-cor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/novembro-azul-malandragens-da-cor\/","title":{"rendered":"Novembro Azul: malandragens da cor"},"content":{"rendered":"<p>Menina se veste de rosa. Menino, de azul. A discrimina\u00e7\u00e3o imperava nos tempos da vov\u00f3. Como n\u00e3o h\u00e1 bem que sempre dure nem mal que nunca se acabe, os anos passaram, os costumes mudaram e as cores se libertaram do sexo. Garotas e garotos deitam e rolam em azuis, rosas, roxos, vermelhos, brancos e pretos.<\/p>\n<p>Mas a tradi\u00e7\u00e3o se imp\u00f4s em dois momentos. O outubro \u00e9 rosa. O novembro, azul. S\u00e3o dois meses dedicados a campanhas educativas. Chamam a aten\u00e7\u00e3o de mulheres e homens para a import\u00e2ncia de prevenir o c\u00e2ncer. Elas, de mama. Eles, de pr\u00f3stata. A cruzada vale a pena. Ensina que, muitas vezes, a sa\u00fade e a vida est\u00e3o nas m\u00e3os de cada um. X\u00f4, bobeira!<\/p>\n<p><strong>A deixa<\/strong><br \/>\nNa natureza nada se perde, tudo se aproveita. Na l\u00edngua tamb\u00e9m. Vale explorar a deixa do evento. \u00c9 o azul. Nem as pessoas nem as cores s\u00e3o iguais. O azul tem varia\u00e7\u00f5es \u2014 azul-beb\u00ea, azul-celeste, azul-ferrete, azul-marinho, azul-turquesa, azul-violeta. Elas podem funcionar como adjetivos (blusa azul-celeste) ou substantivos (o azul-celeste). A classe gramatical faz a diferen\u00e7a. E arma ciladas.<\/p>\n<p><strong>Li\u00e7\u00e3o 1<\/strong><br \/>\nO adjetivo \u00e9 invari\u00e1vel. Masculino ou feminino, singular ou plural, \u00e9 tudo igual. O capricho se explica. Oculta, encontra-se a locu\u00e7\u00e3o <strong>da cor<\/strong>: <em>len\u00e7ol (da cor) azul-beb\u00ea, len\u00e7\u00f3is (da cor) azul-beb\u00ea, toalha (da cor) azul-beb\u00ea, toalhas (da cor) azul-beb\u00ea; blusa (da cor) azul-celeste, blusas (da cor) azul-celeste; cal\u00e7\u00e3o (da cor) azul-celeste, cal\u00e7\u00f5es (da cor) azul-celeste; sapato (da cor) azul-marinho, sapatos (da cor) azul-marinho; blusa (da cor) azul-marinho, blusas (da cor) azul-marinho; blusas (da cor) marinho, blusas (da cor) marinho.<\/em><\/p>\n<p>Li\u00e7\u00e3o 2<br \/>\nO substantivo joga em outro time. De cara lavada, sem nada oculto, n\u00e3o tem sa\u00edda. Varia: <em>o azul-beb\u00ea, os azuis-beb\u00eas (ou azuis-beb\u00ea); o azul-celeste, os azuis-celestes; o azul-marinho, os azuis-marinhos, o azul-turquesa, os azuis-turquesas (ou os azuis-turquesa), o azul-violeta, os azuis-violetas (ou azuis-violeta).<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Menina se veste de rosa. Menino, de azul. A discrimina\u00e7\u00e3o imperava nos tempos da vov\u00f3. Como n\u00e3o h\u00e1 bem que sempre dure nem mal que nunca se acabe, os anos passaram, os costumes mudaram e as cores se libertaram do sexo. Garotas e garotos deitam e rolam em azuis, rosas, roxos, vermelhos, brancos e pretos. Mas a tradi\u00e7\u00e3o se imp\u00f4s em dois momentos. 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