{"id":23999,"date":"2020-11-22T08:40:42","date_gmt":"2020-11-22T11:40:42","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/?p=23999"},"modified":"2020-11-22T08:40:42","modified_gmt":"2020-11-22T11:40:42","slug":"que-ou-que-teste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/que-ou-que-teste\/","title":{"rendered":"Que ou qu\u00ea? Teste"},"content":{"rendered":"<p>Acento e pron\u00fancia formam par insepar\u00e1vel. Agudo e circunflexo s\u00f3 caem sobre a s\u00edlaba t\u00f4nica. Em diss\u00edlabos, triss\u00edlabos e poliss\u00edlabos, descobrir a fortona \u00e9 f\u00e1cil como passar crian\u00e7a pra tr\u00e1s na fila. Com os monoss\u00edlabos, por\u00e9m, a hist\u00f3ria muda de enredo. Os pequeninos obedecem \u00e0s mesmas regras das ox\u00edtonas. Acentuam-se os terminados em <strong>a<\/strong>, <strong>e<\/strong> e <strong>o<\/strong> seguidos ou n\u00e3o de s<em>: est\u00e1 (d\u00e1), est\u00e1s (d\u00e1s), paj\u00e9 (d\u00ea), paj\u00e9s (d\u00eas), vov\u00f3 (d\u00f3), vov\u00f3s (d\u00f3s).<\/em><\/p>\n<p><strong>A cilada<\/strong><\/p>\n<p>Nada de especial. Por que, ent\u00e3o, o qu\u00ea d\u00e1 n\u00f3 nos miolos? Porque o danado muda de time a torto e a direito. Ora \u00e9 conjun\u00e7\u00e3o. Ora pronome. Ora substantivo. A primeira equipe n\u00e3o d\u00e1 problemas. Apresenta-se sempre com a mesma cara. As duas outras d\u00e3o enxaqueca. \u00c0s vezes pedem chap\u00e9u. Outras vezes dispensam o acess\u00f3rio. Voc\u00ea sabe lidar com as estripulias delas? Antes de responder, fa\u00e7a o teste. Ponha o acento onde ele couber:<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Teste<\/strong><\/p>\n<p><em>Leio e escrevo sem dificuldade. Mas um que sempre me deu n\u00f3 nos miolos. Trata-se da grafia do que. Com acento? Sem acento? Insegura, chuto. Acerto? Qual o que! A Lei de Murphy fala alto. O que pode dar errado d\u00e1. Fazer o que? A resposta \u00e9 uma s\u00f3. Estudar o que dos ques. Desvendados os mist\u00e9rios do monoss\u00edlabo, fica uma certeza. O que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o feio quanto parece. Veja por que.<\/em><\/p>\n<p><strong>Passo a passo<\/strong><\/p>\n<p>Voc\u00ea merece nota 10 se conseguiu distinguir as equipes:<\/p>\n<p><strong>1\u00ba time\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>A equipe da conjun\u00e7\u00e3o se apresenta com a mesma cara \u2013 sem acento: <em>Disse que acabar\u00e1 o est\u00e1gio em dezembro. Saia mais cedo, que o metr\u00f4 n\u00e3o circula hoje.<\/em><\/p>\n<p><strong>2\u00ba time<\/strong><\/p>\n<p>As outras provocam dor de cabe\u00e7a. Por duas raz\u00f5es. De um lado, a criatura tem o poder da mobilidade. Salta daqui para ali como macaco salta de galho. De outro, varia de classe gramatical. Passa de pronome a substantivo com a facilidade com que trocamos de camiseta. N\u00f3s pagamos o pato da estripulia. O pre\u00e7o \u00e9 o acento. Quando us\u00e1-lo? Em duas oportunidades:<\/p>\n<ol>\n<li>Quando o qu\u00ea for substantivo. A\u00ed ser\u00e1 antecedido de pronome, artigo ou numeral. Como todo nome, tem plural:<\/li>\n<\/ol>\n<p><em>Modelos na passarela t\u00eam um qu\u00ea de sedutor. Qual o mist\u00e9rio dos qu\u00eas? Este qu\u00ea n\u00e3o me confunde mais. Corte os qu\u00eas da reda\u00e7\u00e3o<\/em>. Belo qu\u00ea voc\u00ea introduziu no discurso. Quem mandou?<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li>Quando o qu\u00ea for a \u00faltima palavra da frase \u2013 a \u00faltima mesmo, coladinha no ponto: <em>Trabalhar pra qu\u00ea? Riu, mas n\u00e3o disse por qu\u00ea. Voc\u00ea se atrasou por qu\u00ea? Ele se ofendeu com qu\u00ea? Quero saber a raz\u00e3o do emprego desse qu\u00ea.<\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>X\u00f4, mist\u00e9rio<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 isso. Desvendados os dois empregos, o qu\u00ea recolhe-se \u00e0 pr\u00f3pria insignific\u00e2ncia. Redatores que arrancam os cabelos por causa do acentinho chegam \u00e0 conclus\u00e3o \u00f3bvia: n\u00e3o h\u00e1 por que temer o qu\u00ea. Ele \u00e9 mais manso que o gatinho l\u00e1 de casa.<\/p>\n<p><strong>Resultado do teste<\/strong><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><em>Transito bem pela l\u00edngua portuguesa. Leio e escrevo sem dificuldade. Mas um qu\u00ea sempre me deu n\u00f3 nos miolos. Trata-se da grafia do qu\u00ea. Com acento? Sem acento? Insegura, chuto. Acerto? Qual o qu\u00ea! A Lei de Murphy fala alto. O que pode dar errado d\u00e1. Fazer o qu\u00ea? A resposta \u00e9 uma s\u00f3. Estudar o qu\u00ea dos qu\u00eas. Desvendados os mist\u00e9rios do monoss\u00edlabo, fica uma certeza. O qu\u00ea, como o c\u00e3o chupando manga, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o feio quanto parece. Veja por qu\u00ea.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acento e pron\u00fancia formam par insepar\u00e1vel. Agudo e circunflexo s\u00f3 caem sobre a s\u00edlaba t\u00f4nica. Em diss\u00edlabos, triss\u00edlabos e poliss\u00edlabos, descobrir a fortona \u00e9 f\u00e1cil como passar crian\u00e7a pra tr\u00e1s na fila. Com os monoss\u00edlabos, por\u00e9m, a hist\u00f3ria muda de enredo. Os pequeninos obedecem \u00e0s mesmas regras das ox\u00edtonas. Acentuam-se os terminados em a, e e o seguidos ou n\u00e3o de s: est\u00e1 (d\u00e1), est\u00e1s [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":25,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[203],"tags":[11,5014],"class_list":["post-23999","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-portugues","tag-que","tag-teste"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23999","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23999"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23999\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24000,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23999\/revisions\/24000"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23999"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23999"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.correiobraziliense.com.br\/dad\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23999"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}